Autor(es):
Costa, João ; Fiorentino, Francesca ; Caldeira, Daniel ; Inês, Mónica ; Pereira, Catarina Lopes ; Pinheiro, Luís ; Vaz-Carneiro, António ; Borges, Margarida ; Gouveia, Miguel
Data: 2015
Identificador Persistente: http://hdl.handle.net/10400.14/33536
Origem: Veritati - Repositório Institucional da Universidade Católica Portuguesa
Assunto(s): Anticoagulantes orais; Fibrilhação auricular; Custo-efetividade; Anos de vida ajustados pela qualidade; Oral anticoagulants; Atrial fibrillation; Cost-effectiveness; Quality-adjusted life years
Descrição
Introdução e objetivos: Os non-vitamin K antagonist oral anticoagulants (NOAC) foram recentemente comparticipados para a fibrilhação auricular não-valvular (FA), sendo relevante determinar o seu custo-efetividade para a realidade portuguesa. Métodos: Foi especificado um modelo Markov para simular a progressão dos doentes com FA no decurso da sua vida. Os dados de efetividade relativa para os eventos acidente vascular cerebral (isquémico e hemorrágico), hemorragia (intracraniana, outras hemorragias major ehemorragias não-major clinicamente relevantes), enfarte agudo do miocárdio e descontinuação do tratamento foram obtidos por comparações indiretas entre o apixabano, o dabigatrano e orivaroxabano (comparador comum: varfarina). As fontes dos dados de consumo de recursos de saúde foram a base de dados dos grupos de diagnóstico homogéneo e painel de peritos. Estimou-se os anos de vida ganhos, anos de vida ajustados pela qualidade (QALY), custos diretos e rácios de custo-efetividade incremental (ICER). Resultados: Os anos de vida ganhos e os QALY foram maiores com apixabano, com um ICER versus varfarina e dabigatrano de 5529 € /QALY e 9163 € /QALY, respetivamente. O apixabano foi dominante versus o rivaroxabano (maiores ganhos em saúde e menores custos). Estes resultados foram robustos nas análises de sensibilidade realizadas, tendo o apixabano uma probabilidade de 70% de ser custo-efetivo (threshold: 20 000 € /QALY) versus o conjunto das restantes opções esterapêuticas.