Autor(es):
Dias, Fernando ; Krajewski, Pascal ; xana ; Benedetto, Bufalino ; Caeiro, Mário ; Guérin, Michel ; Vaitsman, Marcia ; Patim, Isabel ; Serrus, Charlotte ; Lopes, Vasco de Brito Costa Mendes ; Quadros Ferreira, António ; Castro-Henriques, Mendo ; Rita, Annabela ; Barbosa Bezerra De Souza, Bethania ; Cabau, Philip ; Pessanha, Ana Maria ; Rocha, Ana
Data: 2018
Identificador Persistente: http://hdl.handle.net/10451/47188
Origem: Repositório da Universidade de Lisboa
Assunto(s): Arte; Ciências da Arte; Periódicos
Descrição
Para estes números (nº6 e 7) dos trabalhos de 2018 a revista Convocarte abordou a questão lúdica Inspirada na noção de Homo Ludens de Huizinga, propomos uma Ars Ludens, assumindo-a enquanto dimensão humana que atravessa as culturas e as produções artísticas. Apesar de nos interessar trabalhar ambas as dimensões em conjunto, defendemos que lúdico e jogo, apesar da proximidade, não são a mesma coisa. O jogo é o instrumento através do qual se manifesta a dimensão lúdica. Mas o jogo pode ter outros efeitos negativos, mais nocivos que não se ajustam à ludicidade, ou até ser seu antónimo. Se o jogo pode também ser vício e derrota, a ludicidade liberta-se enquanto efeito de prazer e de diversão. O jogo é o plano de regras e de objetivos, enquanto palco alternativo às normas da nossa realidade, no interior do qual a ludicidade se experimenta. Diríamos que o lúdico é o lado bom e prazenteiro do efeito do acto de jogar. Mas o lúdico não é exclusivo do jogo. O brinquedo é outro dos seus instrumentos e o brincar outro dos seus verbos privilegiados – e nem sempre brincar e jogar coincidem, porque uma acção apela ao entretimento e outra à competição. Apesar das fusões etimológicas, consoante as línguas e suas tradições, as proximidades entre estes termos (lúdico, jogo ou brincadeira) acabam por apresentar nuances a distinguir.