Author(s):
Queiroz, João ; Pelayo, Raquel ; Akutain, Ainhoa ; Arnaiz Gómez, Ana ; Wolff, Daniel ; Pires, Susana Maria ; Cidade, Daniela Mendes ; Machado, João Carlos ; Domínguez Torres, Andrea ; Rizolli Moreira, Hugo Daniel ; Gonçalves, Sandra Maria Lúcia Pereira ; RITA, DORA-IVA ; Corrêa, Adriane Rodrigues ; Gonçalves, Eduarda Azevedo ; PEREIRA, CLAUDIA ; Gomes, Paulo ; Torres, Sofia ; Brächer, Andréa ; Paraguai, Luisa
Date: 2018
Persistent ID: http://hdl.handle.net/10451/49266
Origin: Repositório da Universidade de Lisboa
Subject(s): Arte; Estudos Artísticos; Periódicos
Description
Ninguém vive sem passar uma parte muito importante da sua vida fazendo tarefas sem nada de especial, ou habitando espaços quotidianos, caseiros, sem muito interesse. E, contudo, essas ações constituem a identidade profunda, a singularidade radica na banalidade. Na maior parte do tempo, os humanos têm pouco interesse, ocupados em repetir gestos e funções vitais. Convivemos com a alienação há pouco tempo: ela é denunciada na sociedade industrial através da relação prioritária do homem com os objetos, e pela redução crescente da relação do homem consigo próprio, e com os seus semelhantes. O homem, mais rico, hoje, é no fundo muito mais pobre. Assim se apontem instâncias de auto-descolonização, de reflexão, de resistência, de libertação, de emancipação: a arte pode ser uma delas.