Author(s):
Laranjo, M. ; Agulheiro-Santos, A.C. ; Ricardo-Rodrigues, S. ; Potes, M.E. ; Elias, M.
Date: 2023
Persistent ID: http://hdl.handle.net/10174/34425
Origin: Repositório Científico da Universidade de Évora
Subject(s): sustentabilidade; qualidade e segurança dos alimentos; dieta mediterrânica; desperdício alimentar; embalagens; economia circular; circuitos curtos
Description
A Dieta Mediterrânica é um padrão alimentar saudável e sustentável, recentemente classificado como Património Cultural Imaterial da Humanidade. Marcada pela diversidade, envolve um conjunto de conhecimentos e tradições, que não se esgotam na preparação e no consumo de alimentos, mas que têm também incluem a regionalidade e sazonalidade. Constitui um bom exemplo de sustentabilidade dos sistemas de produção alimentares, enquadrando-se na Estratégia do Prado ao Prato da Comissão Europeia, que está no centro do Pacto Ecológico Europeu, e contribuindo de forma inequívoca para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, em particular para o Objetivo 12: Produção e Consumo Sustentáveis.O objetivo principal deste trabalho é contribuir para o aumento da sustentabilidade na indústria agroalimentar, dando a conhecer às empresas soluções inovadoras que já existem no mercado, quer em termos de embalagens mais sustentáveis, biodegradáveis ou não, mas também em termos de redução do desperdício alimentar, concomitantemente com a valorização destes mesmos desperdícios, implementando uma perspetiva de economia circular. As principais tarefas neste âmbito centraram-se no estudo das embalagens e da redução e valorização do desperdício. Embalagens mais sustentáveis, recicláveis ou reutilizáveis, biodegradáveis, ativas, visando a extensão da vida útil dos alimentos ou a melhoria das caraterísticas organoléticas dos alimentos, e inteligentes, que permitam a monitorização destes ao longo da sua vida útil, bem como a sua rastreabilidade, são algumas das soluções estudadas, sendo que idealmente se deve evitar o uso de embalagens privilegiando a utilização de revestimentos ou películas edíveis com propriedades antioxidantes e antimicrobianas. Por outro lado, procurou-se a redução e a valorização do desperdício, com o estudo de soluções inovadoras de aproveitamento que permitam melhorar a eficiência dos processos produtivos e a redução do impacto ambiental. Muito há ainda a fazer neste campo, no entanto, as atividades desenvolvidas no âmbito do projeto S4AGRO, em conjunto com empresas do setor agroalimentar por todo o país, permitiram já identificar algumas boas práticas de sustentabilidade em vigor no que diz respeito a estas temáticas. Finalmente, a pandemia da COVID-19 trouxe-nos alterações nos padrões de consumo alimentar, fruto de um consumidor mais atento, que foi compelido a voltar às raízes e a consumir mais nos mercados locais.