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Atividade antioxidante e hepatoprotetora de extratos da alga Undaria pinnatifida (Wakame)

Autor(es): Cruz, Beatriz ; Carvalho, Daniel ; Pinho, Cláudia

Data: 2026

Origem: Proceedings of Research and Practice in Allied and Environmental Health

Assunto(s): Undaria pinnatifida; Wakame; atividade antioxidante; atividade hepatoprotetora


Descrição

Enquadramento: O consumo de algas marinhas aumentou nos últimos anos. As algas possuem compostos bioativos, incluindo polissacáridos sulfatados, polifenóis, e pigmentos naturais (fucoxantina), empregues na saúde humana e anima(1)l. A alga Undaria pinnatifida, considerada como uma espécie invasora, tem demonstrado várias atividades biológicasrelacionadas com extratos ou compostos isolados, nomeadamente anticancerígena (2), anti-hipertensora (3), anticoagulante (4), anti-inflamatória (5), antidiabética (6), antimicrobiana (7), antioxidante (7) e hepatoprotetora (8). Face à procura crescente de novos agentes antioxidantes, uma opção pode ser o estudo de algas. Objetivo: Avaliar a atividade antioxidante e hepatoprotetora, in vitro, de extratos de U. pinnatifida recorrendo a diferentes técnicas extrativas esolventes. Métodos: Estudo experimental com obtenção de extratos aquosos e etanólicos de U. pinnatifida para avaliação de atividades in vitro, nomeadamente, a atividade antioxidante (ensaio do DPPH, ferrozina, H2O2 e ABTS) e a atividade hepatoprotetora em células HepG2 (ensaio de pré-incubação dos extratos com células). Determinou-se o teor de compostos fenólicos totais e de flavonóides. Resultados: O extrato etanólico apresentou os melhores resultados no ensaio do DPPH (IC50 = 46,8 ± 1,8 μg/mL), do H2O2 (IC50 = 4,8 ± 0,2μg/mL), no teor de compostos fenólicos (29,4 ± 0,0 mg GAE/g) e flavonóides (2,8 ± 0,3 mg GAE/g). O tratamento prévio das células com o extrato (1 e 5 μg/mL) exibiram uma proteção estatisticamente significativa (p < 0,01) em relação à citotoxicidade induzida pelo tóxico (69,3% e 67,9%, respetivamente, face a uma viabilidade celular do tóxico de 51,4%). Assim, o extrato etanólico pareceu demonstrar um efeito protetor nas células HepG2 que pode estar associado à indução de defesas antioxidantes intracelulares. Conclusões:Os resultados, em particular para o extrato etanólico, demonstram uma potencial atividade antioxidante e hepatoprotetora, providenciando uma base para estudos futuros, no sentido de elucidar os compostos presentes e mecanismos de ação dos extratos.

Tipo de Documento Artigo científico
Idioma Português
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