Author(s): Antunes, João ; Brás, Susana ; Prates, Sara ; Amaro, Cristina ; Leiria-Pinto, Paula
Date: 2013
Origin: Revista da Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia
Author(s): Antunes, João ; Brás, Susana ; Prates, Sara ; Amaro, Cristina ; Leiria-Pinto, Paula
Date: 2013
Origin: Revista da Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia
Adverse drug reactions constitute a major health problem in clinical practice. Drug allergy is defined as an immunologically mediated hypersensitivity reaction and represents 6-10% of all adverse drug reactions. Cli- nically, drug-induced allergic reactions can be classified as immediate (type I) and non-immediate (heterogeneous clinical manifestations, mostly related to type IV reactions). Several issues are considered in this revision, particularly immunopathologic mechanisms, cross-reactivity and the most relevant cutaneous reactions (maculopapular exanthe- ma, fixed drug eruption, acute generalized exanthematic pustulosis, drug hypersensitivity syndrome, also referred as drug rash with eosinophilia and systemic symptoms – DRESS, Stevens-Johnson syndrome and toxic epidermal necrolysis). The role of skin tests (epicutaneous or intradermal with late reading) in the diagnostic approach of non- -immediate reactions is also analysed. The most important causes of hypersensitivity reactions are antibiotics, parti- cularly beta-lactams. This group poses significant diagnostic and management difficulties and deserves, therefore, a more thorough attention, with particular attention to cross-reactivity patterns. Induction of drug tolerance should be considered in selected cases, especially when no safe or effective drug alternatives are available.KEYWORDS – Drug hypersensitivity; Beta-Lactams; Cross reactions; Skin Tests.
As reacções adversas a fármacos (RAF) representam um problema frequente na prática clínica. A alergia a fármacos resulta de mecanismos de hipersensibilidade imunológica e representa 6-10% do total de RAF. Clinica- mente, as reacções alérgicas a fármacos podem ser classificadas como imediatas (tipo I) ou não-imediatas (com manifestações clínicas diversas e associadas sobretudo a reacções de tipo IV). Neste artigo são abordados aspectos gerais, nomeadamente os mecanismos imunopatogénicos implicados na alergia a fármacos e reactividade cruzada mas também as manifestações cutâneas mais relevantes, nomeadamente exantemas máculo-papulares, eritema fixo a fármacos (EFF), pustulose exantemática aguda generalizada (PEAG), síndrome de hipersensibilidade a fármacos (DRESS – drug rash with eosinophilia and systemic symptoms), síndrome de Stevens-Johnson/necrólise epidérmica tóxica (SSJ/NET). O papel dos testes cutâneos (epicutâneos ou intradérmicos de leitura tardia) na abordagem de reacções não-imediatas é também revisto. Os beta-lactâmicos (BL) são o grupo farmacológico mais frequentemente envolvido em reacções de hipersensibilidade imunológica e que mais dificuldades coloca na prática clínica diária, nomeadamente devido aos riscos de reactividade cruzada, pelo que é analisado em maior detalhe ao longo da revisão. A indução de tolerância a fármacos poderá ser considerada em casos selecionados, sobretudo quando na ausência de alternativas terapêuticas igualmente eficazes ou seguras.PALAVRAS-CHAVE – Hipersensibilidade a fármacos; Beta-Lactâmicos; Reactividade cruzada; Testes cutâneos.