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Sintomas de COVID-19 durante predominância da variante Delta versus Ómicron: coorte prospetiva de profissionais de saúde

Autor(es): Gaio, Vânia ; Ramalhete, Sara ; Santos, Ana João ; Melo, Aryse ; Guiomar, Raquel ; Machado, Ausenda

Data: 2023

Identificador Persistente: http://hdl.handle.net/10400.18/9004

Origem: Repositório Científico do Instituto Nacional de Saúde

Assunto(s): COVID-19; Profissionais de Saúde; Sintomas; Estados de Saúde e de Doença


Descrição

Introdução: A apresentação clínica da COVID-19, na maioria dos pacientes infetados, foi considerada como leve sem necessidade de hospitalização. No entanto, ao longo da pandemia, o padrão de sintomatologia variou, nomeadamente pela influência da introdução da vacina, mas também consoante a variante SARS-CoV-2 em circulação. Objetivos: Neste estudo pretende-se comparar a sintomatologia autorreportada pelos profissionais de saúde num período de predominância (>50%) da variante Delta (PVD) comparativamente a um período de predominância da Variante Ómicron (PVO). Metodologia: Foram utilizados os dados de um estudo de coorte realizado entre 1 de junho de 2021 e 26 de janeiro de 2022, no qual foram seguidos 3255 profissionais de saúde (PS) com idades compreendidas entre os 18 e os 70 anos. Foram comparados os sintomas autorreportados pelos PS que manifestaram doença sintomática (teste PCR positivo e autorreporte de sintomas) durante o período de PVD (1.6.2021 a 19.12.2021) comparativamente ao período de PVO (3.1.2022 a 26.1.2022). As diferenças entre os dois grupos foram analisadas usando o teste Qui-quadrado ou o teste exato de Fisher no caso de menos de 5 eventos. Resultados: De entre o total de 3255 PS seguidos, 84 tiveram um teste positivo com reporte de sintomatologia durante o período do estudo (43 durante o período PVD e 41 durante o período PVO). Os sintomas febre, anosmia, e ageusia foram mais reportados durante o período PVD comparativamente ao período PDO (46,2% versus 21,6%, p=0.04; 64,3% versus 11,1%, p<0.001; 56,1% versus 17,1%, p=0.001). O sintoma dor de garganta foi mais reportado durante o período PVO do que no período PVD (9,0% versus 36,7%, p=0.006). As percentagens dos casos sintomáticos que tinham a 1ª dose de reforço da vacina foram de 45,7% e 91,4% nos períodos PVD e PVO, respetivamente. Conclusões: Os resultados obtidos através deste estudo permitiram verificar que houve uma alteração nas frequências dos sintomas reportados pelos PS durante o período PVD comparativamente ao período PVO. É essencial o desenvolvimento e manutenção de estudos de seguimento que permitam monitorizar a evolução desta sintomatologia para reconhecer a apresentação clínica da doença e identificar possíveis causas virológicas e imunológicas para as alterações observadas.

Tipo de Documento Objeto de conferência
Idioma Português
Contribuidor(es) Repositório Científico do Instituto Nacional de Saúde
Licença CC
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