Autor(es):
Rodrigues, Cátia F. ; A. Rodrigues, Catarina ; Maia, Patrícia ; Sousa, M. Emília ; Godinho, Inês ; Neves, Bruno ; Duarte, Iola ; Lara Santos, Lúcio ; Palmeira, Carlos ; Martins, Gabriela
Data: 2025
Origem: Revista Portuguesa de Cirurgia
Assunto(s): Biomarkers, Tumor; Flow Cytometry; Myeloid-Derived Suppressor Cells; Neoplasms; Biomarcadores Tumorais; Células Supressoras Mieloides; Citometria de Fluxo; Neoplasias
Descrição
Introduction: Myeloid-derived suppressor cells (MDSCs) are a heterogeneous population of immature myeloid cells that accumulate under pathological conditions, such as cancer, and suppress immune responses through various mechanisms. Distinguishing MDSC populations remains challenging due to their shared surface markers with neutrophils and monocytes, complicating accurate identification and quantification. This study aimed to improve MDSC identification and quantification using conventional flow cytometry panels and assess their functional activity for integration into the cancer immunogram of cancer patients at the Immunology Department of IPO-Porto. Methods: Identification and quantification of circulating MDSCs were performed by flow cytometry using an 8-color multiparametric panel. Results: Cancer patients showed significantly higher levels of PMN-MDSCs (12-fold) and M-MDSCs (1.1-fold) than healthy donors. MDSC function was evaluated by qPCR after cell sorting (FACS), revealing increased transcriptional levels of NOS2 and TGFB1, which are associated with immunosuppressive activity. Moreover, reduced zeta chain (CD247) expression in T lymphocytes and NK cells was observed, with lower mean fluorescence intensity (MFI) ratios in cancer patients, indicating impaired immune signaling. Conclusion: This study confirmed that circulating MDSC levels are elevated in cancer patients, reinforcing their relevance in the cancer immunogram. It also identified potentially useful phenotypic and functional MDSC markers that require validation in larger sample sets. The findings contribute to refining flow cytometry analysis panels, enabling more accurate and standardized identification of MDSC populations using conventional platforms.
Introdução: As células mieloides supressoras (MDSCs) são uma população heterogénea de células mieloides imaturas que se acumulam em condições patológicas, como o cancro, e suprimem as respostas imunitárias através de vários mecanismos. A distinção entre populações de MDSC continua a ser um desafio devido à partilha de marcadores de superfície com neutrófilos e monócitos, dificultando a sua identificação e quantificação precisas. Este estudo teve como objetivo melhorar a identificação e quantificação das MDSCs utilizando painéis de citometria de fluxo convencional e avaliar a sua atividade funcional para integração no imunograma de cancro de doentes oncológicos no Serviço de Imunologia do IPO-Porto. Métodos: A identificação e quantificação das MDSCs circulantes foram realizadas por citometria de fluxo utilizando um painel multiparamétrico de 8 cores. Resultados: Os doentes com cancro apresentaram níveis significativamente mais elevados de PMN-MDSCs (12 vezes) e M-MDSCs (1,1 vezes) em comparação com dadores saudáveis. A função das MDSCs foi avaliada por qPCR após a separação celular (FACS), revelando níveis de transcrição aumentados de NOS2 e TGFB1, associados à atividade imunossupressora. Além disso, foi observada uma redução na expressão da cadeia zeta (CD247) em linfócitos T e células NK, com rácios de intensidade média de fluorescência (MFI) inferiores nos doentes com cancro, indicando um comprometimento na sinalização imunitária. Conclusão: Este estudo confirmou que os níveis de MDSCs circulantes estão elevados em doentes com cancro, reforçando a sua relevância no imunograma de cancro. Também identificou uma combinação de marcadores fenotípicos e funcionais potencialmente úteis, que necessitam de validação em amostras de maior dimensão. Os resultados contribuem para o aperfeiçoamento dos painéis de análise por citometria de fluxo, permitindo uma identificação mais precisa e padronizada das populações de MDSCs em plataformas convencionais.