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Catálogo de Publicações - Todos

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  1. 1

    Mito e História: ausências presentes em Beowulf

    Publicação
    por Varandas, Angélica
    Outros Autores: Azuaga, Luísa
    Este capítulo analisa presenças e ausências históricas e mitológicas na obra medieval anglo-saxónica Beowulf.
    2014 capítulo de livro Portugal acesso aberto
  2. 2

    Do profano e do sagrado em Miguel Torga: a ascese do jardineiro na criação da flor-verso

    Publicação
    por Ferreira, Cláudia Sofia Varela Capela Granjo
    A narrativa, enquanto espelho desfigurado da (própria) existência ‒ especialmente no que respeita a autobiografia, é caminho ou peregrinação poética, no encalço da identidade. A noção da existência de um mundo do texto, na perspetiva de Paul Ricoueur, e de um mundo do símbolo, no dizer de Mircea Eliade, manifestam-se na criação e consequente leitura da narrativa torguiana, na medida em que a palavra é eco de uma identidade ontológica em permanente construção, refletindo a descoberta por via do símbolo velado. Se o símbolo é, nas palavras de Ernst Cassirer, a chave do ser humano, Miguel Torga revalida tal premissa, recriando o mundo e reproduzindo uma identidade-imagem de si próprio enquanto poeta através dos mitos, cujo sopro de vida se deve ao cariz religioso do criador. Tal identidade narrativo-poética assenta, portanto, numa urdidura da ordem do simbólico e do mítico, numa ambivalência sagrado-profana. Processo de simbolização, a poética torguiana, mítica, evoca a compreensão do mundo, do outro e do eu, ou, numa última instância, de Deus, palavra-símbolo do ser em si (cf. Paul Tillich). Assim, a criação é manifestação sagrada e por isso de precedência ritual, ou ainda epifânica, de índole intrínseca e intuitiva, sagrando o mundo e o poeta enquanto ser e construção narrativa. Jardineiro-poeta, na senda da perfetibilidade da viagem, da perfeição ou do absolutum, Miguel Torga extasia-se na convivência e amenização dos contrários, deixando, como legado, o verso trinado como salvação.
    2015 tese de doutoramento Portugal acesso aberto
  3. 3

    Apolo, o vinho e as Meras do Pireu

    Publicação
    por Aires Horta, Martim
    Este estudo procurará abordar o episódio do mito de Alceste, no qual Apolo embebeda as Meras para conseguir delas a salvação de Admeto, à luz das características do culto a estas divindades na religião grega e, em particular, na Ática. A recente publicação de três inscrições com normas rituais, duas delas até então inéditas, permitem-nos complementar o que sabemos do culto das Meras em Atenas para o Período Clássico. Nesse sentido, exploraremos a articulação dos sentidos e motivações nos rituais “sóbrios” com a representação de um deus que recorre ao vinho para conseguir algo da tríade. Por fim, argumentaremos que este episódio reflecte as ansiedades das jovens atenienses antes do casamento, que motivavam rituais prévios às núpcias, os proteleia, os quais também eram, precisamente, dedicados às Meras.
    2023 capítulo de livro Portugal acesso aberto
  4. 4

    Lusofonia e globalização: a possibilidade de refazer utopias

    Publicação
    por Franco, José Eduardo
    A “Lusofonia” é um conceito plurissignificativo e encerra um ou vários projetos de posicionamento geoestratégico dos países de língua oficial portuguesa e/ou que têm o português como parte do seu património linguístico. Apesar deste conceito recente significar essencialmente (ou melhor, oficialmente) o projeto político de afirmação de uma comunidade linguística com dimensão importante no jogo de forças das línguas a nível planetário, ele tem atrás de si um determinado ideal de universalidade configurado no quadro da expansão moderna de Portugal como reino cristão europeu. Partindo do debate em torno do(s) conceito(s) e do(s) projeto(s) de Lusofonia, procuraremos perscrutar as suas raízes míticas e utópicas patentes em projetos antigos de reorganização do mundo, nomeadamente o ideal do Quinto Império e as suas metamorfoses no decurso da história das ideias em Portugal. Procuraremos analisar criticamente de que modo alguns elementos do arsenal mítico e utópico de modelo de reorganização, sob égide lusófona, de um mundo globalizado se decalca, reinterpreta e atualiza no projeto de comunidade lusófona e/ou em projetos de mediação global de que a língua portuguesa seria instrumento.
    2015 capítulo de livro Portugal acesso aberto
  5. 5

    Mitos e heróis nas Histórias de Heródoto

    Publicação
    por Guerreiro, Cristina Abranches
    Entre os deuses e os homens, diversas figuras heróicas engrandecem a memória dos povos, na narrativa de Heródoto: personagens da mitologia cuja história os homens foram reescrevendo, ou personagens históricas que a memória dos tempos foi convertendo em mito. Protagonizam lendas que explicam a fundação de cidades, o nascimento de estirpes, a origem de povos, a sua índole ou momentos decisivos da sua história. Herói de algumas lendas etiológicas no âmbito da cultura egípcia, Héracles é pela tradição associado à origem dos Citas, a par de Targítao, descendente de Zeus. Na origem dos Lícios, inscreve-se a lendária figura de Sarpédon. Os jogos de Quémis atestam a memória de Perseu. Castor e Pólux pertencem à história do demo de Decelia. O oráculo de Apolo associa à bravura dos Lacedemónios o seu antepassado Orestes. O mito recria a figura de Bato, fundador de Cirene. Na história de Corinto, Cípselo protagoniza uma lenda etiológica que explica a sua ascensão ao trono; Periandro, seu filho, viria a ser testemunha da miraculosa salvação de Aríon. Sárdis seria invencível, se o leão do mítico rei Meles tivesse percorrido todo o perímetro das muralhas da cidade. A lendária astúcia de Alcméon está na origem do poder da sua estirpe, de que descende Agariste, mãe de Péricles. Como fonte para a história dos lendários Arimaspos, é citado o poeta Arísteas, célebre pela sua misteriosa deambulação após a morte e pela viagem à terra dos Hiperbóreos - um povo cuja existência é, para Heródoto, tão indigna de crédito quanto a lenda do hiperbóreo Ábaris, que teria percorrido o mundo sobre uma seta mágica, sem ingerir alimento. Prescindindo de questionar se Salmóxis era para os Getas um homem ou um deus, Heródoto resume os episódios que converteram essa misteriosa personagem em herói do seu povo. Digna de louvor é a coragem de Zópiro, decisiva na tomada de Babilónia. Lendária ficou também a incrível resistência do mergulhador Cílias. Como o herói ático Equetlo em Maratona, Sófanes distingue-se em Plateias. Em Salamina, a glória sobre-humana das tropas é filiada na inspiração de um espectro divino. Com base na análise destes episódios (eventualmente corroborada por outras referências similares), procurar-se-á identificar os elementos de caracterização das figuras heróicas, a sua função na economia da narrativa, bem como o pretexto para a sua intervenção como personagens no registo historiográfico.
    2012 capítulo de livro Portugal acesso aberto
  6. 6

    Mistério, repetição e poesia : história e trans-historicidade no pensamento de Eudoro de Sousa

    Publicação
    por Neto, Isaque Pereira de Carvalho
    Tese sobre o pensamento de Eudoro de Sousa, filólogo, helenista e mitólogo luso-brasileiro, acerca das ambivalentes relações de incompatibilidade e compatibilidade entre História e Mistério, aquela concebida como o âmbito da experiência do homem separado da Natureza e da divindade, assim como o saber próprio desta experiência; este compreendido como aparecimento do mundo e do homem por ocultamento de sua divina Origem, e também como o reverso complementar, o desaparecimento do homem e do mundo instituídos com a emergência do desocultamento da divindade. A experiência humana do Mistério, mais no segundo sentido do que na primeira aceção assinalada, é o foco da investigação. É por esta sui generis experiência, ocorrida no horizonte da historicidade humana, embora transfigurada pela mencionada experiência em trans- historicidade, que a incongruência entre História e Mistério, explicitamente acusada por Eudoro de Sousa, é convertida em implícita possibilidade de confluência. Repetição e Poesia constituem nesta tese os dois modos fundamentais pelos quais Eudoro de Sousa entende se manifestar o Mistério ao homem.
    2020 tese de doutoramento Portugal acesso aberto
  7. 7

    Eco e Narciso: leituras de um mito: autores e textos da Antiguidade seguidos de uma Antologia de Autores Portugueses ou de Língua Portuguesa

    Publicação
    por Pena, Abel N.
    Reúnem-se neste volume traduções dos testemunhos literários gregos e latinos até agora conhecidos do mito, duas antologias representativas de Eco e Narciso na literatura portuguesa e um conjunto de textos do poeta catalão Jordi Pàmias. Etiologia do eco ou explicação poética da voz que se repercute na derradeira fórmula ovidiana, «Vale», Eco e Narciso formam um par atípico na mito-genética clássica. No seu conjunto esta obra pretende contribuir para o conhecimento, o estudo ou a simples leitura de um mito janiforme que tanto tem marcado o imaginário ocidental.
    2017 livro Portugal acesso aberto
  8. 8
  9. 9

    Análise das entrevistas de duas mulheres chilenas e duas mulheres búlgaras após a leitura do Mito do Trauco

    Publicação
    por Constantino, Rodrigo Miguel Diuana
    Os mitos são uma linguagem simbólica que têm uma relação íntima com o inconscien te. Desde Freud, que a psicanálise recorre à mitologia grega para explicar e compreender fenómenos psíquicos. Contudo, muitas culturas têm a sua própria mitologia, pelo que uma compreensão psicanalítica desta ajudará a compreender o ser humano na sua di versidade cultural. Assim, o objetivo deste estudo foi explorar o mundo interno de duas mulheres chilenas e duas mulheres búlgaras apos a leitura do mito do Trauco originário da ilha de Chiloé, e compreender quais as temáticas psíquicas que o mito do Trauco evocava nas participantes. Para isto, utilizou-se o método de entrevista de narrativa de associação livre (Fani) proposto por Hollway e Jefferson (2000). Todas as participantes, cada uma à sua forma, abordaram a temática da sexualidade e da representação do masculino e do feminino.
    2023 dissertação de mestrado Portugal acesso aberto
  10. 10

    Perdido na fantasia, Encontrado na Realidade: Fronteiras da fantasia e mito - A significância do papel do herói arquetipal na literatura.

    Publicação
    por Silva, Luís Manuel Bexiga da
    O objetivo desta dissertação centra-se à volta da discussão do resultado do encontro entre a Literatura e a Psicanálise. A palavra escrita, fonte de conhecimento acumulado ao longo dos milénios, cada vez se vai tornando mais complexa e ao longo do tempo esse conhecimento vai-se tornando tão denso que o seu significado se esconde como que num palimpsesto, demasiadas vezes escritos, camada sobre camada sobre si mesmo, onde agora só nuances de letras e palavras se podem discernir, chamando á sua exploração e redescoberta, através de novos meios mais poderosos a atualizados. Neste documento será explorado igualmente a significância do papel do herói arquetipal em contexto literário, baseado na estrutura do mito do herói, enunciada por Campbell no seu livro, o herói das mil faces, construido através de uma análise mitológica do herói ao longo dos tempos. Serão exploradas também a fantasia e a imaginação, em relação ao inconsciente freudiano, e o inconsciente coletivo de Jung, na forma das suas representações arquetípicas e como as mesmas se ligam à estrutura de Campbell, onde uma análise de um mito moderno, a Guerra das Estrelas, deverá ajudar a clarificar a referida relação.
    2016 dissertação de mestrado Portugal acesso restrito
  11. 11

    Viriato e o mito da antemanhã : mito e identidade nacional

    Publicação
    por Veríssimo, Artur de Sousa
    O largo espaço consagrado a manifestações de carácter literário pode parecer pretensioso numa tese que se pretende seja de cultura. Mas aqui, para além do feixe de conhecimentos que fomos adquirindo por vício de formação, importa sublinhar a importância decisiva da promoção literária do mito na criação de determinadas representações colectivas. Por outro lado, relativamente a Viriato, as manifestações literárias (incluindo o teatro) não só surgem em maior número, como acompanham, designadamente no século XX, todas as emanações que o mito viriatino conhece, em consonância com as transformações sócio-políticas operadas nos últimos cem anos, período onde, preferencialmente, vamos ancorar. Um quadro de Madrazo do século passado, duas óperas do século XVIII ou, mais recentemente, o filme Non a Vã Glória de Mandar, de Manoel de Oliveira, poderiam figurar entre os destaques possíveis, mas as breves referências que lhes fazemos não comprometem, estamos em crer, a tentativa de síntese que este trabalho procura. Esse material, pela sua especificidade, espera um trabalho de outra natureza. Em todo o caso, o sentido da nossa preferência não retira à História o papel que lhe é devido neste tipo de estudo, nem tão-pouco nos faz optar por um silenciamento das correntes de opinião que, sobre Viriato e o seu significado na cultura portuguesa, têm vindo a esgrimir os seus argumentos. […] [do Prefácio]
    1998 dissertação de mestrado Portugal acesso aberto
  12. 12

    Do mito aos mitos irrecicláveis: reflexões

    Publicação
    por Lopes, Ana Maria
    No Dicionário da Língua Portuguesa encontramos as seguintes definições de mito: narrativa fabulosa de origem popular; relato das proezas de deuses ou de heróis, susceptível de dar uma explicação do real satisfatória para um espírito primitivo; alegoria, etc. O Dicionário esclarece ainda que a palavra mito provém do grego mÿthos, que significa palavra expressa, dando mais tarde origem à palavra latina mythu, que significa fábula. Nenhuma das definições anteriores parece convincente no contexto da sociedade pós-industrial, pós-capitalista, pós-moderna, pós-humana(?) em que vivemos. Assim, e porque esta matéria me interessa, tanto em termos pessoais, como académicos, centro-me em obras que abordem a temática com maior acuidade.
    2005 artigo Portugal acesso aberto
  13. 13

    Movement from within : Experiência subjetiva de um grupo de participantes numa prática psicocorporal

    Publicação
    por Humphrey, Ana Luísa Gonçalves Regala de Mendonça
    O presente estudo, de cariz exploratório, desenvolve-se com base em dois objetivos centrais: enquanto investigadora e criadora de Movement from Within e considerando o carácter pioneiro desta investigação, objetivou-se num primeiro momento, através de um processo de revisão da literatura, estabelecer um corpo teórico que servirá a conceptualização do método; posteriormente, e com vista a dar suporte empírico à utilização desta prática, procurou-se compreender a experiência subjetiva de um grupo de participantes num programa de nove sessões de Movement from Within. Movement from Within apresenta-se como uma prática psicocorporal que integra dimensões do domínio expressivo e espiritual. Procura-se através desta prática, promover nos sujeitos espontaneidade, imaginação e consciência corporal, contribuindo para uma consciência mais ampla de si e da realidade, conducente a um processo de desenvolvimento pessoal. A amostra deste estudo constituiu-se por seis participantes (quatro do género feminino e dois do género masculino), com idades compreendidas entre os 19 e os 46 anos. A recolha de dados foi realizada através de uma entrevista semiestruturada e de um diário de bordo entregue a cada participante no início do processo. Os resultados obtidos indicam que a participação nas sessões de Movement from Within parece ter contribuído para um aumento de consciência da experiência através do corpo, promovendo no sujeito um diálogo interno que levou a uma exploração superior sobre aspetos de si e da realidade. A importância do grupo e os processos de mudança, revelaram-se também evidentes nos resultados desta investigação.
    2015 dissertação de mestrado Portugal acesso aberto
  14. 14

    O tema do «Homem Novo» no discurso pedagógico de João de Barros : Subsídios para uma mitanálise em educação

    Publicação
    por Araújo, Alberto Filipe de Abreu
    O texto agora apresentado, baseado na nossa tese de doutoramento O «Homem Novo» no Discurso Pedagógico de João de Barros, tem a sua origem quer nas preocupações interdisciplinares do Centre de Recherche sur L’Imaginaire (CRI – Grenoble, França) em torno da problemática mito-simbólica, quer na importância que o tema do «homem novo» assume na ideologia republicana portuguesa e, muito particularmente, no pensamento pedagogico de João de Barros. Desta conjunção resultam condições propícias para que se fizesse um estudo sobre a relação mito-ideologia (as estruturas míticas fundantes do tema do «homem novo » por um lado, e a ideologia republicana pedagógica por outro) centrado sobretudo nos textos pedagógicos de Barros, não descurando, contudo, os textos pedagógicos de base da República (1910-1926), entre os quais as Reformas Republicanas sobre o ensino, os Congressos Pedagógicos, entre outros. A fim de detectarmos os traços míticos configurantes do tema do «homem novo», no interior do discurso pedagógico do autor da Educação Republicana, tratamos, na primeira parte, do tema do «homem novo» com arquétipo que lhe corresponde. Na segunda parte tratamos da aplicação mitanalítica aos textos de João de Barros e ao contexto republicano. Desta aplicação, ficamos a saber qual perfil do «homem novo» que povoa as estruturas mentais e culturais dos homens da I República e, com especial relevo, para o nosso autor, além de ficarmos a conhecer os traços míticos que mergulham as suas raízes no fundo mítico configurado pelos mitos de Prometeu e do Andrógino.
    1996 artigo Portugal acesso aberto
  15. 15

    Narciso antes do espelho: o primeiro sentido do mito

    Publicação
    por Rodrigues, Nuno Simões
    This paper aims to discuss the original sense of the myth of Narcissus, pointing out its relation with ritual and cult in Ancient Greece.
    2021 artigo Portugal acesso aberto
  16. 16

    Representações e símbolos de oriente a ocidente: o renascimento da Fénix

    Publicação
    por Cruz, Maria Leonor García da
    Atravessando vastos tempos e espaços, a simbologia da Fénix revela-se em contos lendários da China, da Índia ou da Pérsia, variando em pormenores, construindo-se um mito que o Ocidente herdou do Egipto e que ajuda a consolidar na época clássica, medieval e moderna, com projecções ainda na contemporaneidade. Será que a Fénix europeia nada tem de comum com a Fénix chinesa ou seja a Feng-Huang, para lá da criação mítica relacionada com heranças da humanidade e um inconsciente colectivo, depósito de imagens e de símbolos (Jung)? Numa comparação de pormenores acentua-se de comum a carga espiritual, da rara beleza à virtude divina, da santificação e pureza ao amor eterno, à prosperidade e boa governação, da singularidade e excelência ao renascimento e à eternidade.
    2019 artigo Portugal acesso aberto
  17. 17

    A luz na pintura de representação : mito, representação e luz na prática pictórica : (1550-1650)

    Publicação
    por Pais, João Miguel Pereira Correia, 1955-
    As diferentes civilizações desenvolveram as suas cosmogonias e antropogonias em torno de conceitos míticos universais. A sua tradução expressou-se pelas linguagens oral, pictórica e finalmente escrita. Confrontados com estes legados míticos,verificamos a universalidade de alguns mitos, salientamos o mito universal da luz nesta investigação. Cremos que, a partir das narrativas míticas sobre a luz foi possível e necessário, a materialização de imagens pictóricas sobre as descrições dos seres e dos “acontecimentos” sobrenaturais.A representação pictórica foi, e é, um meio privilegiado para tudo representar. A representação pictórica não interroga a veracidade do mito apenas dele retira a descrição do apresentado/referente,dando-lhe visibilidade. Toda a narrativa oral e escrita sobre os mitos se torna representável, necessitando o observador (como em qualquer linguagem) de se munir do sentido dos textos e da iconografia para entender como elaborar o representado, especialmente a representação dos mitos da luz a qual se reveste de características singulares.Na civilização ocidental o legado míto-teológico da luz apresenta alguma complexidade acrescida no séc. XVI e XVII. O cruzamento dos três grandes legados culturais de raiz Grega Antiga, Judaica e Cristã e os sincretismos filosófico-teológicos dos humanistas, são disto evidência. A escolha da luz na representação pictórica é resultado duma observação directa entre o sujeito e o mundo. Mas a luz não se confina a uma visibilidade do Sol, da Lua ou da chama, existe no mito uma luz supra-sensível em Platão e uma luz divina nas religiões do Livro. Estas concepções de luz são diferenciadas, por vezes julgadas afins. Terão tido entre meados do séc. XVI e séc. XVII, muitas aplicações “astuciosas” pela mão de muitos artistas, tais como,Rafael,Tintoretto,Caravaggio, Rembrandt ou Rubens entre outros.As palavras-chave propostas têm, pela ordem indicada, uma procura de transversalidade, porquanto nestes períodos históricos é patente a falta de conhecimento científico. Hoje, achamos que, em demanda de uma Causalidade, o primado da luz se destaca ao primado «pliniano» de uma pintura «nascida da sombra».
    2014 tese de doutoramento Portugal acesso aberto
  18. 18

    Mythic meanings and ideology for beliefs in God: Is religious fear a disease?

    Publicação
    por Barroso, Paulo
    Every day we make use of a huge variety of signs. For the most times, we do it deliberately, creating a wide range of messages and meanings. However, sometimes we use signs unconsciously. So, do we still creating a wide range of messages and meanings using signs unconsciously? A sign can be used without any intention of the emitter to communicate anything? Meanings are made everywhere. In the religious field of meaning-making, can we imagine religious practices and rites without symbols, meanings, Gods or feelings represented in images? My primary focus is on how semiotics can be used in the social study of religious symbolism; my following focus is on the patterns and structures of signs used in religious practices, conditioning the meanings which can be communicated and understood. I will also focus on the relations between signs in a social and cultural context; the connections between signs, myths and ideology. So, as I ask in the title: Is religious fear a disease? Is it rational? If not, why God remains a “grammatical ghost”, according to George Steiner’s expression? If it is, what’s the role of semiotics to religious belief and practice? My purpose is to reflect if religious fear is a mental and mythic disease and if religion is deeply tied to mythic meanings forming ideologies for beliefs in God.
    2011 documento de conferência Portugal acesso aberto
  19. 19

    Mythic meanings and ideology for beliefs in God: Is religious fear a disease?

    Publicação
    por Barroso, Paulo
    Every day we make use of a huge variety of signs. For the most times, we do it deliberately, creating a wide range of messages and meanings. However, sometimes we use signs unconsciously, since verbal language is not the only medium for human communication. The problem is: we still creating a wide range of messages and meanings using signs unconsciously? A sign can be used without any intention of the emitter to communicate anything?
    2011 documento de conferência Portugal acesso restrito
  20. 20

    A costela de Lilith

    Publicação
    por Janeiro, Liliana Maria Pacheco
    Este relatório consiste na documentação do processo criativo, inerente ao projeto A Costela de LILITH, onde se visa o construir poético a partir de memórias do corpo, neste caso, do corpo feminino. Este relatório funde teoria e prática, num percurso que se pretendeu transformador. Parte da análise a cinco oficinas de teatro, a vários grupos de mulheres, realizadas em diferentes locais que, além de terem uma base metodológica teatral, conjugam correntes da poesia e da escrita autobiográfica. Reveste-se de um corpo teórico que se inicia pela apresentação do projeto realizado e transita para uma documentação reflexiva da minha aprendizagem ao longo das oficinas. Intercala conceitos teóricos que se solidificaram na prática.
    2023 dissertação de mestrado Portugal acesso aberto