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O humor, o fantástico, a queda das máscaras e a crítica social em "Incidente em Antares", de Erico Verissimo

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O objetivo desta investigação foi discutir como em Incidente em Antares (2013), de Erico Verissimo, o humor transita em uma atmosfera fantástica, ambivalente, apocalíptica, para transgredir os limites do possível e do impossível, levando-nos à reflexão e à crítica das convulsões políticas e sociais, em um país às vésperas de uma ditadura. Analisamos como os mistérios do fantástico irrompem não apenas o cotidiano dos vivos, mas também dos mortos, que não se conformam com a laceração do curso normal do processo post mortem e querem a reinstauração da normalidade. Para a construção das análises, este trabalho se ancora no corpus teórico pautado em Furtado (1980), Reisz (2001), Propp (1992), Bergson (1983), Campra (2008), Eagleton (2020), Roas (2022) e Boccuti (2018). Observamos que, à medida que os corpos apodrecem, a hipocrisia e os crimes de algumas autoridades são expostos.
Autores principais:Ferreira Barbosa, Iaranda Jurema
Assunto:Artigos
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:Revista 2i: Estudos de Identidade e Intermedialidade
Descrição
Resumo:O objetivo desta investigação foi discutir como em Incidente em Antares (2013), de Erico Verissimo, o humor transita em uma atmosfera fantástica, ambivalente, apocalíptica, para transgredir os limites do possível e do impossível, levando-nos à reflexão e à crítica das convulsões políticas e sociais, em um país às vésperas de uma ditadura. Analisamos como os mistérios do fantástico irrompem não apenas o cotidiano dos vivos, mas também dos mortos, que não se conformam com a laceração do curso normal do processo post mortem e querem a reinstauração da normalidade. Para a construção das análises, este trabalho se ancora no corpus teórico pautado em Furtado (1980), Reisz (2001), Propp (1992), Bergson (1983), Campra (2008), Eagleton (2020), Roas (2022) e Boccuti (2018). Observamos que, à medida que os corpos apodrecem, a hipocrisia e os crimes de algumas autoridades são expostos.