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Infecção Pulmonar por Adenovirus. Experiência da Unidade de Pneumologia Pediátrica

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Os autores apresentam um estudo retrospectivo de infecção pulmonar por adenovirus, em crianças internadas no Departamento de Pediatria do H. S. João, durante um período de 6 anos, com o objectivo de avaliar a sua incidência, morbilidade e mortalidade. Os parâmetros analisados foram a distribuição por sexo, etária e sazonal, apresentação clínica, radiológica e laboratorial e evolução a doença. Das 40 crianças avaliadas, cerca de 47,5% apresentaram quadros clínicos e radiológicos compatíveis com bronquiolite, 45% com pneumonia e 7,5% com laringotraqueobronquite. Houve atingimento sistémico em 14 casos (35%) e 6 crianças evoluíram para insuficiência respiratória aguda. Três crianças faleceram (7,5%). Na evolução, das 20 crianças seguidas na Consulta Externa de Pneumologia Pediátrica, 60% apresentaram alterações respiratórias residuais (3 com bronquiectasias, 7 com quadro clínico compatível com bronquiolite obliterante e 4 com sibilância recorrente). Realça-se a importância crescente do adenovirus como agente etiológico de quadros respiratórios graves e que muitas vezes evoluem para a cronicidade com o desenvolvimento de sequelas.
Autores principais:Costa, Teresa
Outros Autores:Alves, Valquíria; Nunes, Teresa; Vaz, Luísa Guedes
Assunto:Original articles
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Sociedade Portuguesa de Pediatria
Idioma:português
Origem:Portuguese Journal of Pediatrics
Descrição
Resumo:Os autores apresentam um estudo retrospectivo de infecção pulmonar por adenovirus, em crianças internadas no Departamento de Pediatria do H. S. João, durante um período de 6 anos, com o objectivo de avaliar a sua incidência, morbilidade e mortalidade. Os parâmetros analisados foram a distribuição por sexo, etária e sazonal, apresentação clínica, radiológica e laboratorial e evolução a doença. Das 40 crianças avaliadas, cerca de 47,5% apresentaram quadros clínicos e radiológicos compatíveis com bronquiolite, 45% com pneumonia e 7,5% com laringotraqueobronquite. Houve atingimento sistémico em 14 casos (35%) e 6 crianças evoluíram para insuficiência respiratória aguda. Três crianças faleceram (7,5%). Na evolução, das 20 crianças seguidas na Consulta Externa de Pneumologia Pediátrica, 60% apresentaram alterações respiratórias residuais (3 com bronquiectasias, 7 com quadro clínico compatível com bronquiolite obliterante e 4 com sibilância recorrente). Realça-se a importância crescente do adenovirus como agente etiológico de quadros respiratórios graves e que muitas vezes evoluem para a cronicidade com o desenvolvimento de sequelas.