Publicação
Osteomielite Aguda/Artrite Séptica no Período Neonatal. Revisão de 10 anos
| Resumo: | Resumo Objectivo: Determinar a prevalência de recém-nascidos internados na Unidade de Neonatologia por suspeita de osteomielite aguda hematogénea/artrite séptica e comparar as características clínicas, radiológicas, microbiológicas, bem como a evolução e a terapêutica instituída. Doentes e Métodos: Revisão da casuística de recém-nascidos admitidos na Unidade de Neonatologia de I Agosto i993 a 31 Julho 2003, por suspeita de osteomielite aguda hematogénea/artrite séptica. Esta entidade foi definida pela presença de dois dos critérios: sinais clínicos sugestivos e/ou característicos e sintomas de infecção óssea/articular com duração inferior a duas semanas; hemocultura ou cultura tecidular positiva; pus no aspirado ósseo/articular; achados imagiológicos típicos; resolução sintomática com antibiotcrapia adequada. Resultados: Cinco recém-nascidos apresentavam critérios de inclusão. Todos tinham choro à mobilização e pscudoparalisia do membro afectado, com evolução < 48 horas» excepto num caso, com duração de dez dias. Dois apresentavam sinais inflamatórios locais.Houve isolamento de Streptococcus Grupo B e Streptococcus viridans, em duas hemoculturas. O estudo radiológico à entrada foi anormal no doente com queixas mais arrastadas. Duas, das três RMN efectuadas, revelaram alterações. A antibiotcrapia parentérica foi instituída 30 dias. Os doentes ficaram assintomáticos entre o sexto e o 16° dia de terapêutica antibiótica. Uma criança necessitou de drenagem cirúrgica por não haver resolução clínica com a antibioterapia instituída. Conclusões: Os resultados obtidos realçam a importância da suspeita desla entidade cm todo o recém-nascido com alterações da actividade motora ou da mobilização articular, bem como com sinais inflamatórios articulares. Numa fase precoce da doença os achados analíticos e imagiológicos podem não ser conclusivos. A resposta a um tratamento adequado pode corroborar com csle diagnóstico. Palavras-Chave: Osteomielite, Artrite Séptica, Recém-nascidos, Streptococcus Grupo B, Streptococcus viridans |
|---|---|
| Autores principais: | Fernandes, A.P. |
| Outros Autores: | Vale, M. J.; Costa, A.; Malheiro, L.; Graça, F. |
| Assunto: | Original articles |
| Ano: | 2014 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Sociedade Portuguesa de Pediatria |
| Idioma: | português |
| Origem: | Portuguese Journal of Pediatrics |
| Resumo: | Resumo Objectivo: Determinar a prevalência de recém-nascidos internados na Unidade de Neonatologia por suspeita de osteomielite aguda hematogénea/artrite séptica e comparar as características clínicas, radiológicas, microbiológicas, bem como a evolução e a terapêutica instituída. Doentes e Métodos: Revisão da casuística de recém-nascidos admitidos na Unidade de Neonatologia de I Agosto i993 a 31 Julho 2003, por suspeita de osteomielite aguda hematogénea/artrite séptica. Esta entidade foi definida pela presença de dois dos critérios: sinais clínicos sugestivos e/ou característicos e sintomas de infecção óssea/articular com duração inferior a duas semanas; hemocultura ou cultura tecidular positiva; pus no aspirado ósseo/articular; achados imagiológicos típicos; resolução sintomática com antibiotcrapia adequada. Resultados: Cinco recém-nascidos apresentavam critérios de inclusão. Todos tinham choro à mobilização e pscudoparalisia do membro afectado, com evolução < 48 horas» excepto num caso, com duração de dez dias. Dois apresentavam sinais inflamatórios locais.Houve isolamento de Streptococcus Grupo B e Streptococcus viridans, em duas hemoculturas. O estudo radiológico à entrada foi anormal no doente com queixas mais arrastadas. Duas, das três RMN efectuadas, revelaram alterações. A antibiotcrapia parentérica foi instituída 30 dias. Os doentes ficaram assintomáticos entre o sexto e o 16° dia de terapêutica antibiótica. Uma criança necessitou de drenagem cirúrgica por não haver resolução clínica com a antibioterapia instituída. Conclusões: Os resultados obtidos realçam a importância da suspeita desla entidade cm todo o recém-nascido com alterações da actividade motora ou da mobilização articular, bem como com sinais inflamatórios articulares. Numa fase precoce da doença os achados analíticos e imagiológicos podem não ser conclusivos. A resposta a um tratamento adequado pode corroborar com csle diagnóstico. Palavras-Chave: Osteomielite, Artrite Séptica, Recém-nascidos, Streptococcus Grupo B, Streptococcus viridans |
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