Publicação
PROFILAXIA PÓS-EXPOSIÇÃO DA RAIVA HUMANA: EXPERIÊNCIA DE UM CENTRO NACIONAL
| Resumo: | Introdução: a raiva é uma doença infeciosa aguda fatal, com período de incubação muito variável. Portugal é um país livre de raiva, certificado desde 1960, que cumpre um plano de vacinação recomendado, após contacto considerado de risco. Esta casuística tem como objetivos analisar os casos de potencial exposição a raiva em menores de 18 anos e avaliar o cumprimento, efeitos adversos da vacinação e evolução clínica. Métodos: estudo retrospetivo, descritivo, por consulta de processos clínicos de um centro de vacinação contra a raiva, entre 2013-2016, com confirmação da evolução clínica por contacto via telefone. Resultados: identificaram-se dez casos de profilaxia pós-exposição, oito dos quais nos últimos dois anos, todos importados, com menos de 16 anos, sendo nove portugueses e um chinês. Nove foram classificadas como exposições minor. A transmissão ocorreu através de cão (n=6), macaco (n=3) e morcego (n=1). Foi proposto esquema de cinco doses em nove e de quatro doses em um; 70% completaram o esquema vacinal (nº mínimo de tomas=4). O intervalo médio entre exposição e imunização foi de 3 dias (mediana=1). Foi documentada uma reação adversa cutânea e não houve reações graves. Registou-se um aumento de casos, não sendo possível avaliar a eficácia, por desconhecimento do estado infecioso dos animais. Discussão: nesta coorte verificou-se início precoce da profilaxia com ausência de efeitos adversos significativos. Tendo em consideração o aumento da mobilidade para áreas geográficas com risco de contacto com animais potencialmente infetados, é importante reforçar a prevenção através da educação em consulta e promoção do cumprimento vacinal. |
|---|---|
| Autores principais: | Pinto, Patricia Lipari |
| Outros Autores: | Silva, Elisa; Marques, José Gonçalo; Mouzinho, Ana |
| Assunto: | Case series |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Sociedade Portuguesa de Pediatria |
| Idioma: | português |
| Origem: | Portuguese Journal of Pediatrics |
| Resumo: | Introdução: a raiva é uma doença infeciosa aguda fatal, com período de incubação muito variável. Portugal é um país livre de raiva, certificado desde 1960, que cumpre um plano de vacinação recomendado, após contacto considerado de risco. Esta casuística tem como objetivos analisar os casos de potencial exposição a raiva em menores de 18 anos e avaliar o cumprimento, efeitos adversos da vacinação e evolução clínica. Métodos: estudo retrospetivo, descritivo, por consulta de processos clínicos de um centro de vacinação contra a raiva, entre 2013-2016, com confirmação da evolução clínica por contacto via telefone. Resultados: identificaram-se dez casos de profilaxia pós-exposição, oito dos quais nos últimos dois anos, todos importados, com menos de 16 anos, sendo nove portugueses e um chinês. Nove foram classificadas como exposições minor. A transmissão ocorreu através de cão (n=6), macaco (n=3) e morcego (n=1). Foi proposto esquema de cinco doses em nove e de quatro doses em um; 70% completaram o esquema vacinal (nº mínimo de tomas=4). O intervalo médio entre exposição e imunização foi de 3 dias (mediana=1). Foi documentada uma reação adversa cutânea e não houve reações graves. Registou-se um aumento de casos, não sendo possível avaliar a eficácia, por desconhecimento do estado infecioso dos animais. Discussão: nesta coorte verificou-se início precoce da profilaxia com ausência de efeitos adversos significativos. Tendo em consideração o aumento da mobilidade para áreas geográficas com risco de contacto com animais potencialmente infetados, é importante reforçar a prevenção através da educação em consulta e promoção do cumprimento vacinal. |
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