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Anemia Neonatal Grave por Hemorragia Feto-Materna. Caso Clínico

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Na gravidez, a hemorragia feto-materna grave ocorre em cerca de um por 1000 partos, e um em cada 2000 está associado a uma transfusão feto-materna de 100 ml ou mais. O mecanismo da passagem de células fetais para a circulação materna não está totalmente esclarecido. O risco aumenta nos casos de pré-eclâmpsia, eclâmpsia, partos instrumentais, cesarianas e traumatismo abdominal. A quantificação aproximada do volume de sangue transferido do feto para a mãe poderá ser feita considerando o facto de que cerca de 1% de eritrócitos fetais na circulação materna corresponde a uma hemorragia fetal aproximada de 50 ml. Os autores apresentam o caso clínico de um recém-nascido de termo, do sexo feminino, nascido por parto de cesariana com palidez acentuada, hipotensão e necessidade de reanimação activa. Após a correcção da anemia (Hemoglobina - 2.6 gr/dl) com concentrado de glóbulos rubros e ventilação de curta duração verificou-se recuperação gradual. Ocorreram convulsões nas primeiras 24 horas de vida verificando-se ainda sofrimento multiorgânico. O teste de Kleihauer-Betke revelou 8% de eritrócitos fetais no sangue materno, tratando-se de anemia neonatal grave por hemorragia feto-materna. Conclui-se que o teste de Kleihauer-Betke deve ser pedido em todos os casos de anemia neonatal de causa inexplicada ou naqueles com elevado grau de suspeição de hemorragia feto-materna.
Autores principais:Lobo, Ana Luísa
Outros Autores:Tomás, Edite; Pereira da Silva, Francisco; Barbot, José; Raposo, Teresa
Assunto:Case reports
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Sociedade Portuguesa de Pediatria
Idioma:português
Origem:Portuguese Journal of Pediatrics
Descrição
Resumo:Na gravidez, a hemorragia feto-materna grave ocorre em cerca de um por 1000 partos, e um em cada 2000 está associado a uma transfusão feto-materna de 100 ml ou mais. O mecanismo da passagem de células fetais para a circulação materna não está totalmente esclarecido. O risco aumenta nos casos de pré-eclâmpsia, eclâmpsia, partos instrumentais, cesarianas e traumatismo abdominal. A quantificação aproximada do volume de sangue transferido do feto para a mãe poderá ser feita considerando o facto de que cerca de 1% de eritrócitos fetais na circulação materna corresponde a uma hemorragia fetal aproximada de 50 ml. Os autores apresentam o caso clínico de um recém-nascido de termo, do sexo feminino, nascido por parto de cesariana com palidez acentuada, hipotensão e necessidade de reanimação activa. Após a correcção da anemia (Hemoglobina - 2.6 gr/dl) com concentrado de glóbulos rubros e ventilação de curta duração verificou-se recuperação gradual. Ocorreram convulsões nas primeiras 24 horas de vida verificando-se ainda sofrimento multiorgânico. O teste de Kleihauer-Betke revelou 8% de eritrócitos fetais no sangue materno, tratando-se de anemia neonatal grave por hemorragia feto-materna. Conclui-se que o teste de Kleihauer-Betke deve ser pedido em todos os casos de anemia neonatal de causa inexplicada ou naqueles com elevado grau de suspeição de hemorragia feto-materna.