Publicação
Hemorragia Intraperiventricular no Recém-Nascido de Muito Baixo Peso 1994-1996
| Resumo: | Objectivos: Avaliar a incidência de HIPV/IPE no RN MBP e a sua correlação com o desenvolvimento neuromotor após os 12 meses de idade corrigida. Material e Métodos: Foi efectuada a análise retrospectiva de todos os processos clínicos dos RN MBP com diagnóstico ecotomográfico de HIPV internados na UCIN da MAC durante 3 anos consecutivos (01/01/1994 a 31/12/1996). Foram utilizadas as classificações de Volpe e de Papile, Burstein et al. Na análise estatística comparativa entre sobreviventes / óbitos utilizou-se o método do Qui Quadrado. Procedeu-se igualmente à revisão dos processos clínicos dos sobreviventes seguidos na consulta de neonatologia (CPMAC) no que diz respeito à avaliação do desenvolvimento neuromotor. Foram excluídos deste estudo os RN com avaliação exclusiva inferior a 1 ano de idade corrigida. Resultados: Entre 01/01/94 e 31/12/96 foram internados na UCIN da MAC 313 RN MBP. Destes, 30% (95/313) apresentaram HIPV. A incidência global da HIPV de grau III e IV (IPE) foi respectivamente de 6% e 4%. A maior incidência desta patologia verificou-se relacionada com Pn < 1000 gr. e com IG < 28 semanas. Ao estudarmos exclusivamente a nossa população com HIPV verificámos que em 63% dos casos o peso de nascimento foi inferior a 1000 gramas, o peso mínimo foi de 550 gramas e a mediana foi de 920 gramas. Ao efectuarmos a análise estatística comparativa entre sobreviventes e óbitos com HIPV verificámos maior incidência no grupo dos óbitos (estatisticamente significativa) de RN com IG < 28 semanas e de RN com hemorragia grave (grau III e IPE). Verificámos como causa de morte em 38% dos óbitos a HIPV/IPE. Foram seguidos regularmente na nossa consulta externa 62% dos sobreviventes (39/63). A incidência global de lesão motora após o ano de idade corrigida foi de 23%. A incidência de lesão motora grave no grupo HIPV de grau III e de grau IV foi respectivamente 75% e 100%. Conclusão: A incidência de HIPV / IPE no RN MBP constatada no nosso trabalho, tal como a incidência de alterações no desenvolvimento neuromotor nestes grupos, foi sobreponível à descrita na bibliografia. |
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| Autores principais: | Nona, José |
| Outros Autores: | Lança, Isabel; Birne, Álvaro; Faria, Conceição; Valido, A. Marques |
| Assunto: | Original articles |
| Ano: | 2014 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Sociedade Portuguesa de Pediatria |
| Idioma: | português |
| Origem: | Portuguese Journal of Pediatrics |
| Resumo: | Objectivos: Avaliar a incidência de HIPV/IPE no RN MBP e a sua correlação com o desenvolvimento neuromotor após os 12 meses de idade corrigida. Material e Métodos: Foi efectuada a análise retrospectiva de todos os processos clínicos dos RN MBP com diagnóstico ecotomográfico de HIPV internados na UCIN da MAC durante 3 anos consecutivos (01/01/1994 a 31/12/1996). Foram utilizadas as classificações de Volpe e de Papile, Burstein et al. Na análise estatística comparativa entre sobreviventes / óbitos utilizou-se o método do Qui Quadrado. Procedeu-se igualmente à revisão dos processos clínicos dos sobreviventes seguidos na consulta de neonatologia (CPMAC) no que diz respeito à avaliação do desenvolvimento neuromotor. Foram excluídos deste estudo os RN com avaliação exclusiva inferior a 1 ano de idade corrigida. Resultados: Entre 01/01/94 e 31/12/96 foram internados na UCIN da MAC 313 RN MBP. Destes, 30% (95/313) apresentaram HIPV. A incidência global da HIPV de grau III e IV (IPE) foi respectivamente de 6% e 4%. A maior incidência desta patologia verificou-se relacionada com Pn < 1000 gr. e com IG < 28 semanas. Ao estudarmos exclusivamente a nossa população com HIPV verificámos que em 63% dos casos o peso de nascimento foi inferior a 1000 gramas, o peso mínimo foi de 550 gramas e a mediana foi de 920 gramas. Ao efectuarmos a análise estatística comparativa entre sobreviventes e óbitos com HIPV verificámos maior incidência no grupo dos óbitos (estatisticamente significativa) de RN com IG < 28 semanas e de RN com hemorragia grave (grau III e IPE). Verificámos como causa de morte em 38% dos óbitos a HIPV/IPE. Foram seguidos regularmente na nossa consulta externa 62% dos sobreviventes (39/63). A incidência global de lesão motora após o ano de idade corrigida foi de 23%. A incidência de lesão motora grave no grupo HIPV de grau III e de grau IV foi respectivamente 75% e 100%. Conclusão: A incidência de HIPV / IPE no RN MBP constatada no nosso trabalho, tal como a incidência de alterações no desenvolvimento neuromotor nestes grupos, foi sobreponível à descrita na bibliografia. |
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