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Nota sobre o processo de exteriorização da técnica: o lugar da interacção homem-computador

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Este artigo apresenta a hipótese acerca da emergência da técnica como um processo de exteriorização do orgânico, tendo como objectivo situar, no conjunto das técnicas possíveis, a computação em geral e a interacção homem-computador em particular. O ponto de partida é dado pela teoria da alienação primitiva de R. Thom e pela libertação do corpo e do cérebro de Leroi-Gourhan. Sustenta-se de seguida que a exteriorização do homem num outro de si próprio, na linha do projecto da inteligência artificial e da robótica evolutiva, significa uma alteração fundamental na relação entre homem e técnica. No entanto, não é esse o único modo de encarar as possibilidades tecnológicas abertas pela computação, argumentando-se que a interacção homem-computador representa um regresso à concepção clássica da técnica como actividade que tem o homem como seu centro e finalidade.
Autores principais:Rosa, António Machuco
Assunto:Pensar a técnica hoje
Ano:2007
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade
Idioma:português
Origem:Comunicação e Sociedade
Descrição
Resumo:Este artigo apresenta a hipótese acerca da emergência da técnica como um processo de exteriorização do orgânico, tendo como objectivo situar, no conjunto das técnicas possíveis, a computação em geral e a interacção homem-computador em particular. O ponto de partida é dado pela teoria da alienação primitiva de R. Thom e pela libertação do corpo e do cérebro de Leroi-Gourhan. Sustenta-se de seguida que a exteriorização do homem num outro de si próprio, na linha do projecto da inteligência artificial e da robótica evolutiva, significa uma alteração fundamental na relação entre homem e técnica. No entanto, não é esse o único modo de encarar as possibilidades tecnológicas abertas pela computação, argumentando-se que a interacção homem-computador representa um regresso à concepção clássica da técnica como actividade que tem o homem como seu centro e finalidade.