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Contributos da epistemologia sistémica na investigação com famílias

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Considerando a importância dos estudos científicos com famílias e o crescente interesse dos investigadores por esta temática, tanto nas ciências psicológicas como noutras (e.g., educação), esta reflexão foca a utilização de uma abordagem teórica e metodológica, fundamentada na epistemologia sistémica, no desenvolvimento da investigação com famílias. Para o efeito, apresentam-se exemplos de diferentes investigações, baseadas nesta epistemologia, e evidenciam-se as diferenças entre o paradigma “tradicional” (e.g., Descartes) e o paradigma sistémico: simplicidade versus complexidade; estabilidade versus instabilidade; objetividade versus intersubjetividade. Pensar e investigar sistemicamente as famílias implica: cruzar fontes e níveis de informação, focar a análise na relação, contextualizar social, cultural e historicamente, considerar o fator tempo e a perspetiva longitudinal, e, finalmente, recorrer à triangulação metodológica. Resumindo, estudar as famílias, através de uma perspetiva sistémica, requer uma atitude de contextualização e de reconhecimento da causalidade recursiva, o que pode ser favorecido pela combinação de diferentes estratégias e instrumentos metodológicos.
Autores principais:Sotero, L.
Outros Autores:Vilaça, M.; Cunha, D.; Areia, N.; Portugal, A.
Assunto:Investigação Epistemologia sistémica Metodologia Família Investigation Systemic epistemology Methodology Family . Faculdade de Artes e Humanidades
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade da Madeira
Idioma:português
Origem:DigitUMa - Repositório da Universidade da Madeira
Descrição
Resumo:Considerando a importância dos estudos científicos com famílias e o crescente interesse dos investigadores por esta temática, tanto nas ciências psicológicas como noutras (e.g., educação), esta reflexão foca a utilização de uma abordagem teórica e metodológica, fundamentada na epistemologia sistémica, no desenvolvimento da investigação com famílias. Para o efeito, apresentam-se exemplos de diferentes investigações, baseadas nesta epistemologia, e evidenciam-se as diferenças entre o paradigma “tradicional” (e.g., Descartes) e o paradigma sistémico: simplicidade versus complexidade; estabilidade versus instabilidade; objetividade versus intersubjetividade. Pensar e investigar sistemicamente as famílias implica: cruzar fontes e níveis de informação, focar a análise na relação, contextualizar social, cultural e historicamente, considerar o fator tempo e a perspetiva longitudinal, e, finalmente, recorrer à triangulação metodológica. Resumindo, estudar as famílias, através de uma perspetiva sistémica, requer uma atitude de contextualização e de reconhecimento da causalidade recursiva, o que pode ser favorecido pela combinação de diferentes estratégias e instrumentos metodológicos.