Publicação
Estudo de prevalência das lesões periapicais determinadas com CBCT e ortopantomografia na clínica Egas Moniz
| Resumo: | Objetivo: Determinar e comparar a prevalência de lesões periapicais detetadas por dois exames radiográficos; Ortopantomografia (OPT) e Cone Bean Computed Tomography (CBCT) numa amostra de doentes da Clínica do Instituto Universitario Egas Moniz (CIUEM). Materiais e Métodos: Este estudo retrospetivo foi realizado através da avaliação dos processos clínicos e da análise dos OPT e CBCT de pacientes da CIUEM, de setembro de 2018 a setembro de 2019. O estudo analisa a prevalência da lesão periapical, ou periodontite apical (PA) numa amostra de 135 pacientes que completaram CBCT durante um ano. Foram registados o número do dente afetado, o seu grupo, o maxilar, o tratamento endodôntico, a maior dimensão da lesão em milímetros na OPT, a escala PAI aplicada a OPT, a maior dimensão da lesão em mm no CBCT, a escala CBCT-PAI e, por fim, a variável D e E. Outros fatores avaliados incluíram o género e idade do doente. No que respeita à recolha e análise de dados, foi efetuada por um único operador. Resultados: 38,8% das lesões detetadas corresponderam ao grupo dos molares, 26,8% ao grupo dos pré-molares, 23,2% ao grupo dos incisivos e, por último, 11,2% ao grupo dos caninos, com uma repartição das PA de 50,7% no maxilar inferior e 49,3% no maxilar superior. Observamos uma prevalência clara da deteção de PA médias nos homens e nas mulheres, com o CBCT e a OPT. Os valores dos dois sistemas de PAI mais representados são os valores médios destas pontuações (pontuação 3). A OPT e o CBCT detetam as PA em dentes não tratados na mesma proporção e o CBCT deteta mais PA avançadas nos dentes não tratados do que a OPT. 30,1% das PA detetadas no total foram detetadas por OPT, mas não por CBCT. E o CBCT detectou 39,1% do total de PA, que a OPT não conseguiu detetar. Conclusão: O presente estudo demonstra que o CBCT é mais sensível do que a OPT para a deteção de PA. |
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| Autores principais: | Fouchard, Théo |
| Assunto: | CBCT Ortopantomografia Lesão periapical Periodontite apical |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL |
| Idioma: | português |
| Origem: | Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL |
| Resumo: | Objetivo: Determinar e comparar a prevalência de lesões periapicais detetadas por dois exames radiográficos; Ortopantomografia (OPT) e Cone Bean Computed Tomography (CBCT) numa amostra de doentes da Clínica do Instituto Universitario Egas Moniz (CIUEM). Materiais e Métodos: Este estudo retrospetivo foi realizado através da avaliação dos processos clínicos e da análise dos OPT e CBCT de pacientes da CIUEM, de setembro de 2018 a setembro de 2019. O estudo analisa a prevalência da lesão periapical, ou periodontite apical (PA) numa amostra de 135 pacientes que completaram CBCT durante um ano. Foram registados o número do dente afetado, o seu grupo, o maxilar, o tratamento endodôntico, a maior dimensão da lesão em milímetros na OPT, a escala PAI aplicada a OPT, a maior dimensão da lesão em mm no CBCT, a escala CBCT-PAI e, por fim, a variável D e E. Outros fatores avaliados incluíram o género e idade do doente. No que respeita à recolha e análise de dados, foi efetuada por um único operador. Resultados: 38,8% das lesões detetadas corresponderam ao grupo dos molares, 26,8% ao grupo dos pré-molares, 23,2% ao grupo dos incisivos e, por último, 11,2% ao grupo dos caninos, com uma repartição das PA de 50,7% no maxilar inferior e 49,3% no maxilar superior. Observamos uma prevalência clara da deteção de PA médias nos homens e nas mulheres, com o CBCT e a OPT. Os valores dos dois sistemas de PAI mais representados são os valores médios destas pontuações (pontuação 3). A OPT e o CBCT detetam as PA em dentes não tratados na mesma proporção e o CBCT deteta mais PA avançadas nos dentes não tratados do que a OPT. 30,1% das PA detetadas no total foram detetadas por OPT, mas não por CBCT. E o CBCT detectou 39,1% do total de PA, que a OPT não conseguiu detetar. Conclusão: O presente estudo demonstra que o CBCT é mais sensível do que a OPT para a deteção de PA. |
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