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Respiração oral e o desenvolvimento orofacial da criança

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A respiração nasal desempenha um papel fundamental no desenvolvimento equilibrado do sistema estomatognático e do complexo craniofacial. Quando a via nasal é comprometida por fatores anatómicos, genéticos ou ambientais, instala-se frequentemente a respiração oral como padrão compensatório. Segundo a Teoria da Matriz Funcional de Moss, a forma é moldada pela função: adaptações aos estímulos inadequados, como obstruções das vias aéreas ou hábitos deletérios, podem gerar repercussões negativas, nomeadamente o padrão de respiração oral. Este, quando crónico, associa-se a alterações morfofuncionais significativas, incluindo modificações faciais, má oclusão dentária, menor eficiência ventilatória e consequências sistémicas que afetam a qualidade de vida. O diagnóstico precoce assume importância central, uma vez que a infância e a adolescência são fases de crescimento craniofacial ativo, oferecendo uma oportunidade de intervenção orientada e preventiva e, neste sentido, o médico dentista dispõe de meios complementares de diagnóstico que permitem identificar tanto o padrão respiratório como as suas causas. O tratamento da respiração oral deve ser multidisciplinar, envolvendo educação miofuncional, eliminação de hábitos nocivos, tratamento de obstruções e utilização de aparelhos funcionais de ortodontia intercetiva. Estas abordagens promovem a permeabilidade nasal, favorecem o correto posicionamento da língua e estimulam um crescimento facial harmonioso. A intervenção precoce não só corrige ou minimiza as alterações já instaladas, como também previne efeitos permanentes, mais complexos de tratar em idade adulta. Assim, a identificação e tratamento da respiração oral são essenciais para garantir o adequado desenvolvimento orofacial da criança, destacando a relevância de uma abordagem clínica precoce, integrada e contínua.
Autores principais:Cravo, Inês Acciaioli de Lima Faísca
Assunto:Respiração oral Odontopediatria Ortodontia Má-oclusão
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso embargado
Instituição associada:Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL
Idioma:português
Origem:Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL
Descrição
Resumo:A respiração nasal desempenha um papel fundamental no desenvolvimento equilibrado do sistema estomatognático e do complexo craniofacial. Quando a via nasal é comprometida por fatores anatómicos, genéticos ou ambientais, instala-se frequentemente a respiração oral como padrão compensatório. Segundo a Teoria da Matriz Funcional de Moss, a forma é moldada pela função: adaptações aos estímulos inadequados, como obstruções das vias aéreas ou hábitos deletérios, podem gerar repercussões negativas, nomeadamente o padrão de respiração oral. Este, quando crónico, associa-se a alterações morfofuncionais significativas, incluindo modificações faciais, má oclusão dentária, menor eficiência ventilatória e consequências sistémicas que afetam a qualidade de vida. O diagnóstico precoce assume importância central, uma vez que a infância e a adolescência são fases de crescimento craniofacial ativo, oferecendo uma oportunidade de intervenção orientada e preventiva e, neste sentido, o médico dentista dispõe de meios complementares de diagnóstico que permitem identificar tanto o padrão respiratório como as suas causas. O tratamento da respiração oral deve ser multidisciplinar, envolvendo educação miofuncional, eliminação de hábitos nocivos, tratamento de obstruções e utilização de aparelhos funcionais de ortodontia intercetiva. Estas abordagens promovem a permeabilidade nasal, favorecem o correto posicionamento da língua e estimulam um crescimento facial harmonioso. A intervenção precoce não só corrige ou minimiza as alterações já instaladas, como também previne efeitos permanentes, mais complexos de tratar em idade adulta. Assim, a identificação e tratamento da respiração oral são essenciais para garantir o adequado desenvolvimento orofacial da criança, destacando a relevância de uma abordagem clínica precoce, integrada e contínua.