Publicação
Estratégias moleculares para o desenvolvimento de novos antibióticos
| Resumo: | Cada vez mais surgem novas estirpes bacterianas multirresistentes, resistentes ao arse-nal de antibióticos disponíveis para as combater (Huemer et al., 2020), constituindo uma das maiores ameaças para a saúde pública da atualidade (Hess, 2021). É estimado que até 2050 o número de infeções provocadas por estirpes multirresistentes ultrapassará os 10 milhões mun-dialmente e que estas levarão a um aumento significativo de mortes, ultrapassando o número de mortes provocadas por cancro (The Review, 2014). Diversos fatores podem contribuir para o desenvolvimento de resistências, como a uti-lização incorreta de antibióticos, o que inclui a utilização em excesso de antibióticos de largo espectro, a aquisição de resistências devido a transferência horizontal de genes específicos como também um processo evolutivo por parte das bactérias (Courvalin, 2016). No lado da indústria, o pipeline para novos antibióticos encontra-se escasso por diver-sos motivos, como o elevadíssimo custo de pesquisa e desenvolvimento. A ausência de novos antibióticos deixa poucas opções para o combate contra o aparecimento destas estirpes (Lewis, 2015). Por este motivo é essencial o desenvolvimento de novos antibióticos como também desenvolver estratégias para a ideação de novos antibióticos que se alarguem para além dos convencionais utilizados até hoje. Estas estratégias têm incluído a pesquisa de novos alvos terapêuticos (Lewis, 2015), a inibição dos mecanismos de resistência antibiótica microbiana (Wetzel et al., 2021), a adoção do conceito multi-target (Wetzel et al., 2021), a utilização de péptidos antimicrobianos (Bopa-rai & Sharma, 2019), o desenvolvimento de antibacterianos inorgânicos ou/e organometálicos (Hess, 2021) e a aplicação de bacteriófagos (Song & Chung, 2010). |
|---|---|
| Autores principais: | Lopes, Bernardo Pereira Martins Dias |
| Assunto: | Novos antibióticos Resistências Alvos Antimicrobiano |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL |
| Idioma: | português |
| Origem: | Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL |
| Resumo: | Cada vez mais surgem novas estirpes bacterianas multirresistentes, resistentes ao arse-nal de antibióticos disponíveis para as combater (Huemer et al., 2020), constituindo uma das maiores ameaças para a saúde pública da atualidade (Hess, 2021). É estimado que até 2050 o número de infeções provocadas por estirpes multirresistentes ultrapassará os 10 milhões mun-dialmente e que estas levarão a um aumento significativo de mortes, ultrapassando o número de mortes provocadas por cancro (The Review, 2014). Diversos fatores podem contribuir para o desenvolvimento de resistências, como a uti-lização incorreta de antibióticos, o que inclui a utilização em excesso de antibióticos de largo espectro, a aquisição de resistências devido a transferência horizontal de genes específicos como também um processo evolutivo por parte das bactérias (Courvalin, 2016). No lado da indústria, o pipeline para novos antibióticos encontra-se escasso por diver-sos motivos, como o elevadíssimo custo de pesquisa e desenvolvimento. A ausência de novos antibióticos deixa poucas opções para o combate contra o aparecimento destas estirpes (Lewis, 2015). Por este motivo é essencial o desenvolvimento de novos antibióticos como também desenvolver estratégias para a ideação de novos antibióticos que se alarguem para além dos convencionais utilizados até hoje. Estas estratégias têm incluído a pesquisa de novos alvos terapêuticos (Lewis, 2015), a inibição dos mecanismos de resistência antibiótica microbiana (Wetzel et al., 2021), a adoção do conceito multi-target (Wetzel et al., 2021), a utilização de péptidos antimicrobianos (Bopa-rai & Sharma, 2019), o desenvolvimento de antibacterianos inorgânicos ou/e organometálicos (Hess, 2021) e a aplicação de bacteriófagos (Song & Chung, 2010). |
|---|