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Intervenções de Enfermagem no autocuidado da pessoa idosa com diabetes mellitus tipo II :

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Detalhes bibliográficos
Resumo:No decorrer do processo de envelhecimento a pessoa idosa sofre alterações aos vários níveis, o que causa uma grande vulnerabilidade ao aparecimento de doenças crónicas e consequentemente uma maior dependência funcional e incapacidade, comprometendo a sua eficácia no autocuidado. A Diabetes Mellitus é uma doença crónica caracterizada pelo aumento da glicémia capilar, cuja incidência e prevalência tem vindo a aumentar nos últimos anos e que tem consequências com impacto no bem-estar e na qualidade de vida das pessoas. O presente relatório surge da implementação de um projeto de estágio, cujas atividades se desenvolveram com base no diagnóstico de situação a partir do Projeto VASelfCare, que consiste na investigação e desenvolvimento tecnológico de um assistente virtual para facilitar o autocuidado de pessoas mais velhas com Diabetes Mellitus tipo II, do qual a Escola Superior de Enfermagem de Lisboa é parceira. Neste relatório são identificadas necessidades no autocuidado no que diz respeito à alimentação, à prática de atividade física e à toma da medicação, bem como a intervenção de enfermagem, tendo sido elaborado de acordo com a metodologia de projeto, identificando um diagnóstico de situação e aplicando estratégias para a resolução de problemas. Foram utilizados questionários de avaliação multidimensional da pessoa idosa a 30 participantes com uma média de idade de 75,57 anos, sendo a maioria do género feminino (56,7%). A maioria dos utentes tinha o diagnóstico de Diabetes Mellitus há mais de 168 meses (média de 172,7 meses), sendo o tempo mínimo de diagnóstico de 5 meses e o máximo foi de 1518 meses. Dos utentes inquiridos 23 tinham também uma outra doença crónica como Hipertensão Arterial. No que diz respeito ao tratamento farmacológico, 66% fazia antidiabéticos orais e 13,3% insulina. Quanto ao nível de literacia em saúde constatou-se que 66,7% tinham um nível suficiente e 23,3% tinham um nível excelente. A partir da avaliação dos resultados verificou-se a existência de uma maior adesão por parte da pessoa idosa com Diabetes Mellitus na toma da medicação e no cuidado com os pés, e em contrapartida, existe uma maior dificuldade em incluir a prática de atividade física no dia-a-dia, assim como a monitorização da glicémia. Este relatório aborda ainda as atividades desenvolvidas, bem como as estratégias implementadas, com vista à melhoria na gestão da Diabetes Mellitus por parte da pessoa idosa, para além de possíveis estudos e intervenções a realizar no futuro.
Autores principais:Santos, Ana Raquel Pereira dos
Assunto:Enfermagem geriátrica Idoso Diabetes mellitus tipo 2 Autocuidado Atividade física Adesão à medicação Literacia em saúde
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Escola Superior de Enfermagem de Lisboa
Idioma:português
Origem:Escola Superior de Enfermagem de Lisboa
Descrição
Resumo:No decorrer do processo de envelhecimento a pessoa idosa sofre alterações aos vários níveis, o que causa uma grande vulnerabilidade ao aparecimento de doenças crónicas e consequentemente uma maior dependência funcional e incapacidade, comprometendo a sua eficácia no autocuidado. A Diabetes Mellitus é uma doença crónica caracterizada pelo aumento da glicémia capilar, cuja incidência e prevalência tem vindo a aumentar nos últimos anos e que tem consequências com impacto no bem-estar e na qualidade de vida das pessoas. O presente relatório surge da implementação de um projeto de estágio, cujas atividades se desenvolveram com base no diagnóstico de situação a partir do Projeto VASelfCare, que consiste na investigação e desenvolvimento tecnológico de um assistente virtual para facilitar o autocuidado de pessoas mais velhas com Diabetes Mellitus tipo II, do qual a Escola Superior de Enfermagem de Lisboa é parceira. Neste relatório são identificadas necessidades no autocuidado no que diz respeito à alimentação, à prática de atividade física e à toma da medicação, bem como a intervenção de enfermagem, tendo sido elaborado de acordo com a metodologia de projeto, identificando um diagnóstico de situação e aplicando estratégias para a resolução de problemas. Foram utilizados questionários de avaliação multidimensional da pessoa idosa a 30 participantes com uma média de idade de 75,57 anos, sendo a maioria do género feminino (56,7%). A maioria dos utentes tinha o diagnóstico de Diabetes Mellitus há mais de 168 meses (média de 172,7 meses), sendo o tempo mínimo de diagnóstico de 5 meses e o máximo foi de 1518 meses. Dos utentes inquiridos 23 tinham também uma outra doença crónica como Hipertensão Arterial. No que diz respeito ao tratamento farmacológico, 66% fazia antidiabéticos orais e 13,3% insulina. Quanto ao nível de literacia em saúde constatou-se que 66,7% tinham um nível suficiente e 23,3% tinham um nível excelente. A partir da avaliação dos resultados verificou-se a existência de uma maior adesão por parte da pessoa idosa com Diabetes Mellitus na toma da medicação e no cuidado com os pés, e em contrapartida, existe uma maior dificuldade em incluir a prática de atividade física no dia-a-dia, assim como a monitorização da glicémia. Este relatório aborda ainda as atividades desenvolvidas, bem como as estratégias implementadas, com vista à melhoria na gestão da Diabetes Mellitus por parte da pessoa idosa, para além de possíveis estudos e intervenções a realizar no futuro.