Publicação
Hospitalização domiciliária em psiquiatria : Contributos para o desenvolvimento em Portugal
| Resumo: | O presente estudo aborda a temática sobre a implementação e o desenvolvimento da Hospitalização Domiciliária em Psiquiatria (HDP), em Portugal, focando as perspetivas dos utentes, familiares e peritos. O objetivo é analisar o contributo destes grupos, as suas perceções e as potencialidades e fragilidades identificadas, além de identificar o impacto da Gestão em Enfermagem (GE) neste processo. A pesquisa é qualitativa exploratória-descritiva, com dados recolhidos através de grupos focais (GFs) e entrevistas semiestruturadas com 17 participantes: seis utentes, cinco familiares e seis peritos. Foi realizada a análise de conteúdo dos dados colhidos, com apoio do software WebQDA®, que gerou quatro categorias principais: Modelo e Conceito; Vantagens e Desafios; Impacto Familiar; Gestão e Operacionalização. Foram triangulados os dados obtidos pelos três grupos de participantes, encontrando-se aspetos convergentes, divergentes e complementares. Foi aplicada a Checklist de Verificação COREQ. Nos resultados, destacam-se como benefícios da HDP, o conforto e a autonomia dos utentes, a recuperação mais humanizada e a redução do tempo de internamento. No entanto, surgiram preocupações, com o risco de retrocessos no tratamento, com a necessidade de apoio profissional contínuo e a adequação na formação especializada, além da definição de critérios rigorosos para a elegibilidade dos utentes. O papel da GE é considerado crucial, com o enfermeiro gestor a desempenhar funções centrais na coordenação e articulação destas equipas. A implementação da HDP em Portugal requer investimentos em recursos humanos, infraestruturas, critérios claros de elegibilidade e apoio às famílias, além de monitorização contínua e avaliação rigorosa para garantir a segurança dos utentes e famílias, tal como a sustentabilidade deste modelo de organização de cuidados. |
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| Autores principais: | Soares, Marisa do Rosário |
| Assunto: | Administração em enfermagem Família Hospitalização Saúde mental Pacientes Domiciliares Psiquiatria |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Escola Superior de Enfermagem de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Escola Superior de Enfermagem de Lisboa |
| Resumo: | O presente estudo aborda a temática sobre a implementação e o desenvolvimento da Hospitalização Domiciliária em Psiquiatria (HDP), em Portugal, focando as perspetivas dos utentes, familiares e peritos. O objetivo é analisar o contributo destes grupos, as suas perceções e as potencialidades e fragilidades identificadas, além de identificar o impacto da Gestão em Enfermagem (GE) neste processo. A pesquisa é qualitativa exploratória-descritiva, com dados recolhidos através de grupos focais (GFs) e entrevistas semiestruturadas com 17 participantes: seis utentes, cinco familiares e seis peritos. Foi realizada a análise de conteúdo dos dados colhidos, com apoio do software WebQDA®, que gerou quatro categorias principais: Modelo e Conceito; Vantagens e Desafios; Impacto Familiar; Gestão e Operacionalização. Foram triangulados os dados obtidos pelos três grupos de participantes, encontrando-se aspetos convergentes, divergentes e complementares. Foi aplicada a Checklist de Verificação COREQ. Nos resultados, destacam-se como benefícios da HDP, o conforto e a autonomia dos utentes, a recuperação mais humanizada e a redução do tempo de internamento. No entanto, surgiram preocupações, com o risco de retrocessos no tratamento, com a necessidade de apoio profissional contínuo e a adequação na formação especializada, além da definição de critérios rigorosos para a elegibilidade dos utentes. O papel da GE é considerado crucial, com o enfermeiro gestor a desempenhar funções centrais na coordenação e articulação destas equipas. A implementação da HDP em Portugal requer investimentos em recursos humanos, infraestruturas, critérios claros de elegibilidade e apoio às famílias, além de monitorização contínua e avaliação rigorosa para garantir a segurança dos utentes e famílias, tal como a sustentabilidade deste modelo de organização de cuidados. |
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