Publicação
Cuidar da criança e sua família em situação de doença aguda :
| Resumo: | Cuidar da criança e família em situação de vulnerabilidade, como é exemplo o confronto com a doença aguda, demanda uma profunda sensibilidade por parte do enfermeiro, que se repercute na prestação de cuidados humanizados e holísticos, na qual a gestão de emoções se imprime como intervenção major de enfermagem. Para que esta prestação de cuidados seja sublime é imperativo uma intervenção não traumática, centrada na criança-família, onde a parceria, a proximidade e a abordagem afetiva e emocionalmente sensível, são basilares na atuação do enfermeiro. O processo de cuidar, à luz de Jean Watson, enlaça um conjunto de valores altruístas e humanísticos como a bondade, a empatia, a preocupação e o amor pelo outro, construído sobre uma ética contínua, epistémica e ontológica, com uma visão unitária. A construção da relação criança-família-enfermeiro tem lugar cativo no pódio da enfermagem pediátrica, uma vez que é pré-requisito de uma transição saudável e adaptação a este novo estado de doença, ainda que seja temporário. O presente relatório pretende descrever o percurso formativo traçado, numa visão crítica e reflexiva, apresentando os objetivos e atividades desenvolvidas nos estágios clínicos, almejando a aquisição de competências de Mestre na Área de Especialização em Enfermagem de Saúde Infantil e Pediatria. A abordagem metodológica adotada para este relatório regeu-se pela aprendizagem experiencial, pela prática reflexiva, escoltada pelo raciocínio clínico, pensamento crítico, julgamento clínico e por um manancial de conhecimentos da praxis, suportados pela evidência científica. A enfermagem, ao reconhecer o cuidado emocional como seu, alcança o pináculo da disciplina, na sua plenitude. Ousar o encontro emocional com a criança-família, em situação de doença, através do reconhecimento e identificação de sentimentos e emoções, da escuta ativa, do suporte e da total compreensão com o Outro, apazigua-lhes o sofrimento, traduzindo-se no atenuar da excessiva emocionalidade negativa acoplada, transformando-a positivamente. |
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| Autores principais: | Frias, Francisca Figueiredo Teixeira da Silva |
| Assunto: | Enfermagem pediátrica Família Criança Doença aguda Emoções |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Escola Superior de Enfermagem de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Escola Superior de Enfermagem de Lisboa |
| Resumo: | Cuidar da criança e família em situação de vulnerabilidade, como é exemplo o confronto com a doença aguda, demanda uma profunda sensibilidade por parte do enfermeiro, que se repercute na prestação de cuidados humanizados e holísticos, na qual a gestão de emoções se imprime como intervenção major de enfermagem. Para que esta prestação de cuidados seja sublime é imperativo uma intervenção não traumática, centrada na criança-família, onde a parceria, a proximidade e a abordagem afetiva e emocionalmente sensível, são basilares na atuação do enfermeiro. O processo de cuidar, à luz de Jean Watson, enlaça um conjunto de valores altruístas e humanísticos como a bondade, a empatia, a preocupação e o amor pelo outro, construído sobre uma ética contínua, epistémica e ontológica, com uma visão unitária. A construção da relação criança-família-enfermeiro tem lugar cativo no pódio da enfermagem pediátrica, uma vez que é pré-requisito de uma transição saudável e adaptação a este novo estado de doença, ainda que seja temporário. O presente relatório pretende descrever o percurso formativo traçado, numa visão crítica e reflexiva, apresentando os objetivos e atividades desenvolvidas nos estágios clínicos, almejando a aquisição de competências de Mestre na Área de Especialização em Enfermagem de Saúde Infantil e Pediatria. A abordagem metodológica adotada para este relatório regeu-se pela aprendizagem experiencial, pela prática reflexiva, escoltada pelo raciocínio clínico, pensamento crítico, julgamento clínico e por um manancial de conhecimentos da praxis, suportados pela evidência científica. A enfermagem, ao reconhecer o cuidado emocional como seu, alcança o pináculo da disciplina, na sua plenitude. Ousar o encontro emocional com a criança-família, em situação de doença, através do reconhecimento e identificação de sentimentos e emoções, da escuta ativa, do suporte e da total compreensão com o Outro, apazigua-lhes o sofrimento, traduzindo-se no atenuar da excessiva emocionalidade negativa acoplada, transformando-a positivamente. |
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