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Tratamento de ferida cirúrgica oncológica sob terapia de pressão negativa e fatores de crescimento: estudo de caso.

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: Ferida Cirúrgica define-se como um corte de tecido produzido por instrumento cirúrgico cortante, de modo a criar uma abertura num espaço do corpo ou órgão, produzindo drenagem de soro e sangue. Espera-se que seja limpa, sem sinais de infeção ou conteúdo purulento. A infeção da ferida cirúrgica no âmbito oncológico é uma complicação pós-operatória cada vez mais crescente. Este tipo de feridas caracteriza-se pela elevada morbilidade, face às profundas implicações a nível do prognóstico funcional e vital do doente. Objetivos: Refletir sobre a segurança da utilização de terapia de pressão negativa e utilização de fatores de crescimento no tratamento de feridas cirúrgicas oncológicas não malignas; Monitorizar processo de cicatrização de ferida cirúrgica oncológica não maligna recorrendo a terapia de pressão negativa e utilização de fatores de crescimento. Metodologia: Estudo de caso de doente submetido a Hepatectomia durante o mês de Junho de 2017, cuja ferida cirúrgica apresentou complicações no processo cicatricial. Realizado tratamento de ferida cirúrgica recorrendo a terapia de pressão negativa e utilização de fatores de crescimento. A recolha de dados foi possível através de fotografias e consulta de registos de enfermagem relativos à monitorização e vigilância da ferida cirúrgica. Resultados: A utilização destas terapias revelou ser eficaz, segura face à favorável evolução no processo cicatricial. A ferida inicial possuía comprimento=19cm X largura=2cmX profundidade=5 cm decorridos 21 dias a ferida apresentava as seguintes monitorizações: comprimento=9cm X largura=0.5cm X profundidade= 1 cm. A opção de procedimento permitiu uma alta para domicilio mais precoce. Verificou-se inclusive controlo de exsudado (quantidade, cheiro e características). Conclusões: A necessidade de reduzir a infeção, controlar a dor, exsudado, e promover a cicatrização de feridas cirúrgicas deverão considerar-se uma prioridade nos cuidados dirigidos ao tratamento de feridas não malignas em doentes oncológicos.
Autores principais:Sousa, Ana Filipa Domingues
Outros Autores:Costeira, Cristina Raquel Batista
Assunto:feridas infeção cicatrização oncologia
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:outro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Escola Superior de Enfermagem de Coimbra
Idioma:português
Origem:Repositório Científico da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra
Descrição
Resumo:Introdução: Ferida Cirúrgica define-se como um corte de tecido produzido por instrumento cirúrgico cortante, de modo a criar uma abertura num espaço do corpo ou órgão, produzindo drenagem de soro e sangue. Espera-se que seja limpa, sem sinais de infeção ou conteúdo purulento. A infeção da ferida cirúrgica no âmbito oncológico é uma complicação pós-operatória cada vez mais crescente. Este tipo de feridas caracteriza-se pela elevada morbilidade, face às profundas implicações a nível do prognóstico funcional e vital do doente. Objetivos: Refletir sobre a segurança da utilização de terapia de pressão negativa e utilização de fatores de crescimento no tratamento de feridas cirúrgicas oncológicas não malignas; Monitorizar processo de cicatrização de ferida cirúrgica oncológica não maligna recorrendo a terapia de pressão negativa e utilização de fatores de crescimento. Metodologia: Estudo de caso de doente submetido a Hepatectomia durante o mês de Junho de 2017, cuja ferida cirúrgica apresentou complicações no processo cicatricial. Realizado tratamento de ferida cirúrgica recorrendo a terapia de pressão negativa e utilização de fatores de crescimento. A recolha de dados foi possível através de fotografias e consulta de registos de enfermagem relativos à monitorização e vigilância da ferida cirúrgica. Resultados: A utilização destas terapias revelou ser eficaz, segura face à favorável evolução no processo cicatricial. A ferida inicial possuía comprimento=19cm X largura=2cmX profundidade=5 cm decorridos 21 dias a ferida apresentava as seguintes monitorizações: comprimento=9cm X largura=0.5cm X profundidade= 1 cm. A opção de procedimento permitiu uma alta para domicilio mais precoce. Verificou-se inclusive controlo de exsudado (quantidade, cheiro e características). Conclusões: A necessidade de reduzir a infeção, controlar a dor, exsudado, e promover a cicatrização de feridas cirúrgicas deverão considerar-se uma prioridade nos cuidados dirigidos ao tratamento de feridas não malignas em doentes oncológicos.