Publicação
Competência emocional dos enfermeiros no contexto dos cuidados de saúde primários
| Resumo: | A Competência Emocional (CE) é um construto determinante na e para a qualidade dos cuidados. Agrega um conjunto de dimensões essenciais para a realização de uma diversidade de atividades no contexto profissional, com níveis elevados de qualidade e eficiência. Os objetivos da investigação foram: conhecer o perfil de CE dos enfermeiros em Cuidados de Saúde Primários, analisar esse perfil em cada uma das cinco dimensões da CE e analisar as relações estatísticas emergentes entre as características sociodemográficas da amostra e as cinco dimensões da CE e a CE. Estudo quantitativo, descritivo-exploratório e correlacional, desenvolvido a partir da aplicação online da Escala Veiga da Competência Emocional (EVCEr33) a uma amostra por conveniência, constituída por 104 enfermeiros, maioritariamente do sexo feminino (81.7%), com idade predominante entre os [36-40] anos (38.5%) e com [11-20] anos na profissão (62.5%). Os dados foram submetidos a análise estatística descritiva, analítica e correlacional, executada no IBM SPSS Statistics 26®. Dos principais resultados emerge que a amostra autoperceciona-se frequentemente: autoconsciente (M=4.99; Dp=0.92), que gere as suas emoções (M=4.83; Dp=0.76), automotivada (M=4.90; Dp=0.84) e empática (M=5.02; Dp=0.93). Por norma, perceciona gerir emoções em grupos (M=4.46; Dp=0.94). Globalmente autoperceciona-se frequentemente como emocionalmente competente (M=4.84; Dp=0.65). A Autoconsciência foi a dimensão com maior valor de correlação (r=0.81; p=0.000) e maior valor preditivo (66%) da CE. As quatro dimensões Autoconsciência, Gestão de Emoções em Grupos, Automotivação e Gestão de Emoções predizem 98% da CE. Verificou-se que a Empatia não é preditiva da CE nesta amostra. A análise dos sentimentos perante o trabalho: o medo (t(102)=2.92; p=0.004), a vergonha (t(102)=2.38; p=0.019), o sentimento de dever cumprido (t(102)=-2.57; p=0.011), o sentimento de incerteza (t(102)=3.70; p=0.000) e ter consciência do sentimento perante situações perturbadoras “… sei muito bem o que senti... e aquilo fica cá dentro... e fica cá dentro durante muito tempo...” (t(102)=2.60; p=0.011), revelou que estes sentimentos influenciam significativamente a perceção de CE, enquanto construto. A satisfação com a vida influencia (r=0.37; p=0.000) a CE: maior nível de satisfação com a vida está associado à perceção de maior nível de CE. Conclui-se, com os achados desta investigação, a necessidade e pertinência da formação em Educação Emocional, pelo que deve ser esta uma prioridade dos enfermeiros gestores e uma prática nos diferentes níveis de formação. |
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| Autores principais: | Almeida, Eliseu Joel Oliveira de Sousa |
| Assunto: | Competência Emocional Cuidados de Saúde Primários Gestão de Pessoas Gestão em Saúde |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Escola Superior de Enfermagem da Universidade do Porto |
| Idioma: | português |
| Origem: | Escola Superior de Enfermagem da Universidade do Porto |
| Resumo: | A Competência Emocional (CE) é um construto determinante na e para a qualidade dos cuidados. Agrega um conjunto de dimensões essenciais para a realização de uma diversidade de atividades no contexto profissional, com níveis elevados de qualidade e eficiência. Os objetivos da investigação foram: conhecer o perfil de CE dos enfermeiros em Cuidados de Saúde Primários, analisar esse perfil em cada uma das cinco dimensões da CE e analisar as relações estatísticas emergentes entre as características sociodemográficas da amostra e as cinco dimensões da CE e a CE. Estudo quantitativo, descritivo-exploratório e correlacional, desenvolvido a partir da aplicação online da Escala Veiga da Competência Emocional (EVCEr33) a uma amostra por conveniência, constituída por 104 enfermeiros, maioritariamente do sexo feminino (81.7%), com idade predominante entre os [36-40] anos (38.5%) e com [11-20] anos na profissão (62.5%). Os dados foram submetidos a análise estatística descritiva, analítica e correlacional, executada no IBM SPSS Statistics 26®. Dos principais resultados emerge que a amostra autoperceciona-se frequentemente: autoconsciente (M=4.99; Dp=0.92), que gere as suas emoções (M=4.83; Dp=0.76), automotivada (M=4.90; Dp=0.84) e empática (M=5.02; Dp=0.93). Por norma, perceciona gerir emoções em grupos (M=4.46; Dp=0.94). Globalmente autoperceciona-se frequentemente como emocionalmente competente (M=4.84; Dp=0.65). A Autoconsciência foi a dimensão com maior valor de correlação (r=0.81; p=0.000) e maior valor preditivo (66%) da CE. As quatro dimensões Autoconsciência, Gestão de Emoções em Grupos, Automotivação e Gestão de Emoções predizem 98% da CE. Verificou-se que a Empatia não é preditiva da CE nesta amostra. A análise dos sentimentos perante o trabalho: o medo (t(102)=2.92; p=0.004), a vergonha (t(102)=2.38; p=0.019), o sentimento de dever cumprido (t(102)=-2.57; p=0.011), o sentimento de incerteza (t(102)=3.70; p=0.000) e ter consciência do sentimento perante situações perturbadoras “… sei muito bem o que senti... e aquilo fica cá dentro... e fica cá dentro durante muito tempo...” (t(102)=2.60; p=0.011), revelou que estes sentimentos influenciam significativamente a perceção de CE, enquanto construto. A satisfação com a vida influencia (r=0.37; p=0.000) a CE: maior nível de satisfação com a vida está associado à perceção de maior nível de CE. Conclui-se, com os achados desta investigação, a necessidade e pertinência da formação em Educação Emocional, pelo que deve ser esta uma prioridade dos enfermeiros gestores e uma prática nos diferentes níveis de formação. |
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