Publicação

O Turismo e a Inovação na Hotelaria

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:A atividade turística é hoje uma aposta de diversos países para o seu desenvolvimento socioeconómico. Esta atividade torna-se ainda mais fulcral nos países em vias de desenvolvimento, carentes de uma estrutura empresarial e industrial pujante. Assim, este tipo de países tentam rentabilizar os recursos que têm à sua disposição sendo eles faunísticos, florísticos, paisagísticos, culturais, patrimoniais, entre outros. Recursos esses que alimentam o setor turístico. Aliado a essa janela de oportunidade, um fenómeno têm contribuído para essa aposta: a globalização. Fruto da globalização, os grandes operadores turísticos mundiais têm-se fixado pelos quatro cantos do mundo, internacionalizando-se e ajudando os países em vias de desenvolvimento a ganhar notoriedade na vitrina turística à escala global. Contudo, a aposta no sector turístico não garante por si só o desenvolvimento socioeconómico das populações dos países em vias de desenvolvimento. Traduz-se sim num aumento do potencial endógeno para que tal ocorra, estando bastante dependente do modelo de desenvolvimento turístico aplicado e das características intrínsecas das comunidades locais. Ao analisar-se o desenvolvimento socioeconómico do Município de Inhambane, depara-se com um fenómeno conflituante: a comunidade local possui indicadores de “bem-estar” paupérrimos enquanto o seu território é um ex-libris no panorama turístico moçambicano. Neste contexto, observa-se que o modelo de desenvolvimento turístico implementado no município não é o mais acertado, limitando também o contributo proporcionado pelas unidades hoteleiras para o desenvolvimento socioeconómico da comunidade local. Conclui-se então que as unidades hoteleiras sediadas no Município de Inhambane são na sua maioria fruto de investimentos estrangeiros ou multinacionais, não garantindo um efeito multiplicador de relevo na economia local, sendo a qualidade da sua oferta de emprego muitas vezes precária, não conseguindo contribuir de forma significativa para a melhoria das infraestruturas de “bem-estar” locais e produzindo por vezes custos ambientais altamente indesejáveis. Urge repensar todo o modelo de desenvolvimento turístico do Município de Inhambane, pondo de lado o seu carácter neoliberal, abrindo horizontes para novas formas de pensar, estar e sentir o turismo, fazendo reter em Inhambane os benefícios económicos das atividades turísticas praticadas no seu território e transformando a comunidade local, não num mero instrumento de atração turística mas no seu principal beneficiário.
Autores principais:Alcobia, Orlando Miguel Pestana
Assunto:tourism hotel management socio-economic development developing countries neo-liberalism alternatives turismo hotelaria desenvolvimento socioeconómico países em vias de desenvolvimento neoliberalismo alternativas
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril
Idioma:português
Origem:Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril
Descrição
Resumo:A atividade turística é hoje uma aposta de diversos países para o seu desenvolvimento socioeconómico. Esta atividade torna-se ainda mais fulcral nos países em vias de desenvolvimento, carentes de uma estrutura empresarial e industrial pujante. Assim, este tipo de países tentam rentabilizar os recursos que têm à sua disposição sendo eles faunísticos, florísticos, paisagísticos, culturais, patrimoniais, entre outros. Recursos esses que alimentam o setor turístico. Aliado a essa janela de oportunidade, um fenómeno têm contribuído para essa aposta: a globalização. Fruto da globalização, os grandes operadores turísticos mundiais têm-se fixado pelos quatro cantos do mundo, internacionalizando-se e ajudando os países em vias de desenvolvimento a ganhar notoriedade na vitrina turística à escala global. Contudo, a aposta no sector turístico não garante por si só o desenvolvimento socioeconómico das populações dos países em vias de desenvolvimento. Traduz-se sim num aumento do potencial endógeno para que tal ocorra, estando bastante dependente do modelo de desenvolvimento turístico aplicado e das características intrínsecas das comunidades locais. Ao analisar-se o desenvolvimento socioeconómico do Município de Inhambane, depara-se com um fenómeno conflituante: a comunidade local possui indicadores de “bem-estar” paupérrimos enquanto o seu território é um ex-libris no panorama turístico moçambicano. Neste contexto, observa-se que o modelo de desenvolvimento turístico implementado no município não é o mais acertado, limitando também o contributo proporcionado pelas unidades hoteleiras para o desenvolvimento socioeconómico da comunidade local. Conclui-se então que as unidades hoteleiras sediadas no Município de Inhambane são na sua maioria fruto de investimentos estrangeiros ou multinacionais, não garantindo um efeito multiplicador de relevo na economia local, sendo a qualidade da sua oferta de emprego muitas vezes precária, não conseguindo contribuir de forma significativa para a melhoria das infraestruturas de “bem-estar” locais e produzindo por vezes custos ambientais altamente indesejáveis. Urge repensar todo o modelo de desenvolvimento turístico do Município de Inhambane, pondo de lado o seu carácter neoliberal, abrindo horizontes para novas formas de pensar, estar e sentir o turismo, fazendo reter em Inhambane os benefícios económicos das atividades turísticas praticadas no seu território e transformando a comunidade local, não num mero instrumento de atração turística mas no seu principal beneficiário.