Publicação
O património ainda será de Ferro? Um olhar sobre a patrimonialização no Estado Novo e no globalizado século XXI
| Resumo: | Segundo David Lowenthal, o património ajuda a evocar identidades e a situar memórias, atraindo públicos e promovendo aspetos da rotina social, sempre com o propósito de especificar comunidades (vd. Lowenthal, 1996: 45). Por isso, todos os grandes poderes fazem gala em exibi-lo e celebrar o seu alegado caráter único (vd. ibidem: 41, 47). Este artigo pretende identificar a voz e o ensinamento dos poderes que agenciam a orgânica da patrimonialização em ambientes concretos. Assim, evoca-se a pertinência do património nos primeiros anos do regime de Salazar e o modo como veiculou lições ideológicas, nomeadamente em práticas a priori meramente turísticas, algumas encenadas pelo principal arquiteto da imagem da “Nação” nos primórdios do regime, António Ferro. Pretende-se, também, compreender se, no início do século XXI, o “património” sistematizado pela propaganda do Estado Novo ainda povoa o imaginário coletivo nacional. Num momento em que as inevitabilidades da globalização dividem públicos entre os que as vêm como um aniquilador de identidades, e os outros que as entendem como um impulsionador para a preservação identitária, urge igualmente averiguar o entendimento que é feito de “património” e as reais motivações para que a patrimonialização e a conservação patrimonial sejam rótulos recorrentes de discursos contemporâneos. |
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| Autores principais: | Cadavez, Cândida |
| Outros Autores: | Cadavez, Candida |
| Assunto: | Património Turismo António Ferro Poder Globalização Heritage Tourism Power Globalization |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | capítulo de livro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril |
| Idioma: | português |
| Origem: | Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril |
| Resumo: | Segundo David Lowenthal, o património ajuda a evocar identidades e a situar memórias, atraindo públicos e promovendo aspetos da rotina social, sempre com o propósito de especificar comunidades (vd. Lowenthal, 1996: 45). Por isso, todos os grandes poderes fazem gala em exibi-lo e celebrar o seu alegado caráter único (vd. ibidem: 41, 47). Este artigo pretende identificar a voz e o ensinamento dos poderes que agenciam a orgânica da patrimonialização em ambientes concretos. Assim, evoca-se a pertinência do património nos primeiros anos do regime de Salazar e o modo como veiculou lições ideológicas, nomeadamente em práticas a priori meramente turísticas, algumas encenadas pelo principal arquiteto da imagem da “Nação” nos primórdios do regime, António Ferro. Pretende-se, também, compreender se, no início do século XXI, o “património” sistematizado pela propaganda do Estado Novo ainda povoa o imaginário coletivo nacional. Num momento em que as inevitabilidades da globalização dividem públicos entre os que as vêm como um aniquilador de identidades, e os outros que as entendem como um impulsionador para a preservação identitária, urge igualmente averiguar o entendimento que é feito de “património” e as reais motivações para que a patrimonialização e a conservação patrimonial sejam rótulos recorrentes de discursos contemporâneos. |
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