Publicação
Perturbação dismórfica corporal na cirurgia plástica
| Resumo: | Perturbação Dismórfica Corporal é um distúrbio somatoforme caracterizado pela preocupação excessiva do doente com um defeito muito pequeno ou até imaginado na sua aparência física. Os pacientes com Perturbação Dismórfica Corporal são vistos muitas vezes na cirurgia plástica à procura de tratamento cirúrgico. A prevalência desta doença na cirurgia plástica e na população em geral está ainda por determinar. Foram propostos vários testes para diagnosticar este distúrbio, no entanto, uma vez que os cirurgiões estão ,ainda, pouco sensibilizados para esta doença, continua a ser subdiagnosticada nesta área da Medicina. A Perturbação Dismórfica Corporal resulta da combinação complexa de vários fatores neurobiológicos, cognitivos, comportamentais e sociais. Daí a elevada dificuldade de diagnosticar, diferenciar de outras patologias e tratar . Pacientes que sofrem de Perturbação Dismórfica Corporal odeiam o seu defeito e podem procurar a solução na cirurgia plástica. Contudo, estes pacientes ficam invariavelmente insatisfeitos com o resultado. Alguns podem, eventualmente, tornarem-se viciados em cirurgias. Com o objetivo de esquematizar o conhecimento mais recente sobre esta temática foi realizada uma pesquisa na base de dados MEDLINE onde foram identificados os estudos de maior relevo publicados nos últimos vinte anos, sem menosprezar os raros trabalhos clássicos anteriores. Apesar de, nos últimos anos, terem sido feitos progressos relativamente à fisiopatologia, à personalidade e determinação de quais os fatores de risco que podem condicionar o aparecimento da doença, são ainda necessários mais estudos de forma a estabelecer relações inequívocas de causalidade. Estes doentes precisam, principalmente, de serem referenciados a um psiquiatra ou psicólogo clínico especializado. Reconhecer este tipo de doentes e negar a cirurgia são medidas que se impõe ao cirurgião plástico de modo a evitar eventuais transtornos médico-legais. De investigações futuras poderão surgir novas medidas de diagnóstico simples e acessíveis de usar numa consulta de cirurgia plástica |
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| Autores principais: | Bastos, Mariana Ferreira |
| Assunto: | Psiquiatria Cirurgia plástica perturbação dismórfica corporal perturbação somatoforme |
| Ano: | 2013 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Coimbra |
| Idioma: | português |
| Origem: | Estudo Geral - Universidade de Coimbra |
| Resumo: | Perturbação Dismórfica Corporal é um distúrbio somatoforme caracterizado pela preocupação excessiva do doente com um defeito muito pequeno ou até imaginado na sua aparência física. Os pacientes com Perturbação Dismórfica Corporal são vistos muitas vezes na cirurgia plástica à procura de tratamento cirúrgico. A prevalência desta doença na cirurgia plástica e na população em geral está ainda por determinar. Foram propostos vários testes para diagnosticar este distúrbio, no entanto, uma vez que os cirurgiões estão ,ainda, pouco sensibilizados para esta doença, continua a ser subdiagnosticada nesta área da Medicina. A Perturbação Dismórfica Corporal resulta da combinação complexa de vários fatores neurobiológicos, cognitivos, comportamentais e sociais. Daí a elevada dificuldade de diagnosticar, diferenciar de outras patologias e tratar . Pacientes que sofrem de Perturbação Dismórfica Corporal odeiam o seu defeito e podem procurar a solução na cirurgia plástica. Contudo, estes pacientes ficam invariavelmente insatisfeitos com o resultado. Alguns podem, eventualmente, tornarem-se viciados em cirurgias. Com o objetivo de esquematizar o conhecimento mais recente sobre esta temática foi realizada uma pesquisa na base de dados MEDLINE onde foram identificados os estudos de maior relevo publicados nos últimos vinte anos, sem menosprezar os raros trabalhos clássicos anteriores. Apesar de, nos últimos anos, terem sido feitos progressos relativamente à fisiopatologia, à personalidade e determinação de quais os fatores de risco que podem condicionar o aparecimento da doença, são ainda necessários mais estudos de forma a estabelecer relações inequívocas de causalidade. Estes doentes precisam, principalmente, de serem referenciados a um psiquiatra ou psicólogo clínico especializado. Reconhecer este tipo de doentes e negar a cirurgia são medidas que se impõe ao cirurgião plástico de modo a evitar eventuais transtornos médico-legais. De investigações futuras poderão surgir novas medidas de diagnóstico simples e acessíveis de usar numa consulta de cirurgia plástica |
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