Publicação
Factores de prognóstico da metastasectomia pulmonar em tumores músculo-esqueléticos
| Resumo: | Introdução: O pulmão é a principal localização de metástases de tumores músculo esqueléticos. Em doentes seleccionados, a metastasectomia pulmonar pode aumentar substancialmente a sobrevivência. Objectivos: Identificar quais os factores de prognóstico com impacto estatisticamente significativo na sobrevivência global dos doentes com tumores músculo-esqueléticos submetidos a metastasectomia pulmonar. Metodologia: Estudo retrospectivo dos doentes submetidos a tratamento cirúrgico de metástases pulmonares de tumores músculo-esqueléticos, no período decorrido entre 1989 e 2010, nos Hospitais da Universidade de Coimbra. Resultados: Num período de 21 anos, foram realizadas 127 toracotomias no tratamento de metástases pulmonares de tumores músculo-esqueléticos. Neste contexto, no que respeita aos 41 doentes com tumores ósseos, todos foram submetidos a ressecção em cunha das metástases, em 7 doentes foi realizada lobectomia e em outro segmentectomia; o número mediano de metastasectomias pulmonares por doente foi de 6; a sobrevivência global mediana foi de 131 meses; o intervalo livre de doença mediano foi de 17 meses; a taxa de sobrevivência global aos 3 e 20 anos foi de 72% e 46%, respectivamente. Relativamente aos doentes com tumores de tecidos moles, todos foram submetidos a ressecção em cunha de metástases pulmonares e em 1 foi realizada também lobectomia; o número mediano de metastasectomias pulmonares por doente foi de 5; a sobrevivência global mediana foi de 42 meses, o intervalo livre de doença mediano foi de 13 meses; a taxa de sobrevivência global aos 5 e 10 anos foi de 35% e 18%, respectivamente. Os factores de prognóstico com impacto estatisticamente significativo na sobrevivência global dos doentes com tumores ósseos submetidos a metastasectomia pulmonar foram: intervalo livre de doença (p=0,0001), tempo até primeiras metástases pulmonares (p=0,003) e número de metástases pulmonares (p=0,038). Por sua vez, nos doentes com tumores de tecidos moles submetidos a metastasectomia pulmonar, o único parâmetro com valor prognóstico foi a recidiva local da lesão primária (p=0,003). Conclusões: No nosso estudo, os factores de prognóstico com impacto na sobrevivência global de doentes com tumores ósseos submetidos a metastasectomia pulmonar foram o intervalo livre de doença, o tempo até primeiras metástases pulmonares e o número de metástases pulmonares, enquanto nos tumores de tecidos moles apenas se identificou como parâmetro de prognóstico a recidiva local da lesão primária. |
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| Autores principais: | Duarte, Marina Teresa Lopes |
| Assunto: | Ortopedia Neoplasias musculares Neoplasias ósseas Metastasectomia |
| Ano: | 2011 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Coimbra |
| Idioma: | português |
| Origem: | Estudo Geral - Universidade de Coimbra |
| Resumo: | Introdução: O pulmão é a principal localização de metástases de tumores músculo esqueléticos. Em doentes seleccionados, a metastasectomia pulmonar pode aumentar substancialmente a sobrevivência. Objectivos: Identificar quais os factores de prognóstico com impacto estatisticamente significativo na sobrevivência global dos doentes com tumores músculo-esqueléticos submetidos a metastasectomia pulmonar. Metodologia: Estudo retrospectivo dos doentes submetidos a tratamento cirúrgico de metástases pulmonares de tumores músculo-esqueléticos, no período decorrido entre 1989 e 2010, nos Hospitais da Universidade de Coimbra. Resultados: Num período de 21 anos, foram realizadas 127 toracotomias no tratamento de metástases pulmonares de tumores músculo-esqueléticos. Neste contexto, no que respeita aos 41 doentes com tumores ósseos, todos foram submetidos a ressecção em cunha das metástases, em 7 doentes foi realizada lobectomia e em outro segmentectomia; o número mediano de metastasectomias pulmonares por doente foi de 6; a sobrevivência global mediana foi de 131 meses; o intervalo livre de doença mediano foi de 17 meses; a taxa de sobrevivência global aos 3 e 20 anos foi de 72% e 46%, respectivamente. Relativamente aos doentes com tumores de tecidos moles, todos foram submetidos a ressecção em cunha de metástases pulmonares e em 1 foi realizada também lobectomia; o número mediano de metastasectomias pulmonares por doente foi de 5; a sobrevivência global mediana foi de 42 meses, o intervalo livre de doença mediano foi de 13 meses; a taxa de sobrevivência global aos 5 e 10 anos foi de 35% e 18%, respectivamente. Os factores de prognóstico com impacto estatisticamente significativo na sobrevivência global dos doentes com tumores ósseos submetidos a metastasectomia pulmonar foram: intervalo livre de doença (p=0,0001), tempo até primeiras metástases pulmonares (p=0,003) e número de metástases pulmonares (p=0,038). Por sua vez, nos doentes com tumores de tecidos moles submetidos a metastasectomia pulmonar, o único parâmetro com valor prognóstico foi a recidiva local da lesão primária (p=0,003). Conclusões: No nosso estudo, os factores de prognóstico com impacto na sobrevivência global de doentes com tumores ósseos submetidos a metastasectomia pulmonar foram o intervalo livre de doença, o tempo até primeiras metástases pulmonares e o número de metástases pulmonares, enquanto nos tumores de tecidos moles apenas se identificou como parâmetro de prognóstico a recidiva local da lesão primária. |
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