Publicação
A integração de Portugal nas Comunidades Europeias
| Resumo: | Apesar da ancestral afinidade histórica entre Portugal e a Europa, a especificidade geográfica portuguesa, emergente da sua localização no extremo ocidental do continente europeu e da consequente exposição atlântica, foram intercalando ao longo dos tempos outros rumos que a par de condicionalismos internos, convergiram na diáspora portuguesa. Mesmo assim, a parceria europeia apresentou-se sempre complementar e insubstituível, vindo a ganhar um novo e diferente impulso após a segunda guerra mundial. Ainda durante o Estado Novo e apesar da negação política de uma aproximação mais significativa face a sobreposição do lema: orgulhosamente sós, realizaram-se alguns acordos com instituições europeias. Só após a revolução de 1974, se deu um reforço dos laços com a Europa, que viria a culminar no processo de adesão à Comunidade Económica Europeia. Até à assinatura do tratado em 1985, decorreram cerca de oito anos de negociações que exigiram grandes adaptações internas. Ao longo dos últimos vinte e cinco anos, Portugal contribuiu activamente para o processo de construção europeia, verificando-se uma grande evolução em todos os aspectos da vida portuguesa: económico, político, social, educativo, cultural e organizacional. Tal veio a marcar de forma irreversível os destinos nacionais. Se actual crise que ensombra a União Europeia, tem vindo a propiciar algumas projecções menos optimistas em relação ao futuro do projecto europeu ou mesmo à conveniência da participação portuguesa, não será menos verdade que as crises sempre estiveram presentes na história do continente europeu e foram muitas vezes a alavanca de sucessos subsequentes. |
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| Autores principais: | Pinto, Fernanda Maria Reis da Fonseca Ferreira |
| Assunto: | Integração europeia -- Portugal União Europeia |
| Ano: | 2011 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Coimbra |
| Idioma: | português |
| Origem: | Estudo Geral - Universidade de Coimbra |
| Resumo: | Apesar da ancestral afinidade histórica entre Portugal e a Europa, a especificidade geográfica portuguesa, emergente da sua localização no extremo ocidental do continente europeu e da consequente exposição atlântica, foram intercalando ao longo dos tempos outros rumos que a par de condicionalismos internos, convergiram na diáspora portuguesa. Mesmo assim, a parceria europeia apresentou-se sempre complementar e insubstituível, vindo a ganhar um novo e diferente impulso após a segunda guerra mundial. Ainda durante o Estado Novo e apesar da negação política de uma aproximação mais significativa face a sobreposição do lema: orgulhosamente sós, realizaram-se alguns acordos com instituições europeias. Só após a revolução de 1974, se deu um reforço dos laços com a Europa, que viria a culminar no processo de adesão à Comunidade Económica Europeia. Até à assinatura do tratado em 1985, decorreram cerca de oito anos de negociações que exigiram grandes adaptações internas. Ao longo dos últimos vinte e cinco anos, Portugal contribuiu activamente para o processo de construção europeia, verificando-se uma grande evolução em todos os aspectos da vida portuguesa: económico, político, social, educativo, cultural e organizacional. Tal veio a marcar de forma irreversível os destinos nacionais. Se actual crise que ensombra a União Europeia, tem vindo a propiciar algumas projecções menos optimistas em relação ao futuro do projecto europeu ou mesmo à conveniência da participação portuguesa, não será menos verdade que as crises sempre estiveram presentes na história do continente europeu e foram muitas vezes a alavanca de sucessos subsequentes. |
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