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Trombólise na embolia pulmonar

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Resumo:Introdução: A embolia pulmonar é uma condição clínica potencialmente letal em todos os grupos etários, pelo que é considerada uma emergência cardiovascular. O diagnóstico é difícil de estabelecer, pela pouca especificidade do quadro clínico, condicionando, diferentes prognósticos e riscos de mortalidade. O tratamento depende da apresentação clínica e a terapêutica trombolítica tem um papel decisivo na melhoria do outcome dos doentes, em situações seleccionadas. Objectivos: A actual revisão tem por objectivo a reflexão sobre a fisiopatologia da embolia pulmonar, as indicações mais recentes da terapêutica trombolítica e das terapêuticas alternativas, enfatizando a importância do tratamento agressivo no controlo de uma entidade clínica que envolve risco de vida. Desenvolvimento: A embolia pulmonar e a trombose venosa profunda são o espectro da mesma doença, o tromboembolismo venoso. Distinguem-se principalmente pelo risco de morte inerente, sendo que na embolia pulmonar o risco é superior, variando entre os 15% e 58%, dependendo da estabilidade hemodinâmica dos doentes e da celeridade do tratamento. Nos doentes normotensos, sem disfunção ventricular direita e com marcadores de lesão do miocárdio negativos, a anticoagulação é a terapêutica de escolha e o prognóstico é extremamente favorável. Na presença de disfunção ventricular direita e/ou de um marcador de lesão do miocárdio positivo, o risco de morte é intermédio. As situações de choque cardiogénico ou de hipotensão arterial mantida são de mau prognóstico, pelo que o tratamento deve ser agressivo e a trombólise cumpre esse objectivo, diminuindo a taxa de mortalidade. Em relação à sua indicação nas situações de risco intermédio, a literatura não é consensual. A avaliação clínica deve ser feita caso a caso, com base na gravidade, prognóstico e risco hemorrágico. Alternativas à trombólise incluem: embolectomia pulmonar cirúrgica, embolectomia por cateterização percutânea e inserção de filtros venosos. Devem ser sempre Trombólise na Embolia Pulmonar Ana Carolina Rocha 9 consideradas na presença de contra-indicações absolutas à trombólise, ou quando a primeira tentativa farmacológica é ineficaz. Conclusões: As situações de embolia pulmonar de intermédio e alto risco beneficiam de um sistema de triagem para centros com competência na administração de trombolíticos e com capacidade para realização de técnicas trombolíticas alternativas. A estratégia terapêutica a adoptar deve ter em consideração o risco hemorrágico e as contra-indicações absolutas para a trombólise farmacológica, que se poderão transformar em relativas, se o benefício se mostrar superior ao risco. Com o intuito de prestar os melhores cuidados aos doentes, o conhecimento mais profundo acerca da estratégia terapêutica impõe-se.
Autores principais:Rocha, Ana Carolina dos Santos Silva
Assunto:Cuidados intensivos Embolia pulmonar Trombólise Terapia trombólica
Ano:2011
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Coimbra
Idioma:português
Origem:Estudo Geral - Universidade de Coimbra
Descrição
Resumo:Introdução: A embolia pulmonar é uma condição clínica potencialmente letal em todos os grupos etários, pelo que é considerada uma emergência cardiovascular. O diagnóstico é difícil de estabelecer, pela pouca especificidade do quadro clínico, condicionando, diferentes prognósticos e riscos de mortalidade. O tratamento depende da apresentação clínica e a terapêutica trombolítica tem um papel decisivo na melhoria do outcome dos doentes, em situações seleccionadas. Objectivos: A actual revisão tem por objectivo a reflexão sobre a fisiopatologia da embolia pulmonar, as indicações mais recentes da terapêutica trombolítica e das terapêuticas alternativas, enfatizando a importância do tratamento agressivo no controlo de uma entidade clínica que envolve risco de vida. Desenvolvimento: A embolia pulmonar e a trombose venosa profunda são o espectro da mesma doença, o tromboembolismo venoso. Distinguem-se principalmente pelo risco de morte inerente, sendo que na embolia pulmonar o risco é superior, variando entre os 15% e 58%, dependendo da estabilidade hemodinâmica dos doentes e da celeridade do tratamento. Nos doentes normotensos, sem disfunção ventricular direita e com marcadores de lesão do miocárdio negativos, a anticoagulação é a terapêutica de escolha e o prognóstico é extremamente favorável. Na presença de disfunção ventricular direita e/ou de um marcador de lesão do miocárdio positivo, o risco de morte é intermédio. As situações de choque cardiogénico ou de hipotensão arterial mantida são de mau prognóstico, pelo que o tratamento deve ser agressivo e a trombólise cumpre esse objectivo, diminuindo a taxa de mortalidade. Em relação à sua indicação nas situações de risco intermédio, a literatura não é consensual. A avaliação clínica deve ser feita caso a caso, com base na gravidade, prognóstico e risco hemorrágico. Alternativas à trombólise incluem: embolectomia pulmonar cirúrgica, embolectomia por cateterização percutânea e inserção de filtros venosos. Devem ser sempre Trombólise na Embolia Pulmonar Ana Carolina Rocha 9 consideradas na presença de contra-indicações absolutas à trombólise, ou quando a primeira tentativa farmacológica é ineficaz. Conclusões: As situações de embolia pulmonar de intermédio e alto risco beneficiam de um sistema de triagem para centros com competência na administração de trombolíticos e com capacidade para realização de técnicas trombolíticas alternativas. A estratégia terapêutica a adoptar deve ter em consideração o risco hemorrágico e as contra-indicações absolutas para a trombólise farmacológica, que se poderão transformar em relativas, se o benefício se mostrar superior ao risco. Com o intuito de prestar os melhores cuidados aos doentes, o conhecimento mais profundo acerca da estratégia terapêutica impõe-se.