Publicação
Saúde na rua : problemas biopsicossociais da população sem-abrigo trabalhadores/as do sexo e toxicodependentes
| Resumo: | “Viver na rua” pode ser uma opção, mas é muitas vezes a única saída para os problemas do dia-a-dia que se vêm acumulando. O desemprego, o sentimento de solidão, a falta de apoio familiar ou social, a limitação monetária, a falta de auto-estima, o consumo de substâncias aditivas ou uma doença mental conduzem, por vezes, as pessoas à rua, a procurar dinheiro fácil como trabalhadores/as do sexo ou a refugiar-se no consumo excessivo de drogas. Mas esta é uma saída que traz novos problemas sem, contudo, resolver muitos dos anteriores. A solidão, a rejeição social e a violência são problemas comuns na rua que tornam cada vez mais difícil a inclusão destas pessoas na sociedade. As más condições de higiene, a maior susceptibilidade a algumas doenças e o consumo excessivo de álcool, tabaco e outras drogas são outros problemas que encontramos na população de rua. Entre Outubro de 2011 e Março de 2012 integrei e acompanhei o trabalho de algumas equipas de rua na cidade de Coimbra e estradas de Pombal e Mealhada. Saí da minha perspectiva, dos meus percursos habituais, do meu ambiente confortável e fui conhecer a verdadeira rua através dos olhares dos que a criam todos os dias e todas as noites. Encontrei nestas pessoas problemas biológicos, psicológicos e sociais que, geralmente, são causa e consequência uns dos outros e não podem ser tratados separadamente e aprendi que a falta de amor e de bons vínculos familiares e sociais desde a infância são comuns nesta população. A Medicina Geral e Familiar tem um papel muito importante na prevenção destes casos e deveria ter um papel mais activo na sociedade. Prevenir estas situações é acompanhar desde cedo cada pessoa, é saber trabalhar em equipa (médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais) e ter uma intervenção activa, adequada e personalizada a cada indivíduo, à sua família, ao seu meio social e a toda a comunidade. |
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| Autores principais: | Freitas, Luísa Raquel Soares de |
| Assunto: | Saúde publica Consumidores de drogas Pessoas em situação de rua Prostituição |
| Ano: | 2012 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Coimbra |
| Idioma: | português |
| Origem: | Estudo Geral - Universidade de Coimbra |
| Resumo: | “Viver na rua” pode ser uma opção, mas é muitas vezes a única saída para os problemas do dia-a-dia que se vêm acumulando. O desemprego, o sentimento de solidão, a falta de apoio familiar ou social, a limitação monetária, a falta de auto-estima, o consumo de substâncias aditivas ou uma doença mental conduzem, por vezes, as pessoas à rua, a procurar dinheiro fácil como trabalhadores/as do sexo ou a refugiar-se no consumo excessivo de drogas. Mas esta é uma saída que traz novos problemas sem, contudo, resolver muitos dos anteriores. A solidão, a rejeição social e a violência são problemas comuns na rua que tornam cada vez mais difícil a inclusão destas pessoas na sociedade. As más condições de higiene, a maior susceptibilidade a algumas doenças e o consumo excessivo de álcool, tabaco e outras drogas são outros problemas que encontramos na população de rua. Entre Outubro de 2011 e Março de 2012 integrei e acompanhei o trabalho de algumas equipas de rua na cidade de Coimbra e estradas de Pombal e Mealhada. Saí da minha perspectiva, dos meus percursos habituais, do meu ambiente confortável e fui conhecer a verdadeira rua através dos olhares dos que a criam todos os dias e todas as noites. Encontrei nestas pessoas problemas biológicos, psicológicos e sociais que, geralmente, são causa e consequência uns dos outros e não podem ser tratados separadamente e aprendi que a falta de amor e de bons vínculos familiares e sociais desde a infância são comuns nesta população. A Medicina Geral e Familiar tem um papel muito importante na prevenção destes casos e deveria ter um papel mais activo na sociedade. Prevenir estas situações é acompanhar desde cedo cada pessoa, é saber trabalhar em equipa (médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais) e ter uma intervenção activa, adequada e personalizada a cada indivíduo, à sua família, ao seu meio social e a toda a comunidade. |
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