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A COESÃO SOCIO-ESPACIAL: Um desafio para o Desenvolvimento Urbano Equitativo e Sustentável em Moçambique Caso de estudo: Cidade de Nampula

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Resumo:Nas últimas décadas tem-se assistido a transformações profundas no que diz respeito à escala e natureza dos processos de desenvolvimento urbano. Nos países em desenvolvimento, como é o caso de Moçambique, o desenvolvimento urbano desde os últimos anos do século XX tem sido caracterizado por um acentuado crescimento populacional e pela expansão física acelerada das cidades, sem que este crescimento seja acompanhado da criação das condições físicas, económicas e sociais que assegurem a todos condições de vida adequadas ao desenvolvimento humano equilibrado, o que deu origem a graves problemas. Um dos principais é a falta de coesão socio-territorial, ou seja, a fragmentação espacial, a insegurança no acesso à terra e as desigualdades económicas.Em Moçambique existem 11 províncias e 23 cidades, 11 das quais são capitais das províncias. Todas têm origem colonial e foram criadas para corresponder às necessidades da exploração colonial. Ainda no período colonial verificou-se o desenvolvimento de uma coroa urbana informal em redor de cada uma dessas cidades, que acolheu populações de poucos recursos e que prestavam serviços na cidade colonial. Após a independência, com o crescimento acelerado de algumas cidades, esta coroa informal aumentou e diversificou-se, quer na tipologia de ocupação do solo, quer na base económica e social das populações residentes. Ao mesmo tempo, com a saída dos colonos e a entrada do novo poder e de uma nova elite social, assistiu-se à ocupação da cidade colonial, que regista também uma evolução, física, social e económica. Analisando a cidade de Nampula, pretende-se perceber as relações socio-territoriais entre os centros e as diferentes coroas urbanas, para avaliar criticamente o nível de coesão urbana existente e que formas ela assume. Com base nos resultados da avaliação, pretende-se sistematizar um conjunto de princípios de programação e políticas urbanas, com o objetivo de contribuir para o reforço da coesão territorial nas cidades, perspetivando um Desenvolvimento Urbano Equitativo e Sustentável em Moçambique.
Autores principais:Raza, Mássuma Yassine
Assunto:Coesão socio-espacial Desenvolvimento urbano Coroas urbanas Segregação espacial Nampula Urban and social cohesion Urban development Urban crowns Spatial segregation Nampula
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Coimbra
Idioma:português
Origem:Estudo Geral - Universidade de Coimbra
Descrição
Resumo:Nas últimas décadas tem-se assistido a transformações profundas no que diz respeito à escala e natureza dos processos de desenvolvimento urbano. Nos países em desenvolvimento, como é o caso de Moçambique, o desenvolvimento urbano desde os últimos anos do século XX tem sido caracterizado por um acentuado crescimento populacional e pela expansão física acelerada das cidades, sem que este crescimento seja acompanhado da criação das condições físicas, económicas e sociais que assegurem a todos condições de vida adequadas ao desenvolvimento humano equilibrado, o que deu origem a graves problemas. Um dos principais é a falta de coesão socio-territorial, ou seja, a fragmentação espacial, a insegurança no acesso à terra e as desigualdades económicas.Em Moçambique existem 11 províncias e 23 cidades, 11 das quais são capitais das províncias. Todas têm origem colonial e foram criadas para corresponder às necessidades da exploração colonial. Ainda no período colonial verificou-se o desenvolvimento de uma coroa urbana informal em redor de cada uma dessas cidades, que acolheu populações de poucos recursos e que prestavam serviços na cidade colonial. Após a independência, com o crescimento acelerado de algumas cidades, esta coroa informal aumentou e diversificou-se, quer na tipologia de ocupação do solo, quer na base económica e social das populações residentes. Ao mesmo tempo, com a saída dos colonos e a entrada do novo poder e de uma nova elite social, assistiu-se à ocupação da cidade colonial, que regista também uma evolução, física, social e económica. Analisando a cidade de Nampula, pretende-se perceber as relações socio-territoriais entre os centros e as diferentes coroas urbanas, para avaliar criticamente o nível de coesão urbana existente e que formas ela assume. Com base nos resultados da avaliação, pretende-se sistematizar um conjunto de princípios de programação e políticas urbanas, com o objetivo de contribuir para o reforço da coesão territorial nas cidades, perspetivando um Desenvolvimento Urbano Equitativo e Sustentável em Moçambique.