Publicação
O Potencial dos Esteróides Neuroprotetores na Prevenção de Doenças Neurodegenerativas
| Resumo: | As doenças neurodegenerativas, dada a sua crescente prevalência, são atualmentevistas pela Organização Mundial de Saúde como uma ameaça no que toca à saúde públicaglobal. Apesar da sua fisiopatologia não estar ainda totalmente esclarecida estas estãonormalmente associadas à perda das capacidades cognitivas e por isso ao decréscimo daqualidade de vida dos doentes.A Doença de Alzheimer constitui a principal causa de demência a nível mundial, estandona base de 60 a 70 % dos casos, número que poderá triplicar até 2050. Em Portugal, e segundodados de 2017, existem cerca de 19,9 casos por cada mil habitantes. Apesar dos mecanismospor detrás desta doença não estarem ainda totalmente elucidados pensa-se que a acumulaçãode placas senis e novelos neurofibrilares favorece a perda sináptica e neuronal levandoconsequentemente à perda de memória e capacidades cognitivas e em alguns casos àincapacidade de realização das tarefas do dia-a-dia. Assim sendo, e apesar da sua crescenteprevalência e das consequências na qualidade de vida dos doentes, não existe ainda cura paraa doença de Alzheimer. Os tratamentos existentes atualmente, que incluem os inibidores daacetilcolinesterase e os antagonistas dos recetores do glutamato, focam-se principalmente nocontrolo da sintomatologia da doença não prevenindo a sua progressão.Neste âmbito, surgiram os primeiros estudos relativos ao potencial dos esteróides,como o caso dos estrogénios e progesterona, nas doenças neurodegenerativas quedemonstraram que estes apresentam uma grande capacidade neuroprotetora atuando adiversos níveis e impendido a lesão e perda neuronal. Assim sendo, e tendo em conta estesresultados, os esteróides são atualmente vistos como compostos promissores no que toca aofuturo da terapêutica da Doença de Alzheimer. |
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| Autores principais: | Farinha, Ana Margarida Teixeira |
| Assunto: | Doenças neurodegenerativas Doença de Alzheimer Neuroproteção Esteróides Neurodegenerative disorders Alzheimer`s disease Neuroprotection Steroids |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Coimbra |
| Idioma: | português |
| Origem: | Estudo Geral - Universidade de Coimbra |
| Resumo: | As doenças neurodegenerativas, dada a sua crescente prevalência, são atualmentevistas pela Organização Mundial de Saúde como uma ameaça no que toca à saúde públicaglobal. Apesar da sua fisiopatologia não estar ainda totalmente esclarecida estas estãonormalmente associadas à perda das capacidades cognitivas e por isso ao decréscimo daqualidade de vida dos doentes.A Doença de Alzheimer constitui a principal causa de demência a nível mundial, estandona base de 60 a 70 % dos casos, número que poderá triplicar até 2050. Em Portugal, e segundodados de 2017, existem cerca de 19,9 casos por cada mil habitantes. Apesar dos mecanismospor detrás desta doença não estarem ainda totalmente elucidados pensa-se que a acumulaçãode placas senis e novelos neurofibrilares favorece a perda sináptica e neuronal levandoconsequentemente à perda de memória e capacidades cognitivas e em alguns casos àincapacidade de realização das tarefas do dia-a-dia. Assim sendo, e apesar da sua crescenteprevalência e das consequências na qualidade de vida dos doentes, não existe ainda cura paraa doença de Alzheimer. Os tratamentos existentes atualmente, que incluem os inibidores daacetilcolinesterase e os antagonistas dos recetores do glutamato, focam-se principalmente nocontrolo da sintomatologia da doença não prevenindo a sua progressão.Neste âmbito, surgiram os primeiros estudos relativos ao potencial dos esteróides,como o caso dos estrogénios e progesterona, nas doenças neurodegenerativas quedemonstraram que estes apresentam uma grande capacidade neuroprotetora atuando adiversos níveis e impendido a lesão e perda neuronal. Assim sendo, e tendo em conta estesresultados, os esteróides são atualmente vistos como compostos promissores no que toca aofuturo da terapêutica da Doença de Alzheimer. |
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