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Efeito dos aditivos alimentares no transtorno de défice de atenção e hiperatividade infantil

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O transtorno de défice de atenção e hiperatividade é uma das condições psiquiátricas mais prevalentes na infância. Os sintomas do TDAH incluem hiperatividade, baixa tolerância à frustração, impulsividade e falta de atenção. Embora as vias biológicas que levam ao TDAH não sejam claras, existem vários fatores de risco genéticos e ambientais que já são conhecidos, como o consumo excessivo de aditivos alimentares. Vários estudos demonstram esta relação entre o consumo de aditivos, que tem aumentado cada vez mais nos últimos anos, e o aparecimento de sintomas de hiperatividade. As crianças constituem um subgrupo da população mais vulnerável e como tal devem ser alvo de especial atenção por parte da legislação que regulamenta o uso e o consumo de aditivos. Alterações do sistema dopaminérgico, inibição da SULT1A, aumento da excitabilidade cerebral e disfunção do córtex pré-frontal, são alguns dos mecanismos que constituem a base de atuação dos aditivos com repercussões ao nível da hiperatividade. O consumo de elevadas quantidades de sacarose na gravidez também não é aconselhado, dado que há possibilidade de desenvolvimento de fenótipos característicos de hiperatividade nos fetos que posteriormente vão manter-se após o parto. Mudanças na dieta têm sido sugeridas como uma forma de reduzir os sintomas do TDAH e como alternativas ao tratamento. Dietas com eliminação de aditivos parecem ser as intervenções dietéticas mais promissoras para uma redução nos sintomas de TDAH em crianças. No entanto, investigações mais aprofundadas ainda são necessárias para complementar os resultados.
Autores principais:Pinto, Verónica Marques
Assunto:Aditivos Dieta Risco/Benefício Transtorno de Défice de Atenção e Hiperatividade Infância Additives Diet Risk/Benefit Attention Deficit Hyperactivity Disorder Childhood
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Coimbra
Idioma:português
Origem:Estudo Geral - Universidade de Coimbra
Descrição
Resumo:O transtorno de défice de atenção e hiperatividade é uma das condições psiquiátricas mais prevalentes na infância. Os sintomas do TDAH incluem hiperatividade, baixa tolerância à frustração, impulsividade e falta de atenção. Embora as vias biológicas que levam ao TDAH não sejam claras, existem vários fatores de risco genéticos e ambientais que já são conhecidos, como o consumo excessivo de aditivos alimentares. Vários estudos demonstram esta relação entre o consumo de aditivos, que tem aumentado cada vez mais nos últimos anos, e o aparecimento de sintomas de hiperatividade. As crianças constituem um subgrupo da população mais vulnerável e como tal devem ser alvo de especial atenção por parte da legislação que regulamenta o uso e o consumo de aditivos. Alterações do sistema dopaminérgico, inibição da SULT1A, aumento da excitabilidade cerebral e disfunção do córtex pré-frontal, são alguns dos mecanismos que constituem a base de atuação dos aditivos com repercussões ao nível da hiperatividade. O consumo de elevadas quantidades de sacarose na gravidez também não é aconselhado, dado que há possibilidade de desenvolvimento de fenótipos característicos de hiperatividade nos fetos que posteriormente vão manter-se após o parto. Mudanças na dieta têm sido sugeridas como uma forma de reduzir os sintomas do TDAH e como alternativas ao tratamento. Dietas com eliminação de aditivos parecem ser as intervenções dietéticas mais promissoras para uma redução nos sintomas de TDAH em crianças. No entanto, investigações mais aprofundadas ainda são necessárias para complementar os resultados.