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Poliomavírus na oncogénese do carcinoma de Merkel

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O carcinoma de Merkel é uma neoplasia cutânea rara, de provável origem neuroendócrina, que exibe um comportamento biológico agressivo. Nas últimas décadas assistiu-se a um aumento significativo da sua incidência. Apesar de serem apontados como factores de risco a imunossupressão, idade superior a 50 anos e a exposição à radiação solar, o processo de oncogénese permanece por esclarecer. Neste sentido, vários estudos genéticos e moleculares descrevem associações com alterações cromossómicas, vias apoptóticas e proliferação celular. Recentemente, na base da hipótese de uma infecção viral poder actuar como factor oncogénico, é identificado material genómico de um novo poliomavírus humano – poliomavírus das células de Merkel - integrado no DNA das células tumorais em cerca de 70-80 % dos casos, sustentando assim uma relação entre a infecção pelo referido vírus e o processo de oncogénese. Um outro aspecto relevante é o facto da maioria das lesões se localizarem frequentemente em áreas foto-expostas e a existência de casos de aparecimento síncrono e/ou metácrono deste tumor e outros tumores cutâneos cuja etiologia é fortemente atribuída à radiação ultravioleta. Assim, este trabalho propõe apresentar uma revisão sobre o papel deste poliomavírus na oncogénese do carcinoma de Merkel, abordando ainda, a questão da radiação ultravioleta como factor concorrente para o mesmo. Para a execução desta revisão, foi realizada uma pesquisa bibliográfica baseada sobretudo nas fontes médicas Pubmed/MedLine desde Janeiro de 2000 até Dezembro de 2011
Autores principais:Afonso, Ana Luísa Santos
Assunto:Antígenos transformantes de poliomavirus Carcinoma de células de Merkel
Ano:2012
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Coimbra
Idioma:português
Origem:Estudo Geral - Universidade de Coimbra
Descrição
Resumo:O carcinoma de Merkel é uma neoplasia cutânea rara, de provável origem neuroendócrina, que exibe um comportamento biológico agressivo. Nas últimas décadas assistiu-se a um aumento significativo da sua incidência. Apesar de serem apontados como factores de risco a imunossupressão, idade superior a 50 anos e a exposição à radiação solar, o processo de oncogénese permanece por esclarecer. Neste sentido, vários estudos genéticos e moleculares descrevem associações com alterações cromossómicas, vias apoptóticas e proliferação celular. Recentemente, na base da hipótese de uma infecção viral poder actuar como factor oncogénico, é identificado material genómico de um novo poliomavírus humano – poliomavírus das células de Merkel - integrado no DNA das células tumorais em cerca de 70-80 % dos casos, sustentando assim uma relação entre a infecção pelo referido vírus e o processo de oncogénese. Um outro aspecto relevante é o facto da maioria das lesões se localizarem frequentemente em áreas foto-expostas e a existência de casos de aparecimento síncrono e/ou metácrono deste tumor e outros tumores cutâneos cuja etiologia é fortemente atribuída à radiação ultravioleta. Assim, este trabalho propõe apresentar uma revisão sobre o papel deste poliomavírus na oncogénese do carcinoma de Merkel, abordando ainda, a questão da radiação ultravioleta como factor concorrente para o mesmo. Para a execução desta revisão, foi realizada uma pesquisa bibliográfica baseada sobretudo nas fontes médicas Pubmed/MedLine desde Janeiro de 2000 até Dezembro de 2011