| Resumo: | Introdução: A gravidez é uma fase em que o desejo pela procura de informação está aumentado, várias fontes de informação são consultadas, sendo uma das principais a Internet, principalmente pela sua rapidez, baixo custo e fácil acesso. Têm sido feitas várias investigações sobre o tipo de informação mais procuradas nestas plataformas.Material e métodos: Selecionámos aleatoriamente 10 grávidas, frequentadoras da consulta de vigilância pré-natal do SNS e com assistência médica privada, e questionámos acerca das fontes deinformação online mais utilizadas. O conteúdo das fontes obtidas foi alvo de uma primeira análise, em agosto de 2021, na qual avaliámos informação relativa ao criador, data de início de atividade e conteúdos abordados acerca da gravidez, parto, amamentação e pós-parto, sob a forma de tópicos. Realizámos uma segunda leitura com o intuito de verificar que nenhum tema tinha sido esquecido. Conteúdos não relacionados com as temáticas mencionadas foram excluídos.Resultados: Obtivemos 8 fontes de informação (2 blogues e 6 contas públicas da rede socialInstagram) cujos criadores consistiam num conjunto de indivíduos de várias áreas profissionais que se identificavam com a temática abordada, nomeadamente profissionais de saúde, uma advogada e uma mãe. Estas plataformas eram recentes, tendo a mais antiga estreado em 2014. Da leitura efetuada, obtivemos 90 tópicos, sendo que 16 foram considerados “Tópicos mais abordados” por serem referidos por 4 ou mais plataformas. Estes incluíam relatos de experiências sobre o parto, infeção COVID-19, amamentação, direitos da mulher na gravidez e no parto, plano de parto, pós-parto, episiotomia, observação durante o trabalho de parto, “violência obstétrica”, perda gestacional, saúde mental, parto no domicílio, doulas, parto respeitado, cesariana e intervenção dos profissionais de saúde no trabalho de parto.Discussão e conclusão: A Internet é um dos principais recursos utilizados pelas grávidas na buscade informação e também pelo suporte emocional entre pares, existindo uma preferência pelosconteúdos online ligados a profissionais de saúde da área. Comparativamente a outros estudos,verificámos uma sobreposição de tópicos pesquisados, tais como amamentação, pós-parto, perdagestacional e saúde mental na gravidez e pós-parto, diferindo, no entanto, em aspetos nãocontemplados no nosso estudo como o desenvolvimento fetal ou a alimentação. Verificou-se queaspetos relacionados com o trabalho de parto, direitos da mulher, infeção COVID-19 e amamentação,deverão ser temas abordados pelo profissional de saúde em consulta, com necessidade também daabordagem de temas como a saúde mental e a perda gestacional. |