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Stress oxidativo e estratégias terapêuticas no contexto das doenças neurodegenerativas

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Alterações progressivas e irreversíveis na função neuronal com consequente morte celular são responsáveis por doenças como a doença de Alzheimer, doença de Parkinson, doença de Huntington e Esclerose Lateral Amiotrófica. São vários os elementos fisiopatológicos comuns a estas doenças neurodegenerativas, contudo os mecanismos estão apenas parcialmente definidos. Diversos trabalhos têm demonstrado que a interação entre fatores genéticos e ambientais influencia o equilíbrio redox celular e o desenvolvimento de stress oxidativo, com consequente dano oxidativo em macromoléculas como ADN, lípidos e proteínas. As doenças neurodegenerativas também estão associadas a dano na função mitocondrial e diminuição do conteúdo em ATP, observação particularmente relevante dado o papel central da mitocôndria na produção de ATP. Contudo, a partir do metabolismo mitocondrial também se formam espécies reativas de oxigénio (ERO). Embora as ERO mitocondriais sejam importantes reguladores de vias de sinalização intracelular, quando a sua formação excessiva ou prolongada ultrapassa a capacidade de defesa antioxidante endógena, ocorre dano oxidativo. Dada a elevada atividade metabólica e o elevado conteúdo lipídico, o cérebro é bastante propenso ao stress oxidativo. Assim, foram desenvolvidas abordagens baseadas em antioxidantes com o objetivo de interromper o círculo vicioso entre a disfunção mitocondrial e a produção de ERO e, desta forma, melhorar os sintomas dos indivíduos afetados. No entanto, até agora os resultados sobre os antioxidantes como terapia ainda são discutíveis. O objetivo principal deste trabalho é discutir as alterações funcionais associadas ao stress oxidativo e doenças neurodegenerativas, assim como estratégias terapêuticas e mudanças no estilo de vida com maior probabilidade de controlo de riscos modificáveis, com consequente diminuição significativa no risco de desenvolver neurodegeneração.
Autores principais:Matos, Ana Rita Rolo de
Assunto:Doenças neurodegenerativas Stress oxidativo Mitocôndria Envelhecimento Antioxidante Neurodegenerative diseases Oxidative stress Mitochondria Aging Antioxidant
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso embargado
Instituição associada:Universidade de Coimbra
Idioma:português
Origem:Estudo Geral - Universidade de Coimbra
Descrição
Resumo:Alterações progressivas e irreversíveis na função neuronal com consequente morte celular são responsáveis por doenças como a doença de Alzheimer, doença de Parkinson, doença de Huntington e Esclerose Lateral Amiotrófica. São vários os elementos fisiopatológicos comuns a estas doenças neurodegenerativas, contudo os mecanismos estão apenas parcialmente definidos. Diversos trabalhos têm demonstrado que a interação entre fatores genéticos e ambientais influencia o equilíbrio redox celular e o desenvolvimento de stress oxidativo, com consequente dano oxidativo em macromoléculas como ADN, lípidos e proteínas. As doenças neurodegenerativas também estão associadas a dano na função mitocondrial e diminuição do conteúdo em ATP, observação particularmente relevante dado o papel central da mitocôndria na produção de ATP. Contudo, a partir do metabolismo mitocondrial também se formam espécies reativas de oxigénio (ERO). Embora as ERO mitocondriais sejam importantes reguladores de vias de sinalização intracelular, quando a sua formação excessiva ou prolongada ultrapassa a capacidade de defesa antioxidante endógena, ocorre dano oxidativo. Dada a elevada atividade metabólica e o elevado conteúdo lipídico, o cérebro é bastante propenso ao stress oxidativo. Assim, foram desenvolvidas abordagens baseadas em antioxidantes com o objetivo de interromper o círculo vicioso entre a disfunção mitocondrial e a produção de ERO e, desta forma, melhorar os sintomas dos indivíduos afetados. No entanto, até agora os resultados sobre os antioxidantes como terapia ainda são discutíveis. O objetivo principal deste trabalho é discutir as alterações funcionais associadas ao stress oxidativo e doenças neurodegenerativas, assim como estratégias terapêuticas e mudanças no estilo de vida com maior probabilidade de controlo de riscos modificáveis, com consequente diminuição significativa no risco de desenvolver neurodegeneração.