Publicação
Postural and anthropometric changes in canoe sprint athletes: the Impact of two different active recovery methods
| Resumo: | Introdução: A técnica de pagaiada em canoa requer um trabalho muscular assimétrico e cíclico, uma vez que os atletas pagaiam apenas do lado direito ou esquerdo de barco, predispondo, por isso, a desequilíbrios musculares e lesões. Objetivos: O primeiro objetivo do estudo foi analisar o perfil postural e antropométrico de 10 canoístas de alto rendimento utilizando a técnica de biofotogrametria e realizando uma avaliação das alterações antropométricas. O segundo objetivo do estudo foi avaliar dois métodos de recuperação ativa distintos (pagaiar do lado habitual e paradoxal) aplicando um protocolo de teste físico de forma a realçar o potencial do método paradoxal sugerido para minimizar o problema identificado. Esta investigação pretendeu também demonstrar as utilidades da termografia infravermelha na medicina desportiva, particularmente no diagnóstico postural.Métodos: Dez indivíduos do sexo masculino (idade 22.30 ± 3.68 anos) foram analisados utilizando um programa de avaliação postural e uma série de medições antropométricas que permitiram quantificar os desequilíbrios posturais e antropométricos. Os atletas realizaram duas vezes um protocolo de teste físico que diferiu aleatoriamente apenas no método de recuperação ativa aplicado: pagaiar do lado habitual ou pagaiar do lado paradoxal (utilizando os grupos musculares opostos aos mais solicitados habitualmente). Os atletas completaram uma sessão de treino em ergómetro de canoa seguido pela aplicação do método de recuperação ativa respetivo e por um teste de simulação de competição de 500m para avaliar a eficácia da recuperação. Temperatura cutânea, imagem termográfica e concentração de lactato sanguíneo foram os parâmetros principais determinados durante o protocolo. Resultados: Observaram-se desequilíbrios posturais expressos pelas distâncias corporais medidas entre alturas relativas de pontos anatómicos contralaterais, sendo o hemicorpo correspondente ao lado da pagaiada (lado dominante) sempre o mais alto. Existiram também diferenças estatisticamente significativas nas massas magras segmentares e nas circunferências corporais comparadas entre membros superiores e inferiores a nível contralateral, sendo o hemicorpo dominante o maior em massa magra e circunferência. Não existiram diferenças significativas no desempenho de 500m, após a realização da sessão de treino e a recuperação ativa, em termos de tempo, potência média e concentração de lactato sanguíneo, independentemente do tipo de recuperação ativa realizada.Conclusão: A prática de canoa conduz a desequilíbrios posturais e antropométricos e, uma vez que não existiram diferenças significativas no desempenho, independentemente do método de recuperação ativa aplicado, será adequado implementar a recuperação ativa paradoxal na prática diária de treino dos atletas, realizando uma simbiose entre recuperação e compensação, a nível médico e desportivo. |
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| Autores principais: | Silva, Nuno António Vieira da |
| Assunto: | postura antropometria termografia canoagem recuperação posture anthropometry thermography canoe sprint recovery |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Coimbra |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Estudo Geral - Universidade de Coimbra |
| Resumo: | Introdução: A técnica de pagaiada em canoa requer um trabalho muscular assimétrico e cíclico, uma vez que os atletas pagaiam apenas do lado direito ou esquerdo de barco, predispondo, por isso, a desequilíbrios musculares e lesões. Objetivos: O primeiro objetivo do estudo foi analisar o perfil postural e antropométrico de 10 canoístas de alto rendimento utilizando a técnica de biofotogrametria e realizando uma avaliação das alterações antropométricas. O segundo objetivo do estudo foi avaliar dois métodos de recuperação ativa distintos (pagaiar do lado habitual e paradoxal) aplicando um protocolo de teste físico de forma a realçar o potencial do método paradoxal sugerido para minimizar o problema identificado. Esta investigação pretendeu também demonstrar as utilidades da termografia infravermelha na medicina desportiva, particularmente no diagnóstico postural.Métodos: Dez indivíduos do sexo masculino (idade 22.30 ± 3.68 anos) foram analisados utilizando um programa de avaliação postural e uma série de medições antropométricas que permitiram quantificar os desequilíbrios posturais e antropométricos. Os atletas realizaram duas vezes um protocolo de teste físico que diferiu aleatoriamente apenas no método de recuperação ativa aplicado: pagaiar do lado habitual ou pagaiar do lado paradoxal (utilizando os grupos musculares opostos aos mais solicitados habitualmente). Os atletas completaram uma sessão de treino em ergómetro de canoa seguido pela aplicação do método de recuperação ativa respetivo e por um teste de simulação de competição de 500m para avaliar a eficácia da recuperação. Temperatura cutânea, imagem termográfica e concentração de lactato sanguíneo foram os parâmetros principais determinados durante o protocolo. Resultados: Observaram-se desequilíbrios posturais expressos pelas distâncias corporais medidas entre alturas relativas de pontos anatómicos contralaterais, sendo o hemicorpo correspondente ao lado da pagaiada (lado dominante) sempre o mais alto. Existiram também diferenças estatisticamente significativas nas massas magras segmentares e nas circunferências corporais comparadas entre membros superiores e inferiores a nível contralateral, sendo o hemicorpo dominante o maior em massa magra e circunferência. Não existiram diferenças significativas no desempenho de 500m, após a realização da sessão de treino e a recuperação ativa, em termos de tempo, potência média e concentração de lactato sanguíneo, independentemente do tipo de recuperação ativa realizada.Conclusão: A prática de canoa conduz a desequilíbrios posturais e antropométricos e, uma vez que não existiram diferenças significativas no desempenho, independentemente do método de recuperação ativa aplicado, será adequado implementar a recuperação ativa paradoxal na prática diária de treino dos atletas, realizando uma simbiose entre recuperação e compensação, a nível médico e desportivo. |
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