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Trombose venosa cerebral : casuística do Serviço de Neurologia do centro Hospitalar e Universitário de Coimbra

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução A trombose venosa cerebral (TVC) corresponde a 0,5-1% de todos os acidentes vasculares cerebrais. Com este estudo avaliamos retrospectivamente uma população de doentes com TVC internada no Serviço de Neurologia do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra – Hospitais da Universidade de Coimbra (CHUC-HUC). Materiais e métodos Incluímos em base de dados 50 doentes internados por TVC. Foram registadas informações relativas a variáveis demográficas, à apresentação clínica, a factores de risco, tratamento e prognóstico. Efectuamos uma análise bivariada e multivariada para identificar preditores independentes do prognóstico aos 3 meses e 1 ano. Calculamos a frequência alélica de mutações potencialmente protrombóticas, comparando-a com controlos da literatura. Resultados No último seguimento 8% dos doentes tinha morrido e 2% estava dependente. A dexametasona e as cefaleias associaram-se com o prognóstico aos 3 meses. A idade, cefaleias, coma, hipertensão intracraniana isolada, lesão parenquimatosa, enfarte, lesões bilaterais e enoxaparina prescrita para ambulatório associaram-se com o prognóstico ao 1 ano. Identificamos mutações com frequência alélica aumentada em doentes com TVC: protrombina G20210A; MTHFR C677T; factor V H1299R; PAI 4G/5G. As frequências alélicas do factor XIII V34L, ACE I/D e fibrinogénio β 455 G/A apresentaram-se diminuídas em doentes com TVC. Discussão e Conclusão Corroboramos a evidência de que os corticoides não devem ser utilizados no tratamento da TVC. A protrombina G20210A; MTHFR C677T; factor V H1299R e PAI 4G/5G apresentaram-se como factores de risco de TVC. O factor XIII V34L, ACE I/D e fibrinogénio β 455 G/A foram factores protectores. A identificação de novas mutações protrombóticas na TVC poderá melhorar o prognóstico da doença
Autores principais:Gouveia, João Pedro Rodrigues
Assunto:trombose intracraniana seios cranianos veias cerebrais trombofilia
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Coimbra
Idioma:português
Origem:Estudo Geral - Universidade de Coimbra
Descrição
Resumo:Introdução A trombose venosa cerebral (TVC) corresponde a 0,5-1% de todos os acidentes vasculares cerebrais. Com este estudo avaliamos retrospectivamente uma população de doentes com TVC internada no Serviço de Neurologia do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra – Hospitais da Universidade de Coimbra (CHUC-HUC). Materiais e métodos Incluímos em base de dados 50 doentes internados por TVC. Foram registadas informações relativas a variáveis demográficas, à apresentação clínica, a factores de risco, tratamento e prognóstico. Efectuamos uma análise bivariada e multivariada para identificar preditores independentes do prognóstico aos 3 meses e 1 ano. Calculamos a frequência alélica de mutações potencialmente protrombóticas, comparando-a com controlos da literatura. Resultados No último seguimento 8% dos doentes tinha morrido e 2% estava dependente. A dexametasona e as cefaleias associaram-se com o prognóstico aos 3 meses. A idade, cefaleias, coma, hipertensão intracraniana isolada, lesão parenquimatosa, enfarte, lesões bilaterais e enoxaparina prescrita para ambulatório associaram-se com o prognóstico ao 1 ano. Identificamos mutações com frequência alélica aumentada em doentes com TVC: protrombina G20210A; MTHFR C677T; factor V H1299R; PAI 4G/5G. As frequências alélicas do factor XIII V34L, ACE I/D e fibrinogénio β 455 G/A apresentaram-se diminuídas em doentes com TVC. Discussão e Conclusão Corroboramos a evidência de que os corticoides não devem ser utilizados no tratamento da TVC. A protrombina G20210A; MTHFR C677T; factor V H1299R e PAI 4G/5G apresentaram-se como factores de risco de TVC. O factor XIII V34L, ACE I/D e fibrinogénio β 455 G/A foram factores protectores. A identificação de novas mutações protrombóticas na TVC poderá melhorar o prognóstico da doença