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Televisão e violência : (para) novas formas de olhar

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Nas suas vertentes teórica e empírica, a pesquisa sobre a influência da televisão evoluiu de uma perspectiva mais unilateral, em que os media eram pensados focando o seu efeito directo sobre o público, para análises mais complexas, onde a dimensão cognitiva da recepção das mensagens foi, progressivamente, valorizada. Neste contexto, procedemos à realização de um estudo não experimental com 820 alunos dos 4º, 6º e 8º anos do ensino básico do distrito de Coimbra, orientado por dois grandes objectivos: caracterizar e compreender os seus hábitos televisivos e estudar alguns factores familiares, psicológicos e televisivos, enquanto potenciais moderadores ou mediadores da influência da violência televisiva. A análise dos resultados obtidos, mediante estatísticas de carácter descritivo e inferencial, incluindo a >Path analysis,> permitiu concluir que algumas das condições que propiciam uma percepção da violência televisiva menos potenciadora da sua influência nem sempre estão reunidas, tal como indiciam o nível de mediação parental, o tempo dedicado à TV pelos participantes, bem como o número e o local ocupado pelos televisores em casa destes. Os resultados revelam, ainda, que a exposição à violência televisiva surge como preditora da agressão física. O seu poder preditivo é, no entanto, mediado pela forma como os participantes percepcionam a violência televisiva. Os participantes que têm mais prazer em ver violência na televisão, aqueles que percebem essa violência como mais semelhante à realidade e se identificam com heróis televisivos mais violentos são mais susceptíveis à influência da TV. De acordo com os resultados obtidos, delineámos algumas sugestões relativamente ao papel da família e da escola, na promoção de uma relação com a televisão que se revele promotora do desenvolvimento das crianças e dos jovens.
Autores principais:Matos, Armanda Pinto da Mota
Assunto:Psicologia da educação Comportamento agressivo -- influência da televisão Hábito televisivo -- população portuguesa
Ano:2005
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso embargado
Instituição associada:Universidade de Coimbra
Idioma:português
Origem:Estudo Geral - Universidade de Coimbra
Descrição
Resumo:Nas suas vertentes teórica e empírica, a pesquisa sobre a influência da televisão evoluiu de uma perspectiva mais unilateral, em que os media eram pensados focando o seu efeito directo sobre o público, para análises mais complexas, onde a dimensão cognitiva da recepção das mensagens foi, progressivamente, valorizada. Neste contexto, procedemos à realização de um estudo não experimental com 820 alunos dos 4º, 6º e 8º anos do ensino básico do distrito de Coimbra, orientado por dois grandes objectivos: caracterizar e compreender os seus hábitos televisivos e estudar alguns factores familiares, psicológicos e televisivos, enquanto potenciais moderadores ou mediadores da influência da violência televisiva. A análise dos resultados obtidos, mediante estatísticas de carácter descritivo e inferencial, incluindo a >Path analysis,> permitiu concluir que algumas das condições que propiciam uma percepção da violência televisiva menos potenciadora da sua influência nem sempre estão reunidas, tal como indiciam o nível de mediação parental, o tempo dedicado à TV pelos participantes, bem como o número e o local ocupado pelos televisores em casa destes. Os resultados revelam, ainda, que a exposição à violência televisiva surge como preditora da agressão física. O seu poder preditivo é, no entanto, mediado pela forma como os participantes percepcionam a violência televisiva. Os participantes que têm mais prazer em ver violência na televisão, aqueles que percebem essa violência como mais semelhante à realidade e se identificam com heróis televisivos mais violentos são mais susceptíveis à influência da TV. De acordo com os resultados obtidos, delineámos algumas sugestões relativamente ao papel da família e da escola, na promoção de uma relação com a televisão que se revele promotora do desenvolvimento das crianças e dos jovens.