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Fatores de prognóstico na leucemia linfoblástica aguda pediátrica

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Summary:A leucemia linfoblástica aguda é o cancro mais frequente na idade pediátrica. Apesar da ampla heterogeneidade clínica e biológica, a estratificação dos doentes em grupos de risco com base em fatores de prognóstico e o ajuste do tratamento a esse risco permitiu alcançar uma taxa de sobrevivência global superior a 90%. Os principais fatores de prognóstico utilizados nesta estratificação incluem características clínicas do doente (como a idade e a contagem inicial de leucócitos), características dos blastos (imunofenótipo, alterações cromossómicas, como translocações e aneuploidias, e genéticas) e resposta precoce ao tratamento, determinada sobretudo pela quantificação da doença residual mínima. Após a recidiva, os principais fatores de prognóstico são: a duração da primeira remissão, o local de recidiva e o imunofenótipo dos blastos. Esta estratificação permite a instituição de um tratamento mais adaptado e eficaz, intensificando ou atenuando a terapêutica dos doentes de alto e baixo risco, respetivamente. No entanto, um número significativo de doentes sofre recidiva e muitos destes acabam por falecer. Assim, torna-se evidente a necessidade de os categorizar tendo em consideração novos fatores de prognóstico, clínicos e citogenéticos, para um tratamento ainda mais personalizado e uma maior taxa de sobrevivência. Com o avanço da ciência, foram descobertos novos biomarcadores potencialmente úteis na previsão da evolução da doença. Contudo, a relevância prognóstica de muitos deles ainda está por definir.
Main Authors:Ribeiro, Ana Rita Silva
Subject:Leucemia/linfoma linfoblástico de células precursoras Prognóstico Criança Adolescente Lactente Precursor cell lymphoblastic leukemia/lymphoma Prognosis Child Adolescent Infant
Year:2021
Country:Portugal
Document type:master thesis
Access type:open access
Associated institution:Universidade de Coimbra
Language:Portuguese
Origin:Estudo Geral - Universidade de Coimbra
Description
Summary:A leucemia linfoblástica aguda é o cancro mais frequente na idade pediátrica. Apesar da ampla heterogeneidade clínica e biológica, a estratificação dos doentes em grupos de risco com base em fatores de prognóstico e o ajuste do tratamento a esse risco permitiu alcançar uma taxa de sobrevivência global superior a 90%. Os principais fatores de prognóstico utilizados nesta estratificação incluem características clínicas do doente (como a idade e a contagem inicial de leucócitos), características dos blastos (imunofenótipo, alterações cromossómicas, como translocações e aneuploidias, e genéticas) e resposta precoce ao tratamento, determinada sobretudo pela quantificação da doença residual mínima. Após a recidiva, os principais fatores de prognóstico são: a duração da primeira remissão, o local de recidiva e o imunofenótipo dos blastos. Esta estratificação permite a instituição de um tratamento mais adaptado e eficaz, intensificando ou atenuando a terapêutica dos doentes de alto e baixo risco, respetivamente. No entanto, um número significativo de doentes sofre recidiva e muitos destes acabam por falecer. Assim, torna-se evidente a necessidade de os categorizar tendo em consideração novos fatores de prognóstico, clínicos e citogenéticos, para um tratamento ainda mais personalizado e uma maior taxa de sobrevivência. Com o avanço da ciência, foram descobertos novos biomarcadores potencialmente úteis na previsão da evolução da doença. Contudo, a relevância prognóstica de muitos deles ainda está por definir.