Publicação
Consentimento informado: a perspetiva do doente
| Resumo: | IntroduçãoA perceção dos doentes quanto ao consentimento informado (CI) não está bem estabelecida sendo, frequentemente, considerado como um mero ato administrativo. Por outro lado, as questões médico-legais que envolvem o CI são uma problemática atual. O objetivo principal foi avaliar o grau de informação dos doentes em relação ao CI, na perspetiva dos próprios.MétodosEstudo prospetivo, realizado em dois centros hospitalares, um deles com acreditação. Aplicação de questionários consecutivos, preenchidos pelo próprio doente, após a realização de exame endoscópico.ResultadoAmostra constituída por 171 doentes, na sua maioria do sexo masculino (65,1%), e, dos quais, 84,2% com idade igual ou superior a 50 anos. A maioria dos exames foi realizada em contexto eletivo (94,7%).A maioria dos inquiridos foi informada do motivo da realização do procedimento (97,6%) e inteirada do benefício, risco e complicações do mesmo pelo médico prescritor (96,5%). A generalidade dos doentes ficou esclarecida com a informação do CI Os aspetos apontados como menos valorizados no CI foram os riscos/complicações (34,4%), procedimento (29,8%) e benefícios (22,9%) sendo que 31,7% dos doentes procedeu a pesquisa adicional sobre o procedimento, maioritariamente através da internet. A quase totalidade (98,2%) dos doentes assinou o CI referindo ter sido disponibilizado tempo suficiente para reflexão (95,2%) e 58,5% dos doentes ficou com uma cópia do CI assinado. O médico executante confirmou que o doente estava devidamente informado em 94,6% casos fornecendo informações no final em 94,5%. Comparando os dois centros verificaram-se diferenças estatisticamente significativas na entrega do CI (p= 0,0001), na confirmação do esclarecimento pelo médico executante (p= 0.011), no fornecimento de informações após o exame (p= 0,012) e no grau de esclarecimento (p= 0,014), tendo-se obtido mais respostas negativas no centro sem acreditação.ConclusãoA maioria dos doentes sente-se informado com o CI, embora se tenha verificado que uma proporção substancial refere lacunas de informação nomeadamente no que diz respeito aos riscos/complicações dos procedimentos. |
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| Autores principais: | Branco, Catarina de Jesus |
| Assunto: | Consentimento Informado Exames endoscópicos Doente Questionário Informed consent Endoscopic examinations Patient Questionnaires |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso embargado |
| Instituição associada: | Universidade de Coimbra |
| Idioma: | português |
| Origem: | Estudo Geral - Universidade de Coimbra |
| Resumo: | IntroduçãoA perceção dos doentes quanto ao consentimento informado (CI) não está bem estabelecida sendo, frequentemente, considerado como um mero ato administrativo. Por outro lado, as questões médico-legais que envolvem o CI são uma problemática atual. O objetivo principal foi avaliar o grau de informação dos doentes em relação ao CI, na perspetiva dos próprios.MétodosEstudo prospetivo, realizado em dois centros hospitalares, um deles com acreditação. Aplicação de questionários consecutivos, preenchidos pelo próprio doente, após a realização de exame endoscópico.ResultadoAmostra constituída por 171 doentes, na sua maioria do sexo masculino (65,1%), e, dos quais, 84,2% com idade igual ou superior a 50 anos. A maioria dos exames foi realizada em contexto eletivo (94,7%).A maioria dos inquiridos foi informada do motivo da realização do procedimento (97,6%) e inteirada do benefício, risco e complicações do mesmo pelo médico prescritor (96,5%). A generalidade dos doentes ficou esclarecida com a informação do CI Os aspetos apontados como menos valorizados no CI foram os riscos/complicações (34,4%), procedimento (29,8%) e benefícios (22,9%) sendo que 31,7% dos doentes procedeu a pesquisa adicional sobre o procedimento, maioritariamente através da internet. A quase totalidade (98,2%) dos doentes assinou o CI referindo ter sido disponibilizado tempo suficiente para reflexão (95,2%) e 58,5% dos doentes ficou com uma cópia do CI assinado. O médico executante confirmou que o doente estava devidamente informado em 94,6% casos fornecendo informações no final em 94,5%. Comparando os dois centros verificaram-se diferenças estatisticamente significativas na entrega do CI (p= 0,0001), na confirmação do esclarecimento pelo médico executante (p= 0.011), no fornecimento de informações após o exame (p= 0,012) e no grau de esclarecimento (p= 0,014), tendo-se obtido mais respostas negativas no centro sem acreditação.ConclusãoA maioria dos doentes sente-se informado com o CI, embora se tenha verificado que uma proporção substancial refere lacunas de informação nomeadamente no que diz respeito aos riscos/complicações dos procedimentos. |
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