Publicação
Leptospirose Canina: Ecologia da Infeção, Fatores de Risco e Impacto na Saúde Pública
| Resumo: | A leptospirose é uma zoonose de distribuição mundial, causada por bactérias do género Leptospira, que afeta mamíferos, incluindo cães e humanos. Os cães podem atuar como sentinelas ou fontes de infeção para humanos. A transmissão ocorre por contacto direto ou indireto com urina infetada, frequentemente através de ambientes contaminados. Os roedores são reconhecidos como o principal hospedeiro reservatório de Leptospira, mas outros hospedeiros podem também manter a infeção num ecossistema de acordo com a região e influenciando a prevalência local. Este trabalho tem como objetivo central analisar a ecologia da infeção por Leptospira em cães, identificar os principais fatores de risco associados à doença e refletir sobre o seu impacto na saúde pública, enquadrando a análise na perspetiva One Health. O trabalho baseia-se numa revisão bibliográfica da literatura científica recente, abordando aspetos como a etiologia, mecanismos de transmissão, persistência ambiental, fatores de risco individuais, sociais e ecológicos, além das estratégias de prevenção a nível global. A leptospirose é frequentemente subdiagnosticada devido à sua apresentação clínica inespecífica e à possibilidade de infeções assintomáticas, o que contribui para a sua subnotificação e classificação como doença negligenciada. A identificação de novos serovares em diferentes regiões e a alteração no padrão de distribuição geográfica da infeção refletem a dinâmica epidemiológica da infeção, influenciada por fatores ambientais, comportamentais e socioeconómicos, bem como pelas alterações climáticas e práticas agrícolas. A prevenção e controlo da leptospirose exigem uma abordagem multidisciplinar, integrando a vacinação, a vigilância epidemiológica, a educação da população e a sensibilização dos profissionais de saúde. O estudo reforça a necessidade de colaboração entre os setores de saúde animal, humana e ambiental para uma resposta eficaz à leptospirose, destacando a importância de estratégias integradas e coordenadas no contexto One Health |
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| Autores principais: | Breton, Arthur Mathieu Valentin |
| Assunto: | Cão Epidemiologia Fatores de risco Leptospirose Saúde pública Zoonose Dog Epidemiology Leptospirosis Public health Risk factors Zoonosis |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Escola Universitária Vasco da Gama |
| Idioma: | português |
| Origem: | Escola Universitária Vasco da Gama |
| Resumo: | A leptospirose é uma zoonose de distribuição mundial, causada por bactérias do género Leptospira, que afeta mamíferos, incluindo cães e humanos. Os cães podem atuar como sentinelas ou fontes de infeção para humanos. A transmissão ocorre por contacto direto ou indireto com urina infetada, frequentemente através de ambientes contaminados. Os roedores são reconhecidos como o principal hospedeiro reservatório de Leptospira, mas outros hospedeiros podem também manter a infeção num ecossistema de acordo com a região e influenciando a prevalência local. Este trabalho tem como objetivo central analisar a ecologia da infeção por Leptospira em cães, identificar os principais fatores de risco associados à doença e refletir sobre o seu impacto na saúde pública, enquadrando a análise na perspetiva One Health. O trabalho baseia-se numa revisão bibliográfica da literatura científica recente, abordando aspetos como a etiologia, mecanismos de transmissão, persistência ambiental, fatores de risco individuais, sociais e ecológicos, além das estratégias de prevenção a nível global. A leptospirose é frequentemente subdiagnosticada devido à sua apresentação clínica inespecífica e à possibilidade de infeções assintomáticas, o que contribui para a sua subnotificação e classificação como doença negligenciada. A identificação de novos serovares em diferentes regiões e a alteração no padrão de distribuição geográfica da infeção refletem a dinâmica epidemiológica da infeção, influenciada por fatores ambientais, comportamentais e socioeconómicos, bem como pelas alterações climáticas e práticas agrícolas. A prevenção e controlo da leptospirose exigem uma abordagem multidisciplinar, integrando a vacinação, a vigilância epidemiológica, a educação da população e a sensibilização dos profissionais de saúde. O estudo reforça a necessidade de colaboração entre os setores de saúde animal, humana e ambiental para uma resposta eficaz à leptospirose, destacando a importância de estratégias integradas e coordenadas no contexto One Health |
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