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Trabalho sem fronteiras: Perspetivas sobre os serviços domésticos e a prestação de cuidados

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A apresentação deste dossier resulta do encontro de vontades de três pessoas que têm investigado o universo dos serviços domésticos a partir de perspetivas diferenciadas, complementares, mas, por vezes, pouco comunicantes. Os processos de feminização dos movimentos migratórios e do mercado de trabalho das últimas décadas têm sido reconhecidos largamente pela literatura, em alguns casos como parte integrante desses movimentos desde a sua origem. A globalização da economia capitalista e o consequente movimento perpétuo de circulação de forças de criação e de destruição de trabalho beneficiaram da participação, nesse movimento, das mulheres e da sua fuga, enquanto resistência, à «dominação masculina». Todavia, apesar da natureza estruturante destas dinâmicas, as narrativas mais influentes sobre o mercado de trabalho e as suas disposições futuras tendem a menorizar um amplo conjunto de protagonistas e de sectores de atividade.
Autores principais:Dias, Nuno
Outros Autores:Brasão, Inês; Abrantes, Manuel
Assunto:serviço doméstico prestação de cuidados migrações domestic services providing care migration
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:editorial
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Leiria
Idioma:português
Origem:IC-online
Descrição
Resumo:A apresentação deste dossier resulta do encontro de vontades de três pessoas que têm investigado o universo dos serviços domésticos a partir de perspetivas diferenciadas, complementares, mas, por vezes, pouco comunicantes. Os processos de feminização dos movimentos migratórios e do mercado de trabalho das últimas décadas têm sido reconhecidos largamente pela literatura, em alguns casos como parte integrante desses movimentos desde a sua origem. A globalização da economia capitalista e o consequente movimento perpétuo de circulação de forças de criação e de destruição de trabalho beneficiaram da participação, nesse movimento, das mulheres e da sua fuga, enquanto resistência, à «dominação masculina». Todavia, apesar da natureza estruturante destas dinâmicas, as narrativas mais influentes sobre o mercado de trabalho e as suas disposições futuras tendem a menorizar um amplo conjunto de protagonistas e de sectores de atividade.