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"Um por todos e todos por um"? : atores e dimensões da abordagem global da União Europeia

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Após o voto pelo ‘Brexit’ e com as múltiplas crises que a UE enfrenta, a questão da abordagem global da UE dificilmente estará no topo das preocupações e prioridades dos Estados-membros. Este texto apresenta, porém, vários motivos pelos quais se justificaria atribuir mais relevância a esta discussão no atual contexto europeu. O vasto leque de políticas, instrumentos e atores que conferem à UE a capacidade de abordar várias dimensões da segurança e do desenvolvimento no plano internacional são uma clara mais-valia da UE. No entanto, esta multiplicidade de atores e dimensões contribui também para as dificuldades que a UE tem em agir e falar ‘a uma só voz’. A falta de uma clara visão e liderança políticas continua a ser o eterno ‘calcanhar de Aquiles’ da ação externa europeia, não obstante progressos significativos na adaptação de instrumentos e mecanismos da UE com vista a uma maior coordenação e trabalho conjunto no âmbito do sistema europeu. Pragmatismo com ambição é, portanto, a opção mais provável da UE para avançar no sentido de uma abordagem global eficaz, que terá necessariamente que ir a par com uma discussão mais ampla sobre a União que queremos.
Autores principais:Faria, Fernanda
Assunto:União Europeia (a partir de 1993) Serviço Europeu de Acção Externa PECSD NATO (EUA, 1949) Segurança internacional Segurança europeia Segurança interna Defesa da Europa Estratégia Política externa Política de segurança Gestão de crises Governação Conceito Cooperação civil-militar Estados membros Corno de África Somália Reino Unido
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto da Defesa Nacional
Idioma:português
Origem:Instituto da Defesa Nacional
Descrição
Resumo:Após o voto pelo ‘Brexit’ e com as múltiplas crises que a UE enfrenta, a questão da abordagem global da UE dificilmente estará no topo das preocupações e prioridades dos Estados-membros. Este texto apresenta, porém, vários motivos pelos quais se justificaria atribuir mais relevância a esta discussão no atual contexto europeu. O vasto leque de políticas, instrumentos e atores que conferem à UE a capacidade de abordar várias dimensões da segurança e do desenvolvimento no plano internacional são uma clara mais-valia da UE. No entanto, esta multiplicidade de atores e dimensões contribui também para as dificuldades que a UE tem em agir e falar ‘a uma só voz’. A falta de uma clara visão e liderança políticas continua a ser o eterno ‘calcanhar de Aquiles’ da ação externa europeia, não obstante progressos significativos na adaptação de instrumentos e mecanismos da UE com vista a uma maior coordenação e trabalho conjunto no âmbito do sistema europeu. Pragmatismo com ambição é, portanto, a opção mais provável da UE para avançar no sentido de uma abordagem global eficaz, que terá necessariamente que ir a par com uma discussão mais ampla sobre a União que queremos.