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Hábitos alimentares entre crianças institucionalizadas e crianças em “ambiente familiar”.

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O facto de uma criança se encontrar ou não institucionalizada vai ter impacto nos seus hábitos alimentares. O controlo excessivo exercido pelos familiares leva muitas vezes a que as crianças consumam acima das suas necessidades nutricionais, desregulando a capacidade natural de saciedade. OBJETIVOS Comparar hábitos alimentares e avaliar antropometricamente crianças institucionalizadas e crianças em “ambiente familiar” da cidade de Bragança. MÉTODOS Solicitou-se a colaboração de 2 Agrupamento de Escolas e de 3 instituições de acolhimento infantil, obtendo-se uma amostra de 319 crianças em “ambiente familiar” e de 19 crianças institucionalizadas. Avaliou-se antropometricamente cada criança e analisou-se os seus hábitos alimentares através de diário alimentar. RESULTADOS Observou-se que 78.9% dos Institucionalizados era eutrófico, 10.5% e 5.3% encontrava-se com excesso de peso e obesidade respetivamente. Nos não institucionalizados 67.6% era eutrófico, 22.8% apresentava excesso de peso e 8.9% obesidade. Verificou-se que os institucionalizados apresentavam um maior consumo de energia, lípidos saturados, hidratos de carbono totais e fibra em relação aos não institucionalizados. DISCUSSÃO/ CONCLUSÃO Apurou-se que as Crianças Institucionalizadas apresentam uma maior ingestão calórica, bem como um maior consumo de macro e micronutrientes. Nas crianças institucionalizadas verifica-se um consumo de proteína, hidratos de carbono e lípidos superiores à ingestão recomendada. Apesar de apresentarem um maior consumo de lípidos, nomeadamente saturados e de hidratos de carbono totais e simples, as crianças institucionalizadas apresentam uma menor percentagem de excesso de peso e obesidade. Tal facto pode dever-se ao maior consumo de fibra, à rotina relativa às refeições (horário e número de refeições) na instituição e a uma possível maior atividade física. Relativamente à ingesta de fibra verificou-se que em ambas as amostras o consumo diário encontra-se abaixo do recomendado.
Autores principais:Garcia, Ana
Outros Autores:Azenha, Sandra; Soares, Sofia; Ferro-Lebres, Vera; Fernandes, António
Assunto:Hábitos alimentares Institucionalização Família
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:documento de conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:O facto de uma criança se encontrar ou não institucionalizada vai ter impacto nos seus hábitos alimentares. O controlo excessivo exercido pelos familiares leva muitas vezes a que as crianças consumam acima das suas necessidades nutricionais, desregulando a capacidade natural de saciedade. OBJETIVOS Comparar hábitos alimentares e avaliar antropometricamente crianças institucionalizadas e crianças em “ambiente familiar” da cidade de Bragança. MÉTODOS Solicitou-se a colaboração de 2 Agrupamento de Escolas e de 3 instituições de acolhimento infantil, obtendo-se uma amostra de 319 crianças em “ambiente familiar” e de 19 crianças institucionalizadas. Avaliou-se antropometricamente cada criança e analisou-se os seus hábitos alimentares através de diário alimentar. RESULTADOS Observou-se que 78.9% dos Institucionalizados era eutrófico, 10.5% e 5.3% encontrava-se com excesso de peso e obesidade respetivamente. Nos não institucionalizados 67.6% era eutrófico, 22.8% apresentava excesso de peso e 8.9% obesidade. Verificou-se que os institucionalizados apresentavam um maior consumo de energia, lípidos saturados, hidratos de carbono totais e fibra em relação aos não institucionalizados. DISCUSSÃO/ CONCLUSÃO Apurou-se que as Crianças Institucionalizadas apresentam uma maior ingestão calórica, bem como um maior consumo de macro e micronutrientes. Nas crianças institucionalizadas verifica-se um consumo de proteína, hidratos de carbono e lípidos superiores à ingestão recomendada. Apesar de apresentarem um maior consumo de lípidos, nomeadamente saturados e de hidratos de carbono totais e simples, as crianças institucionalizadas apresentam uma menor percentagem de excesso de peso e obesidade. Tal facto pode dever-se ao maior consumo de fibra, à rotina relativa às refeições (horário e número de refeições) na instituição e a uma possível maior atividade física. Relativamente à ingesta de fibra verificou-se que em ambas as amostras o consumo diário encontra-se abaixo do recomendado.