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Quedas em idosos: investigar para conhecer conhecer para intervir
| Resumo: | O envelhecimento populacional é uma realidade inegável nas sociedades atuais, associando-se a situações de risco que reclamam conhecimento, para que a intervenção possa ser eficaz. O presente estudo (de natureza retrospetiva e ancorado numa abordagem quantitativa, descritiva, analítica e transversal), tem como principal objetivo analisar a incidência das quedas em idosos atendidos no Serviço de Saúde da Unidade Local de Saúde do Nordeste, no primeiro semestre de 2016, bem como identificar as principais causas e sequelas a elas associadas. Participaram 202 idosos, de ambos os sexos, com uma média etária de 79,66 ±7,84 anos, que responderam a um formulário de recolha de dados, composto por questões sociodemográficas; questões relativas à caraterização do evento de queda; à caraterização da sua situação de saúde e medicação, bem como questões associadas à avaliação das atividades básicas de vida diária. Os principais resultados descritivos e inferenciais mostraram uma taxa de incidência de quedas nos idosos de cerca de 12%. A queda ocorreu, na sua maioria, no domicílio, nomeadamente na casa de banho e no quarto, havendo maior prevalência das quedas da parte da manhã. Mais de metade dos idosos assinalou uma reincidência das quedas, havendo uma presença elevada de fraturas, após o episódio de queda. A maioria das quedas ocorreu pela presença de obstáculo. A hipertensão é a doença mais prevalente na amostra de idosos, sendo que a maioria toma medicação regular, nomeadamente hipertensores, havendo uma prevalência superior daqueles que tomam até quatro medicamentos por dia. Observou-se um comprometimento estatisticamente significativo em todas as atividades básicas de vida diária analisadas, após o episódio de queda. Estes resultados reforçam a necessidade de serem conduzidas investigações futuras, com intuito de auscultar a realidade das quedas na população idosa e serem configurados projetos de intervenção comunitária ajustados às realidades e necessidades dos idosos. |
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| Autores principais: | Preto, Ilita Córdova |
| Assunto: | Quedas Idosos Sequelas Serviço de urgência |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | O envelhecimento populacional é uma realidade inegável nas sociedades atuais, associando-se a situações de risco que reclamam conhecimento, para que a intervenção possa ser eficaz. O presente estudo (de natureza retrospetiva e ancorado numa abordagem quantitativa, descritiva, analítica e transversal), tem como principal objetivo analisar a incidência das quedas em idosos atendidos no Serviço de Saúde da Unidade Local de Saúde do Nordeste, no primeiro semestre de 2016, bem como identificar as principais causas e sequelas a elas associadas. Participaram 202 idosos, de ambos os sexos, com uma média etária de 79,66 ±7,84 anos, que responderam a um formulário de recolha de dados, composto por questões sociodemográficas; questões relativas à caraterização do evento de queda; à caraterização da sua situação de saúde e medicação, bem como questões associadas à avaliação das atividades básicas de vida diária. Os principais resultados descritivos e inferenciais mostraram uma taxa de incidência de quedas nos idosos de cerca de 12%. A queda ocorreu, na sua maioria, no domicílio, nomeadamente na casa de banho e no quarto, havendo maior prevalência das quedas da parte da manhã. Mais de metade dos idosos assinalou uma reincidência das quedas, havendo uma presença elevada de fraturas, após o episódio de queda. A maioria das quedas ocorreu pela presença de obstáculo. A hipertensão é a doença mais prevalente na amostra de idosos, sendo que a maioria toma medicação regular, nomeadamente hipertensores, havendo uma prevalência superior daqueles que tomam até quatro medicamentos por dia. Observou-se um comprometimento estatisticamente significativo em todas as atividades básicas de vida diária analisadas, após o episódio de queda. Estes resultados reforçam a necessidade de serem conduzidas investigações futuras, com intuito de auscultar a realidade das quedas na população idosa e serem configurados projetos de intervenção comunitária ajustados às realidades e necessidades dos idosos. |
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