Publicação
Indicadores de empreendedorismo na economia angolana, no contexto das economias emergentes, tendo como base a informação do Global Entrepreneurship Monitor
| Resumo: | Os últimos trinta anos têm sido marcados por um crescimento abrupto dos indicadores de muitas economias na África subsariana, América latina e Ásia Oriental. Este crescimento tem ocorrido muito pelo facto de terem sido adotadas medidas que influenciam o ambiente de negócios e transformam estas economias em economias emergentes. Simultaneamente, tal crescimento tem suscitado a investigação académica relativamente a este fenómeno e à sua relação com a atividade empreendedora, de forma a perceber se os dois fenómenos estão relacionados. Assim, para alcançar o objetivo de identificar e quantificar os fatores que vêm influenciando a taxa de atividade empreendedora na população adulta, a intenção empreendedora dessa população, o medo de falhar, as expetativas de crescimento da atividade empreendedora e a orientação internacional dessa atividade, em Angola e num conjunto de outras economias emergentes selecionadas - África do Sul, Brasil, China, Coreia do Sul, Filipinas, Índia, Indonésia, México, Nigéria, Singapura, Turquia - foi utilizada uma base de dados secundária criada a partir dos dados disponibilizados publicamente pelo Global Entrepreneurship Monitor (GEM) para os anos de 2007 a 2015. A coexistência de uma dimensão geográfica com uma dimensão temporal permitiu a aplicação da metodologia econométrica de dados em painel. Os fatores que poderão explicar as variáveis acima mencionadas são aqueles identificados e mensurados pelos peritos do GEM como identificadores do ambiente de negócios numa economia. Os resultados do estudo sugerem que há alguns fatores estruturais que estão a influenciar fortemente nas variáveis explicadas neste estudo. Por exemplo, no caso da taxa de atividade empreendedora (ou simplesmente TEA) - principal indicador do GEM, concluiu-se que com exceção da incorporação de formação e educação empreendedora no ensino não superior ela pode ser influenciada por todos os outros fatores estruturais, portanto, se uma economia emergente pretender aumentar a TEA é necessário fortalecer as condições estruturais. |
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| Autores principais: | Almeida, Aldair Waldemar Figueiredo Ferreira |
| Assunto: | Empreendedorismo GEM Metodologia de dados em painel Angola Economias emergentes |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | Os últimos trinta anos têm sido marcados por um crescimento abrupto dos indicadores de muitas economias na África subsariana, América latina e Ásia Oriental. Este crescimento tem ocorrido muito pelo facto de terem sido adotadas medidas que influenciam o ambiente de negócios e transformam estas economias em economias emergentes. Simultaneamente, tal crescimento tem suscitado a investigação académica relativamente a este fenómeno e à sua relação com a atividade empreendedora, de forma a perceber se os dois fenómenos estão relacionados. Assim, para alcançar o objetivo de identificar e quantificar os fatores que vêm influenciando a taxa de atividade empreendedora na população adulta, a intenção empreendedora dessa população, o medo de falhar, as expetativas de crescimento da atividade empreendedora e a orientação internacional dessa atividade, em Angola e num conjunto de outras economias emergentes selecionadas - África do Sul, Brasil, China, Coreia do Sul, Filipinas, Índia, Indonésia, México, Nigéria, Singapura, Turquia - foi utilizada uma base de dados secundária criada a partir dos dados disponibilizados publicamente pelo Global Entrepreneurship Monitor (GEM) para os anos de 2007 a 2015. A coexistência de uma dimensão geográfica com uma dimensão temporal permitiu a aplicação da metodologia econométrica de dados em painel. Os fatores que poderão explicar as variáveis acima mencionadas são aqueles identificados e mensurados pelos peritos do GEM como identificadores do ambiente de negócios numa economia. Os resultados do estudo sugerem que há alguns fatores estruturais que estão a influenciar fortemente nas variáveis explicadas neste estudo. Por exemplo, no caso da taxa de atividade empreendedora (ou simplesmente TEA) - principal indicador do GEM, concluiu-se que com exceção da incorporação de formação e educação empreendedora no ensino não superior ela pode ser influenciada por todos os outros fatores estruturais, portanto, se uma economia emergente pretender aumentar a TEA é necessário fortalecer as condições estruturais. |
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