Publicação
Desenvolvimento de microemulsões para aplicação tópica
| Resumo: | As microemulsões (MEs) são sistemas isotrópicos, transparentes, que apresentam boa estabilidade termodinâmica, são fáceis de preparar e possuem um custo associado geralmente baixo. Podem ser utilizadas como veículos de vários princípios ativos, tanto hidrofílicos como lipofílicos. Apresentam uma elevada capacidade de carga, i.e. são capazes de armazenar grandes quantidades do componente alvo, melhorando a biodisponibilidade de certas substâncias ativas. São geralmente formadas por uma mistura de lípido(s), água e tensioativo(s), sendo também muito frequente utilizarem-se co-tensioativos. O plano experimental do presente trabalho incidiu sobre o desenvolvimento de MEs visando a sua futura utilização como veículo para aplicação tópica de bioativos naturais (não desenvolvido no presente trabalho). Neste contexto, o trabalho apresentado aborda tópicos tais como: Descrição da pele e mecanismos de absorção; Conceitos gerais sobre MEs; e Técnicas para produção e caracterização de MEs. Para a produção das MEs selecionou-se como sistema químico água pura, azeite refinado e um tensioativo não-iónico (Tween 80), reconhecido por ser não-tóxico e biocompatível. Adicionalmente testou-se o uso de vários co-tensioativos, nomeadamente polietilenoglicol 400, etanol, glicerina, 2-propanol, 1-butanol, Span 80 e Transcutol CG. Para cada combinação azeite + água + tensioativo/co-tensioativo testada foi produzido o respetivo diagrama pseudoternário e definidas as zonas de composição onde se produzem MEs, sistemas com 2 fases, sistemas com 3 fases e onde ocorre a formação de gel. Para as composições testadas verificou-se que a formação de MEs foi mais favorecida quando se utilizou apenas o sistema base (azeite/água/Tween 80) ou quando se utilizou como co-tensioativo glicerina e Span 80. Contudo, as MEs obtidas foram conseguidas à custa da utilização de um teor elevado do sistema de tensioativo, o que pode restringir a sua utilização tópica. As dificuldades de preparação podem estar relacionadas com a elevada viscosidade do azeite, tal como relatado na literatura. Para contornar esta dificuldade foi testado o efeito da temperatura (ambiente, 40, 60 e 80ºC) para o sistema base e o sistema utilizando o co-tensioativo Span 80 (1:1). Neste caso observou-se a diminuição da formação de gel mas não se intensificou a formação de MEs. |
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| Autores principais: | Preto, Vera Lúcia Sarmento Martins |
| Assunto: | Microemulsões Azeite Aplicação tópica Diagramas pseudoternários |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | As microemulsões (MEs) são sistemas isotrópicos, transparentes, que apresentam boa estabilidade termodinâmica, são fáceis de preparar e possuem um custo associado geralmente baixo. Podem ser utilizadas como veículos de vários princípios ativos, tanto hidrofílicos como lipofílicos. Apresentam uma elevada capacidade de carga, i.e. são capazes de armazenar grandes quantidades do componente alvo, melhorando a biodisponibilidade de certas substâncias ativas. São geralmente formadas por uma mistura de lípido(s), água e tensioativo(s), sendo também muito frequente utilizarem-se co-tensioativos. O plano experimental do presente trabalho incidiu sobre o desenvolvimento de MEs visando a sua futura utilização como veículo para aplicação tópica de bioativos naturais (não desenvolvido no presente trabalho). Neste contexto, o trabalho apresentado aborda tópicos tais como: Descrição da pele e mecanismos de absorção; Conceitos gerais sobre MEs; e Técnicas para produção e caracterização de MEs. Para a produção das MEs selecionou-se como sistema químico água pura, azeite refinado e um tensioativo não-iónico (Tween 80), reconhecido por ser não-tóxico e biocompatível. Adicionalmente testou-se o uso de vários co-tensioativos, nomeadamente polietilenoglicol 400, etanol, glicerina, 2-propanol, 1-butanol, Span 80 e Transcutol CG. Para cada combinação azeite + água + tensioativo/co-tensioativo testada foi produzido o respetivo diagrama pseudoternário e definidas as zonas de composição onde se produzem MEs, sistemas com 2 fases, sistemas com 3 fases e onde ocorre a formação de gel. Para as composições testadas verificou-se que a formação de MEs foi mais favorecida quando se utilizou apenas o sistema base (azeite/água/Tween 80) ou quando se utilizou como co-tensioativo glicerina e Span 80. Contudo, as MEs obtidas foram conseguidas à custa da utilização de um teor elevado do sistema de tensioativo, o que pode restringir a sua utilização tópica. As dificuldades de preparação podem estar relacionadas com a elevada viscosidade do azeite, tal como relatado na literatura. Para contornar esta dificuldade foi testado o efeito da temperatura (ambiente, 40, 60 e 80ºC) para o sistema base e o sistema utilizando o co-tensioativo Span 80 (1:1). Neste caso observou-se a diminuição da formação de gel mas não se intensificou a formação de MEs. |
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